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João Gomes de Lemos 7º senhor da Trofa (1652) JOÃO GOMES DE LEMOS, 7º senhor da Trofa, Álvaro, Pampilhosa, Jales e Alfarela, por carta de confirmação de Dom João IV de 22.8.1652, moço fidalgo a Casa Real, comendador de Cambra e Santa Maria de Ventosa na Ordem de Cristo, etc. Era padre jesuíta mas largou a Companhia para suceder. Contestou-lhe o direito o duque de Aveiro, que sustentava que por João Gomes de Lemos ser padre tinha vagado o senhorio e que devia ser-lhe dado a ele por estar nas terras do Infantado. Não entendeu assim Dom João IV, que confirmou o senhorio a João Gomes de Lemos e ainda lhe deu, para casar, as comendas da Ordem de Cristo e uma pensão de 20.000 réis (25.3.1651). E casou com D. Maria Madalena de Castro e Mello, filha dos morgados do Botão, mas sem geração.
Sucedeu-lhe assim na Casa sua irmã D. Jerónima de Lemos, nascida no paço da Torre, em Cambra, e já falecida em 1696, que não chegou a ter os senhorios do irmão, apesar de os ter requerido. Com efeito, a 12.5.1690 teve sentença a favor da Coroa e contra D. Jerónima de Lemos e seu filho Bernardo de Carvalho e Lemos, sobre a posse da Casa da Trofa, com todos os seus direitos e jurisdições. E só a 28.5.1699, já D. Jerónima tinha falecido, é que Dom Pedro II confirmou a seu filho, o dito Bernardo de Carvalho e Lemos, a sucessão em toda a Casa da Trofa. D. Jerónima casou a 14.1.1636 em casa de seu pai, no Porto, pelo prior da igreja da Srª da Oliveira, com JERÓNIMO DE CARVALHO E VASCONCELLOS, moço fidalgo da Casa Real, 3º morgado de Lamarosa (Tentúgal) e de Vila Maior (S. Pedro do Sul), etc., também já falecido em 1696, que era viúvo s.g. de D. Maria de Vasconcellos, filho sucessor de Pedro de Carvalho e Vasconcellos, moço fidalgo da Casa Real, 2º morgado de Lamarosa e Vila Maior, etc., que instituiu a capela de Stª Cristina, junto a Tentúgal, e de sua 2ª mulher e prima D. Guiomar de Carvalho; neto paterno do doutor Cristóvão Mendes de Carvalho, fidalgo da Casa Real, chanceler-mor do Reino, chanceler da Casa do Cível, desembargador do Paço, corregedor-mor da Beira e Riba-Coa, cavaleiro da Ordem de Cristo e nesta ordem comendador de S. Pedro de Galveias e Nª Sª da Fresta, morgado de Lamarosa e Vila Maior, fundador do hospital de Tentúgal e dos mosteiros de Santa Clara de Trancoso (1539), para o qual obtém autorização real para vincular a comenda de Nª Sª da Fresta, e o de S. Francisco do Campo de Coimbra, etc., e de sua 2ª mulher D. Maria Couceiro (irmã da 1ª, s.g., morta pelo marido), senhora da quinta de Lamarosa; neto materno Cristóvão de Carvalho, morgado de Sepões, moço fidalgo da Casa Real e trinchante do infante Dom Luiz, etc., e de sua mulher D. Filipa de Bulhão, senhora do morgada dos Bulhões (filha herdeira de Vasco Pires de Bulhão, tesoureiro-mor de Lisboa, que a 12.12.1528 tirou carta de armas para Bulhão). O doutor Cristóvão Mendes de Carvalho era irmão mais novo de João Mendes de Carvalho, fidalgo da Casa Real, vereador do Senado da Câmara do Porto (1525), cidade onde viveu e casou com D. Cecília de Figueirôa e Madureira, herdeira do morgadio e capela dos Figueiroa no Porto. Era ainda irmão (mais velho) do doutor Henrique da Cunha, que sucedeu num vínculo instituído por seu pai em Guimarães, onde viveu, e no cargo de contador de Entre Douro e Minho; de D. Maria de Azevedo casada com João de Souza, fidalgo da Casa de Bragança; de D. Branca da Silva, freira em Santa Clara, de D. Cecília Mendes de Carvalho casada com Vasco Fernandes de Caminha, sobrinho paterno do célebre Pero Vaz de Caminha; de D. Beatriz Mendes de Carvalho casada com Fernão da Mesquita, irmão de Pedro da Mesquita, senhor da quinta de Corujeiras; e de D. Violante Mendes de Carvalho casada com o doutor Pedro Nunes de Galva. Todos filhos de Rui Mendes de Vasconcellos, fidalgo da Casa Real, contador de Entre Douro e Minho e da Beira, vedor do bispo de Lamego, senhor das honras de Nomães e Ruivães (Vieira do Minho), senhor da quinta da Cunha, em Barcelos, que viveu em Guimarães, onde instituiu um vínculo para seu filho Henrique, etc., e de sua mulher D. Ana Rodrigues de Carvalho, dos Carvalho de Basto. Este Rui Mendes de Vasconcellos era neto paterno de João Mendes de Vasconcellos, do tronco desta linhagem, 2º senhor de juro e herdade e 4º morgado de Soalhães, de quem vêm os condes de Penela. A D. Maria Couceiro que ficou acima, casada com o chanceler-mor Doutor Cristóvão Mendes de Carvalho (e Vasconcellos), era irmã de D. Guiomar Couceiro, 1ª mulher do mesmo chanceler, que a matou, e de D. Joana Couceiro casada o alcaide-mor de Tentúgal Lopo de Souza Ribeiro, sobrinho do arcebispo de Braga Dom Diogo de Souza, todas filhas de Pedro Couceiro, fidalgo que viveu em Tentúgal, e netas de outro Pedro Couceiro, fidalgo que viveu em Coimbra, e de sua mulher D. Helena de Alvim; neta paterna de outro Pedro Couceiro, senhor da quinta de Lamarosa, em Tentúgal, e materna de Jorge de Eça, fidalgo da Casa de Dom Afonso V, comendador da Ordem de Santiago, etc., e de sua mulher D. Helena de Alvim, natural de Viana. Do 1º casamento, o doutor Cristóvão Mendes de Carvalho dois filhos: Rui Mendes de Vasconcellos, que morreu solteiro, e D. Dionísio, frade de Stª Cruz de Coimbra. Do 2º casamento, além de Pedro de Carvalho, teve ainda D. Ana de Carvalho que casou com Diogo Casco, de Évora. E ainda casou uma 3ª vez com D. Beatriz Corrêa, mãe do dito Diogo Casco e filha de André da Franca Moniz. Jerónimo de Carvalho e Vasconcellos era irmão mais novo de Cristóvão Mendes de Carvalho, falecido antes de 1690, que casou com D. Guiomar de Vasconcellos, s.g., e de Gil Rodrigues de Carvalho, que morreu quando estudava em Coimbra. E irmão mais velho de Mateus de Carvalho, que casou com D. Branca de Souza, c.g., e de António de Vasconcellos, cavaleiro da Ordem de Malta. De D. Jerónima de Lemos e seu marido Jerónimo de Carvalho e Vasconcellos foram filhos:
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