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Ribadouro e Pacheco (séc. X a XIII)Origem dos Fonseca, dos Soveral, dos Alvellos e de uma outra família Soveral extintaEsquema sucinto em construção
O conde D. Pedro inicia a varonia dos Soveral em D. Diogo Mendes e sua mulher D. Elvira Dias de Urrô, senhora de Mouriz (e Cête, que pertence a Mouriz), da principal nobreza portuguesa de então, descendente do célebre D. Gonçalo Ouveques, que refundou o mosteiro de Cête, e dos Bragançãos e dos Sousões, duas das cinco parcialidades em que se dividia a nobreza portuguesa pré-nacional. Posteriormente, várias genealogistas, nomeadamente Manso de Lima, filiaram este Diogo Mendes em D.Mem Gonçalves da Fonseca, tendo em conta o patronímico, bem como a heráldica e sobretudo as propriedades do filho daquele casal, D. Estêvão Dias, rico-homem que primeiro ordenou o escudo de armas comum aos Soveral e aos Avellar, seus descendentes. Esqueceram-se foi da cronologia... É que Mem Gonçalves da Fonseca doou com sua 1ª mulher bens ao mosteiro de Salzedas em 1229 para ali virem a ser enterrados. Depois desta data, teve de falecer a dita 1ª mulher, e ainda casou 2ª vez. E seus filhos viviam ainda no segundo quartel do séc. XIV. Assim sendo, Mem Gonçalves de maneira nenhuma podia ser pai de Diogo Mendes, nascido cerca de 1133. Curiosamente, o conde D. Pedro também começa os Fonseca em D. Mem Gonçalves, que não filia. Depois de muitas incertezas, sabemos agora de fonte documental que Mem Gonçalves era filho de D. Gonçalo Viegas de Ribadouro e sua mulher D. Tereza, e neto de D. Egas Mendes de Ribadouro. Este Egas Mendes e seu irmão Gonçalo Mendes, que aparecem entre os filhos e netos de Egas Moniz o Aio a confirmar uma doação a Salzedas em 1159, eram ambos filhos de Mem Viegas de Ribadouro, falecido em 1137 e sepultado por seu pai, o Aio, em Paço de Souza. Julgo que D. Diogo Mendes era, não filho mas primo-direito de um bisavô de D. Mem Gonçalves da Fonseca. Isto mesmo indica a sucessão na honra de Quintela da Lapa (ver esquema adiante), que sobretudo pertenceu de D. Mem Moniz de Ribadouro, irmão do Aio. Deste D. Mem e de sua 2ª mulher D. Cristina Gonçalves é que terá nascido D. Diogo Mendes, cerca de 1133, que terá falecido ainda relativamente novo cerca de 1163. Na verdade, este D. Diogo Mendes é uma figura bastante obscura, que não aparece em documento nenhum, que eu saiba. O que sobretudo indicia justamente que terá falecido novo. Obscuridade esta que, por outro lado, vem exigir que seja de uma das principais famílias do reino, uma vez que casou numa delas, aparentemente muito novo e sem “currículo”. Fica ainda em aberto a possibilidade de aparecer algum documento dos séculos XI ou XII sobre a honra de Soveral, uma vez que resta a dúvida sobre se ela vem por este D. Diogo Mendes ou por sua mulher D. Elvira Dias de Urrô que, apesar de ser de uma família cujos bens conhecidos se situam exclusivamente no Entre-Douro-e-Minho, era neta de um governador de Lafões, justamente onde se situa a honra de Soveral. Julgo, contudo, que esta honra, tal como a da Lapa, também veio pelos Ribadouro, que ali eram os principais proprietários, possuindo nomeadamente a honra de Pinho, limítrofe da honra de Soveral. Muito errada, também, tem andado a origem dos Pacheco nas genealogias, a começar no conde D. Pedro. Na verdade é toda outra, e bem mais complicada, a origem dos Pacheco, conforme refiro no esquema adiante, resultado da documentação que até agora consegui obter. Na verdade, a varonia dos Pacheco, comum aos Alvellos, só tardiamente se une aos Pacheco (de origem Cambra), adoptando a descendência, a partir daí, este nome. Curioso, ainda, é que destes Pacheco descendem também uns Soveral, que logo se extinguiram, distintos dos Soveral conhecidos (vide Origem dos Avellar e dos Soveral e Os Ribadouro - proposta de reconstituição genealógica). 2003 |
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Jeremias ca 935- & Eilo |
Gutierre Mendes, conde na Galiza, -933 (irmão do conde de Coimbra Árias Mendes e da rainha Elvira Mendes, mãe de Ramiro II). & Ilduara Eriz |
Garcia Ramires & Leodegunda Cides Como as armas dos senhores de Alvellos, depois ditas dos Pacheco, são uma variante das armas dos Lara, que as passaram aos Guzmán, com diferença, talvez, como hipótese, este Garcia Ramirez, que terá nascido cerca do ano 1000, fosse sobrinho paterno de Gonzalo Garcia (avô paterno do conde Gonzalo Nuñez, governador de Lara, falecido em 1103), portanto filho de um Ramiro Garcia. |
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Gondesendo Soares |
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Raupario Jeremias ca 965-1041/ sr. de muitos bens em Riba de Ave. Era irmão de Gomes Jeremias, abade e sr. dos mosteiros de Rio Tinto (Porto) e de Refojos de Riba de Ave, e de Dona Ceti, que fundou o mosteiro de Cete. & Clementina |
Munio Gutierrez, governador de Ambas Maias (irmão de S. Rosendo, do conde de Coimbra Gonçalo Moniz, e da rainha Gotona Moniz mulher do rei Dom Sancho)
& Elvira Arias |
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Arualdo Gondesendes de Baião & Eilo |
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Gonçalo Raupariz maiorino de Dom Fernando Magno (1047), sr. de Mouriz e dos mosteiros de Cete, Rio Tinto e Refojos, ca 990-1052/ & Monia Soares (vide Ribadouro) |
Egas Moniz, senhor de Ribadouro. Devia ser conde dos Vascos (ou Gascos) da Galiza (que se estendia até ao Douro), pois sabe-se que estes então tinham conde e foro próprio. E daí o cognome que teve esta linhagem. & Doroteia (Dórdia) |
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Gondesendo Arualdes de Baião |
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Garcia Gonçalves sr. de Mouriz e dos mosteiros de Cete e Rio Tinto, ca 1015- 1091/ & Toda Gonçalves, sua sobrinha |
Munio Viegas de Ribadouro, o «Gasco», ca 950-1022, que também devia ser conde dos Gascos. Venceu Almodafer (filho de Almansor) em 1008 e reconquistou o Porto. Foi sepultado em Vila Boa do Bispo. Era irmão de D. Sisnando, bispo de Portucale -1025, e de D. Onego, bispo, -1025/ |
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Egas Gondesendes de Baião
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Oveco Garcia sr. de Mouriz, ca 1040- 1103/ & Cete Gomes, sua prima |
Egas Moniz de Ribadouro, o «Gasco» ca 980-1022, sr. de muitos bens, entre eles a honra de Quintela da Lapa (Sernancelhe) & Toda Ermiges, ca 998-1071/ |
? Jeremias Mendes |
? Ermigio Viegas de Ribadouro, & Unisco Paes (referidos à esquerda) |
Gonçalo Viegas de Baião & Maria Soares da Várzea |
Uzberto, Sr. de Tábua e Figueira em 1128 e Lousã em 1135 |
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Gonçalo Oveques sr. de Mouriz, etc., e do mosteiro de Cete (Mouriz), que refundou e onde jaz, ca 1067- 1113/ |
Ermigio Viegas de Ribadouro, o «Gasco» ca 1017- ca 1070, doc. 1043 e 47, governador de Lamego e Arouca, sr. de muitos bens, entre eles a honra de Quintela da Lapa & Unisco Paes |
Soeiro Viegas de Ribadouro -/1048 sr. de pelo menos dois casais em Quintela da Lapa, que passam para sua mulher. Por uma doação a Alpendorada de 10.10.1102, sabe-se que Ermesinda (à direita) tinha sido & Soeiro Veegas, com quem comprou a vila e igreja de Santa Maria de Alvellos (Lamego) O casal tinham ainda bens em Sinfães, Macieira, Cortegaça, Lamego, Abrunhais, Sande e Cambres, S.g. |
Ermesinda Garcia ca 1050- 1102/, srª de Alvellos e dois casais em Quintela da Lapa, que eram do 1º marido. Srª de bens na Várzea |
Fernão Jeremias ca 1020 -1101/ & ca 1049 (já viúvo de Vivilde Viegas de Ribadouro, c.g. nos Ortigosa) |
? Egas Ermiges governador de Anegia (1079-1087) e Lamego, patrono de Stº Tirso e Cedofeita. (filho de Ermigio Viegas e Unisco Paes, referidos à esquerda). & D. Gontinha Eriz |
Paio Godins de Azevedo & Gontinha Nunes Velho
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Maior Uzbertis Srª de Tábua & Fernão Paes da Cunha |
Fromarigo Guterres |
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Diogo Gonçalves de Urrô, sr. de Urrô e Mouriz e do mosteiro de Cete, governador de Lafões (1128), ca 1095- 1139/ & Urraca Mendes de Bragança (2º &) |
Munio Ermiges de Ribadouro, o «Gasco» ca 1040-1107/, maiorino do conde Dom Henrique em 1105 & Ouroana Nunes
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Fernão Fernandes, ca 1082-, governador de Lamego em 1111, sr. de Alvellos e sr. de dois casais em Quintela da Lapa Meio-irmão de Múnio Fernandes (pai de Egas Moniz de Ortigosa), filho do 1º casamento do pai |
Soeiro Venegas -/1145, confirma foral de Ferreira de Aves 1112-28, fundador do mosteiro de Stª Eufémia & Dordia Odores, que em 1145 fundou o mosteiro de Recião |
Nuno Paes de Azevedo o «Vida», alferes-mor do conde D.Henrique
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Lourenço Fernandes da Cunha & Sancha Lourenço de Macieira |
Pedro Fromarigues de Guimarães |
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Exâmea Dias de Urrô srª de Mouriz, ca 1125-
& Fernão Gonçalves de Souza, cavaleiro, ca 1118- ca 1175/, que devia ser primo-direito de Gonçalo Mendes de Souza, filho de um virtual Gonçalo Viegas e neto de Egas Gomes de Souza. |
Mem Moniz ca 1075-1154, mordomo-mor em 1133, governador de Penafiel em 1111, sr. de muitos bens, entre eles a honra de Quintela da Lapa. c & ca 1131 Cristina Gonçalves (2º &) |
Egas Moniz o Aio ca 1073-1146/ & ca 1090 Teresa Afonso
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Paio Fernandes ca 1105-1156/ Confirma foral de Ferreira em 1156, sr. de Alvellos e sr. de dois casais em Quintela da Lapa |
Maior Soares ca 1110-1180/, que em 1156 concede com o marido o foral senhorial de Ferreira de Aves. Passou o mosteiro para freiras e lá se recolheu com três filhas em 1180 |
Ouroana Nunes de Azevedo & Ramiro Gonçalves Carpinteiro
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Maria Lourenço da Cunha & Ourigo Ourigues da Nóbrega, -1205/ |
Fernão Peres de Guimarães -1178/ & Unisco Godins de Lanhoso |
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Elvira Dias de Urrô srª de Mouriz, ca 1143- |
Diogo Mendes ca 1133- ca 1163, sr. das honras de Quintela da Lapa e de Soveral (Lafões)
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Mem Viegas ca 1100-1137, sepultado pelo pai em Paço de Souza.
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1) Pedro Paes, ca 1127-1180/, sr. de Ferreira. Doa a sua mãe os dois casais de Quintela da Lapa em 1180. & Tereza Ramires Carpinteiro (à direita), c.g. que segue abaixo. 2) Dordia, freira 3) Tereza, freira; 4) Egas 5) Maria Soares, -1228/ abadessa em 1170. 6) Fernão Paes, sr. de Alvellos (pai de João Fernandes de Alvellos, 1º do nome) 7) Marina, Mendo Afonso e Soeiro 11) Garcia Paes, com bens na Várzea 12) D. Martinho Paes, bispo da Guarda (1203); 13) D. João Paes, deão da Guarda. |
Tereza Ramires Carpinteiro |
Maria Ourigues da Nóbrega (& 2ª vez com Raimundo Veegas de Portocarreiro) |
Pedro Fernandes de Cambra |
João Fernandes de Riba Vizela, -/1208, teve de Mª Bermudes Varela |
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Estêvão Dias ca 1162-1241, sr. de Mouriz, sr. das honras de Quintela da Lapa e de Soveral (Lafões)
srª de Avelar |
Egas Mendes /1137-1159/, que confirma com sua família uma doação a Salzedas em 1159 & Ousenda Garcia |
Rui Peres de Ferreira, ca 1160-, sr. de Ferreira de Aves (Sátão), com seu solar na quintã e torre do paço de Lamas, ib. Diz-se que este ordenou as armas dos Ferreira. Embora os seus sucessores apareçam com as armas dos Pacheco. No paço de Lamas não há pedra de armas. É evidente, porém que as armas ditas dos Pacheco vinham pelo menos do avô paterno deste Rui, uma vez que um descendente de seu tio paterno Fernão Paes, chamado Gil Martins de Alvellos (finais do séc. XIV), está sepultado em Balsemão com armas de Pacheco em pleno. & Teresa Peres de Cambra (à direita) |
1) Soeiro Peres Pacheco, 1º do nome, sr. de Pacheco e Soveral (Fornos), etc. s.g. 2) Pedro 3) Nuno 4) Goina Peres de Cambra, todos doc. em 1193 5) Teresa Peres de Cambra, ca 1178- |
Afonso Anes de Cambra, governador de Lafões em 1242. & Urraca Peres Ribeiro |
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Martim Esteves, ca 1204-1268,
(irmão de Estêvão Dias, & Sancha Gonçalves de Milheirós, avós D. Martim de Avellar, mestre da Ordem de Avis (1357-64) Martim Esteves & Estevaínha Anes de Macieira |
Gonçalo Viegas ca 1159- 1236/, sr. da honra de Fonseca & Tereza, -/1236 |
1) Fernão Rodrigues Pacheco, ca 1189-1258/, alcaide-mor de Celorico (Sancho II), conselheiro de Afonso III em 1251, & sua prima Constança Anes de Cambra (à direita), c.g. conhecida nos Pacheco. Soveral (Fornos) ficou para seu irmão Soeiro, mas, com a extinção da descendência deste Soeiro, voltou à descendência de Fernão Rodrigues, sendo um dos senhorios confirmados a 25.4.1385 a seu bisneto Diogo Lopes Pacheco. 2) Soeiro Peres Pacheco, ca 1191-, sr. de Pacheco e Soveral (Fornos), etc., & Maria Soares da Maia (filha B de Soeiro Peres da Maia), c.g. que segue abaixo 3) Maria Rodrigues (de Ferreira), ca 1195-/10.1270 , & Martim Vasques Barba, c.g. nos Botelho. |
Constança Afonso de Cambra |
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Pedro Martins de Soveral, ca 1240-1322., sr. das honras de Quintela da Lapa e de Soveral (irmão de Martim Martins de Avellar, sr. de Avelar) Pedro Martins de Soveral & ca 1274 Maria Lourenço de Portocarreiro, ca 1252-, senhora da quintã de Goim (Lousada), irmã de Rui Lourenço de Portocarreiro, trisavô paterno da 1ª condessa de Viana |
Mem Gonçalves da Fonseca ca 1189- 1230/, o 1º do nome, sr. da honra de Fonseca (S. Martinho de Mouros), cavaleiro & sua prima Maria Pires de Tavares, -1229/ & 1229/ Maria Pires de Cambra. |
1) Martim Soares dito «Soveral», ca 1215-/1279, sr. de Soveral (Fornos), de Moreira de Rei, Vila Cortez, Minhocal, Póvoa de Martim Soares (sua fundação), Arconces, etc, tudo no termo de Celorico da Beira. & ca 1240 Maior Gil (de Soverosa), c.g. abaixo 2) Pedro Soares dito «Soveral», -1288/, 3) Maria Soares Pacheco, faz doações a Salzedas entre 1231 a 1276 4) Gontinha Soares, ib 5) Estêvão Soares Soveral, que fal. na lide de Gouveia (1277), sendo da parte de Pedro Esteves de Tavares. 6) Fernão Soares, -1279/ 7) Constança Soares, -1307/ & João Mendes Pichel, -1307/ |
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Martim Peres de Soveral, suc., ca 1276-1343, jaz em Grijó
(irmão de Estêvão Peres de Avellar,
co-senhor da honra e quintã de Macieira) |
1) Fernão Soares Soveral, ca 1241- 1309, s.g. A 25.9.1309 seu irmão Pedro doou 3 casais, metade de uma vinha, metade de um lagar e uma herdade ao mosteiro de Stª Eufémia de Ferreira de Aves para se cumprir o testamento de seu irmão Fernão Soveral, com a condição que sobre este façam «hum boom moymento alçado» e três aniversários cada ano, um pelo Natal, um pela Páscoa e outro pelo S. João. & Maior Soares, filha de Soeiro Gonçalves de Alfanje. A 15.1.1269, com sua mulher, em Celorico da Beira, vendeu a D. Afonso III bens que tinham em Santarém. É o seguinte o teor da carta: «Noverint universi quod ego Fernandus Soveral et uxor meã Maior Suerii facimus cartam venditionis et firmitudinis vobis donno Alfonso dei gratia Regi Portugalie et Algarbii de nostris quinionibus de casis quos habemus in villa de Santarena ubi vocatur Seserigo anta sanctam Eream parvam, et ipse case fuerunt de Suerio Gundisalvi de Alfanxi patre mei Maioris Suerii. Vendimus vobis domine nostros quiniones de ipsis nostris casis pró precio quod de vobis accepimus, scilicet centum et quinquaginta marabitinos de XV solidis pro marabitino, quia tantum nobis et vobis placuit et de precio nichil remansit in debito pro dare. In cujus rei testimonium mandavimus inde vobis fieri hanc cartam per Didacum Dominici nostrum tabellionem in Celorico. Et rogavimus júdice et concilium ipsius loci quod presentem cartam sigillo concilii Celorici facerent sigillari. Facta carta XVº die mensis Jenuarri, Era Mª CCCª VIIª. Testes: Menendus Gomeci et Johannes Martini judices Celorici, Dominicus Guedaz, Stephanus Gunsalvi, Dominicus Roderici, Martinus Johannis scutifer. Et ego Didacus Dominici vester publicus tabellio in Celorico, hiis omnibus interfui hanc cartam manu propria scripsi t honc signum meum ibi feci in testimonium. Et nos judices de Celorico rogati Fernando Soveral et uxore sua Maiore Suerii hanc presentem cartam sigilli nostri munimine facimus communiri.» 2) Pedro Soares Soveral, ca 1242-1309/, sr. de Soveral (Fornos), de Vila Cortez (1290), Minhocal, Moreira de Rei, Póvoa de Martim Soares, etc. Em 1279, com seu irmão Fernão, doou a Salzedas todos os bens de Minhocal e Póvoa de Martim Soares. Nas inquirições de 1290 consta como senhor de Vila Cortês e outras aldeias. S.g. 3) Martim Soares, -1300/. S.g. Os Soveral de Fornos vão para lá no séc. XVI e são Avelar/Soveral, cujas armas usam. Outro ramo, também Avelar/Soveral, foi de Viseu para Fornos com Álvaro de Soveral & ca 1434 Tereza Manoel, irmã suc. de Álvaro Mendes de Cáceres, 3º sr. de juro e herdade de Fornos e Algodres (9.8.1444) e de Pena Verde e Póvoa-e-Medas (11.9.1449), c.g. nos Cáceres. |
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Fernão Peres de Soveral, suc., ca 1310-1369/, alcaide-mor de Celorico da Beira (1359), 1º morgado de Sernancelhe (1369, com pedra de armas Soveral de 1550/60) - VER O conde D. Pedro apenas refere de Martim Peres de Soveral e sua mulher tiveram um filho, que não nomeia. As genealogias posteriores dizem que casou com D.Maior Soares, confundindo-o com o Fernão Soares Soveral referido à direita. Como alcaide-mor de Celorico da Beira prestou homenagem a D. Pedro I a 5.3.1359 (sendo aqui referido como Fernão do Soveral, vassalo d’el rei), repetindo-a depois a D. Fernando (sendo aqui referido como Fernando do Soveral, cavaleiro fidalgo da sua Casa). Na instituição da capela da Lapa por seu descendente vem referido como Fernão Pires de Soveral. |
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