| |
||||||
|
|
Pinto, Moura Coutinho e Carvalho de Santa Marinha de Zêzere (Baião) Subsídios para a sua Genealogia
1. Pedro Aires Pinto, fidalgo, n. cerca de 1441, filho Aires Pinto, senhor da quintã da Torre da Lagariça, então na Terra de Aregos, hoje na freguesia de S. Cipriano, Resende, e de muitos bens na região de Riba de Bestança, que lhe vinham dos Fonseca), e de sua mulher Cecília de Faria, filha de Frei Sebastião de Faria, cavaleiro da Ordem de S. João (Malta). Aparecem documentados nesta época pelo menos três indivíduos chamados Aires Pinto, pelo que é difícil saber quem é quem. Este Aires Pinto, nascido cerca de 1410, parece ser o que a 15.8.1454 teve carta de privilégio de fidalgo para o Entre-Douro-e-Minho e para a Beira, sendo então dito morador na cidade do Porto. E o que, com Gomes Pinto, provavelmente seu irmão ou primo, teve forte querela com terceiros, de que resultaram três cartas de perdão para três indivíduos moradores no termo de Felgueiras entre 1441 e 1451. E ainda o Aires Pinto que foi implicado na
conspiração contra D. João II, do que teve sentença a 30.8.1485 (G. II, 2, 32). O Aires Pinto pai de Pedro Aires era filho de Gonçalo Vaz Pinto, nascido cerca de 1375 e falecido antes de 9.7.1438, senhor das torres da Lagariça e de Angra, ambas na Terra de Aregos, e da honra de Loivos da Ribeira, em Baião (não é, portanto, o Gonçalo Pinto, «homem fidalgo», escudeiro e vassalo d'el rei, que a 2.1.1443 teve de D.Afonso V carta de seu apaniguado e a 24.6.1443 numa tença anual de 4.286 reais) e de sua mulher e prima Briolanja Pinto, senhora da quintã de Texugueira, em S. Cipriano, filha de João Aires, senhor da quintã e honra de Tabuado, que era vassalo de D. João I e morador em Armamar quando sua mulher foi legitimada, e de sua mulher Aldonça Rodrigues de Galafura, legitimada por carta real de 29.5.1415 (CJI, 3, 152v), como filha de Gonçalo Rodrigues de Galafura, abade de S. Martinho de Valdigem, e de Estevaínha Martins, mulher solteira. Esta Aldonça pôde assim herdar a honra de S. Cipriano e a quinta de Texugueira (apesar de ter um meio-irmão de pai, que não terá tido geração, chamado Gonçalo Rodrigues, legitimado por carta real de 15.6.1413, havido em Leonor Vasques), que nas inquirições de 1290 se documenta que eram do cavaleiro Rui Martins de Galafura, aparentemente seu avô, apesar da dilatada cronologia. O antedito João Aires seria filho de Aires Pires e sua mulher Guiomar Pinto, provável filha do Vasco (Martins) Pinto referido adiante. Voltando ao Gonçalo Vaz Pinto marido de sua prima Briolanja Pinto, é o que terá tido, segundo as genealogias tardias, a alcunha de Solardo ou Salordo, e não seu pai, que também aparece documentado como Gonçalo Vaz Calado, que seria a sua alcunha. Com efeito, o Gonçalo Vaz Pinto nascido cerca de 1380/5 era filho de outro Gonçalo Vaz Pinto «Calado», nascido cerca de 1339 e falecido depois de 1393, senhor do lugar de Mesão Frio (Inquirições de D. Afonso IV), da honra e quintã de Loivos, em Stª Maria Madalena (Baião), co-herdeiro da torre da Chã (prazo que estes Pinto tinham em Ferreiros de Tendais), que foi alcaide-mor de Lamego em sucessão de seu sogro, etc., e de sua mulher Leonor Afonso da Fonseca, herdeira das ditas torres da Lagariça e de Angra e de muitos bens nesta região, onde a sua família era dominante. Esta Leonor Afonso, nascida cerca de 1360, era filha de Afonso Mendes da Fonseca, alcaide-mor de Lamego, nascido cerca de 1336, sendo este, ao que tudo indica, filho de Mem Rodrigues da Fonseca, «miles» (cavaleiro e fidalgo), que em 1342 era co-senhor da honra e paço de Fonseca, em S. Martinho de Mouros, em 1355 consta do testamento de seu pai e em 1357 já estava casado com Constança Gil Peixoto, certamente sua 2ª mulher. A 4.3.1364 D. Pedro I julgou uma questão, segunda a qual as inquirições tinham apurado que «no senhorio e honrra e tomadia de quintaãs dos loyuos que estam no concelho de boyam, freguesia de sancta maria madanella que som de gonçallo uasquez pinto scudeyros de linhagem», o dom abade de Serzeda e os moradores diziam que o dito Gonçalo Vaz Pinto não devia ter a dita honra nem senhorio e tomadia, dizendo este que sempre seus antecessores «padre e auoos e bisauoos ouuerom o senhorio e honrra e tomadia de Roupa e palhas e galinhas e heruas e carnes», o que o inquiridores apuraram ser verdade, determinando o rei que «o dicto senhorio e honrra e tomadia das dictas qujntaãs e freguesia de sancta Maria madanella perteencem aas dictas qujntaãs e ao dicto gonçallo Vasquez». E a 20.1.1393 D. João I privilegiou «gonçallo uaasquez calado caualeyro nosso uassalo» para que na «sua honrra dos loyuoos que he no Julgado de bayom freguesia de sancta Maria madanella» os homens daí sejam escusados de serem mobilizados para a guerra ou outros serviços. Este último Gonçalo Vaz Pinto era filho de Aires Vaz Pinto, nascido cerca 1302, senhor da honra e quintã de Loivos (hoje Loivos da Ribeira, em Baião), e parece que também senhor da quintã e honra de Tabuado, que se documenta na posse da filha e que já terá herdado do pai, uma vez que Tabuado, no Marco, pertencia aos Gundar. Dizem as genealogias que casou com Constança Rodrigues Pereira, senhora da quintã de Vila Marim (Mesão Frio) e padroeira do mosteiro de S. Nicolau de Mesão Frio, filha de Rui Gonçalves Pereira e sua mulher Beringeira Nunes Barreto. Mas esta é a Constança Rodrigues Pereira que com seus irmãos é referida em 1365 como natural do mosteiro de Grijó, portanto ainda solteira. E seu pai Rui Gonçalves Pereira foi legitimado por carta real de 8.8.1312. Este casamento não é, portanto, cronologicamente possível. Mas, como seu filho aparece como senhor do lugar de Mesão Frio, deve de facto ter casado com uma Constança Rodrigues (não a Pereira), senhora da quintã de Vila Marim (Mesão Frio) e padroeira do mosteiro de S. Nicolau de Mesão Frio e provavelmente ainda senhora da quintã e honra de Loivos, em Baião, que seu filho Gonçalo diz ter sido de seus antecessores «padre e auoos e bisauoos», avós e bisavós estes que bem podiam ser maternos, o que futuras investigações dirão, ajudando porventura a identificar esta alegada Constança Rodrigues. Finalmente, este Aires Vaz Pinto era um dos filhos de Vasco (Martins) Pinto, nascido cerca de 1270, que o conde D. Pedro, referindo-se a Egas Mendes de Gundar, diz que dele descendem, além dos Rego e os Picanço, «Vaasco Pimto de rriba de Bestamça e seus irmãaos». É certamente o que se documenta a 26.7.1307 como «Vasco Martins Pinto cavaleiro» quando testemunha no mosteiro de Tarouquela. Teve aforada ao rei a quintã da torre da Chã, como garantem todas as genealogias, sendo pelo menos certo que seu filho (ou neto) Rui Vaz Pinto a possuía, uma vez que o filho deste, Vasco Rodrigues Pinto, chamado o de Ceuta por se achar na tomada daquela praça em 1415, vassalo de D. João I, pelos serviços que em Ceuta prestou e pelos que seu pai já tinha prestado, teve deste rei mercê a 13.3.1423 de haver por livre a quintã da torre da Chã, da qual até então pagavam foro à coroa. Vasco (Martins) Pinto em 1300 aforou a quintã do Crasto, em Cinfães, ao mosteiro de Tarouquela, como se diz na confirmação que a abadessa D. Aldonça Martins de Resende faz a seu filho Estêvão Vaz Pinto. Também em 1300 tinha aforada ao rei a quintã de Covelas, em Ferreiros de Tendais, quintã que a 8.1.1385 D. João I torna livre a seu neto Gonçalo Esteves Pinto, escudeiro, que então tinha o dito prazo. Teve também o padroado da igreja de Stº Estêvão de Regadas, na freguesia de Celorico de Basto (hoje no concelho de Fafe), como se documenta da doação de sua filha Inez Vaz. Muito provavelmente teve a honra e quintã de Tabuado, que se documente na posse de uma neta. Tanto mais que Tabuado, no Marco, pertencia aos Gundar. É ainda o Vasco Martins, dito Pinto, que em 1285 (teria 15 anos) fez uma composição com sua tia Tereza Martins de partilhas de Lagoa da herança de Martins Gonçalves e sua mulher D. Maria (cópia do Cartório da Casa de Balsemão), e o que, com sua mulher Guiomar Afonso, em 1292 outorgou um contracto de composição com Aires Pires e sua mulher D. Guiomar, e com Lourenço Esteves e sua mulher Constança Lourenço (ib). Aquele Martim Gonçalves e sua mulher D. Maria são certamente os seus avós, portanto pais de sua tia Tereza Martins e de seu pai, um virtual Martim Martins. Aquela D. Guiomar (casada com Aires Pires) e aquele Lourenço Esteves (casado com Constança Lourenço) devem ser irmãos, filhos de Estêvão Gonçalves (Pinto ou de Gundar), irmão do antedito Martim Gonçalves. Estes Estêvão e Martim Gonçalves seriam ainda irmão de Soeiro Gonçalves, todos filhos de Gonçalo Rodrigues, netos de Rui Viegas e bisnetos de Egas Mendes de Gundar. Mas não se pode confundir, o que além do mais seria anacrónico, Vasco Martins Pinto com Vasco Martins Leitão, que refiro no meu estudo Leitão. Linha ascendente dos senhores do paço da Torre de Figueiredo das Donas, filho legitimado (carta real de 6.6.1338, teria 8 anos de idade) do 3º mestre da Ordem de Cristo (1327-1335) D.Martim Gonçalves Leitão. Esta confusão pode resultar do facto de Gonçalo Lourenço (de Gomide), 1º senhor de Vila Verde dos Francos (24.4.1396), fidalgo do Conselho e escrivão da puridade de D. João I (antes de 1390), etc., que a 17.12.1390 teve deste rei confirmação da coutada da sua quintã de Pero Vermoiz e do montado de Val de Francas, que lhe pertencia, tudo no termo de Cadaval, que «forom sempre coutados onrrados em tempo de vaasco mjz pinto caualeyro». Ora, Gonçalo Lourenço (de Gomide) casou antes de 22.1.1387 com Inez Leitão, que as genealogias dizem filha do antedito Vasco Martins Leitão, mas que se documenta filha de Estêvão Leitão, certamente irmão (não legitimado) deste Vasco Martins Leitão. O texto da confirmação de D. João I não aponta para que o cavaleiro Vasco Martins Pinto que tinha a quinta no termo de Cadaval fosse o Vasco Martins Pinto que viveu na longínqua Riba de Bestança um século antes, mas sim para um indivíduo bem mais próximo no tempo e no espaço, anterior proprietário da quintã. Mas este pode bem ser um neto do Vasco Martins Pinto original, e ser avô materno de Inez Leitão, tanto mais que não se sabe com quem casou seu pai Estêvão Leitão. Esta hipótese, de resto, pode encontrar algum fundamento no facto de Gonçalo Lourenço (de Gomide) e sua mulher Inez Leitão trocarem a 11.4.1396 esta quintã do termo do Cadaval pelo senhorio de Vila Verde dos Francos com Violante Vasques (casada com Afonso Rodrigues Alardo), que aí se diz prima co-irmã de Estêvão Leitão, pai dela, Inez Leitão. Voltando ao original Vasco Martins Pinto, como se viu casou, cerca de 1292, com uma Guiomar Afonso, e não com Urraca Rodrigues de Souza, como dizem as genealogias tardias, o que já era muito de duvidar, pois esta Urraca Rodrigues de Souza era dita filha de Rui Vaz de Souza, senhor de Panoias. Ora, Rui Vaz nasceu o mais tardar em 1200, e provavelmente nasceu antes, e apenas se lhe conhece uma filha, Tereza Rodrigues de Souza, casada com Estêvão Rodrigues da Fonseca. Este Estêvão Rodrigues era filho (2º, ao que parece) de Rui Mendes da Fonseca, que ainda vivia em 1289, e neto paterno de Mem Gonçalves da Fonseca, já referido acima, que vivia casado com sua 1ª mulher em 1229 e depois disso ainda casou uma 2ª vez. Tudo considerado, Rui Mendes deve ter nascido cerca de 1210/20 e seu filho Estêvão Rodrigues cerca de 1235/45. Podia portanto, perfeitamente, ter casado com uma filha de Rui Vaz de Souza. Já Vasco Pinto, nascido cerca de 1270, não era crível que fosse cunhado de Estêvão Rodrigues. Voltando ao Pedro Aires Pinto em epígrafe, casou cerca de 1462 com sua parente Clara da Fonseca Coutinho, que era tia de D. Jorge Osório, o célebre humanista e teólogo que foi bispo do Algarve (1564-80), filho de seu irmão João Osório da Fonseca, ouvidor-geral da Índia, bem assim como irmã de D. Osório da Fonseca, prior do mosteiro de Folques (Arganil), cargo que já exercia quando tirou ordens de subdiácono em 1482; de Joana da Fonseca Osório, casada com Luiz de Carvalho, morgado de Cepões (Lamego); e de Diogo Osório da Fonseca, almoxarife da Guarda, que a 16.1.1529 tirou carta de armas para Fonseca, com uma merleta vermelha por diferença. Este Diogo aparece nesta carta de armas como Diogo dosouro da Fonseca e na documentação da chancelaria apenas como diogo dosouro ou dosoiro. A 11.7.1497 Diogo dosouro, cavaleiro da Casa Real, foi nomeado juiz dos órfãos da Guarda, cargo que fora dado a Fernão de Pina, que o trespassou na irmã para ser servido pelo cunhado, transacção feita com o consentimento dos oficiais do concelho (CMI, 30, 44v). A 24.11.1500 Diogo dosoiro, cavaleiro da Casa Real, teve mercê do oficio de almoxarife do almoxarifado da Guarda (ib, 12, 57), documentando-se neste cargo até pelo menos 1521. Na carta de armas não é referida a sua ascendência, nem sequer a sua filiação, dando-se a entender que descendia por varonia da linhagem dos Fonseca («prova dessender por linha direita dos da fonsequa») e recebendo consequentemente apenas uma diferença e não uma brica, como teria se as armas lhe viessem por via feminina. Contudo, como veremos adiante, Diogo Osório era Fonseca pela avó paterna. Restando saber se o uso de dosouro era o patronímico correcto ou já uma apropriação do nome usado então em Portugal por uma outra família, com origens distintas, que assinava justamente de Osouro (ou de Osoiro), na qual pontificava então D. João Lopes de Osouro (geralmente dito de Ozorio), comendatário de Paço de Sousa (5.11.1484). A dúvida é pertinente, porque o pai de Diogo Osório documenta-se coevamente como Alvaro Osoriz. Mas o avô documenta-se, também coevamente, como Dosoiro Diaz. Assim sendo, o patronímico seria Dosoiro ou Dosouro, em rigor Dosoiriz ou Dosouriz. Ao contrário do que efabularam as genealogias tardias (e ao contrário do que provavelmente acontece com os do antedito D. João Lopes de Ozorio), estes Osório não têm a origem ilustre que lhe atribuem. O nome começa justamente com o patronímico daquele Dosoiro Diaz, considerado pelas genealogias como senhor de Figueiró da Granja (Algôdres) e de Stª Eufémia da Matança e Vieiro (Pinhel), as quais acrescentam que foi alcaide-mor de Trancoso, cargo que na verdade pertenceu a Gonçalo Vasques Coutinho e depois a seu filho o 1º conde de Marialva. O certo é que Dosoiro Diaz viveu em Trancoso e foi coudel de Figueiró da Granja. Com efeito, a 7.10.1455 D. Afonso V nomeou por 5 anos Dosoiro Diaz, morador em Trancoso, para o cargo de coudel de Figueiró da Granja, por o cargo se encontrar vago (CAV, 15, 130v). Esta nomeação, teria ele já quase 60 anos, impede que tivesse aqueles senhorios. Embora pudesse ter sido alcaide por delegação de Gonçalo Vasques Coutinho, tio de sua mulher, Beatriz da Fonseca, com quem casou cerca de 1429, ou já por seu filho o 1º conde de Marialva. De resto, naquela nomeação Dosoiro Diaz não é referido sequer como escudeiro e não poderia ser pessoa de estatuto elevado, pois de outra forma, em princípio, não teria sido nomeado coudel. Com efeito, nas Cortes de Santarém de 1451 ficou determinado que cavaleiros e «pessoas poderosas» não pudessem ser coudel, cargo que passou a ficar oficialmente reservado a cidadãos e escudeiros das cidades, vilas e lugares em que eram nomeados, tendo-se então assistido à substituição de muitos coudeis por essa mesma razão. Isto, embora esta determinação ou não foi cumprida com rigor ou levou muito tempo a implementar, pois mais de 20 anos depois documentam-se nomeações para coudel de indivíduos que na própria nomeação são ditos cavaleiros e até alcaides (mas das sacas). O certo é que o estatuto de Osório Dias não passava de um escudeiro local, podendo ter as quintãs de Figueiró da Granja de Stª Eufémia de Matança, mas não o senhorio destas terras. O estatuto da sua descendência deve-se sobretudo à mulher, Beatriz da Fonseca. Descendência essa que, aliás, usou o nome Fonseca/Coutinho e respectivas armas, não tendo Dosoiro Diaz nenhuma heráldica, a avaliar pelas cartas de armas dos descendentes. Clara da Fonseca Coutinho e seus anteditos irmãos eram filhos do já referido Álvaro Osório (da Fonseca), escudeiro da Casa de D. Afonso V, que terá sucedido a seu pai nas quintãs de Figueiró da Granja e Stª Eufémia da Matança, e de sua mulher Beatriz Monteiro. A 10.2.1460 D. Afonso V privilegiou Álvaro Osoriz, escudeiro da sua Casa, morador em Coja, e sua sogra, isentando-os do direito de pousada nas suas casas de Arganil, sob pena do pagamento de 6.000 soldos de encoutos. E a 10.5.1497 o arcebispo D. Jorge da Costa fez a Álvaro Osoriz o prazo de três vidas de metade do casal da quinta que trazia João Gonçalves. Aquela Beatriz Monteiro era sobrinha de D. João Monteiro, pior do mosteiro de Folques, a quem sucedeu o já referido sobrinho-neto D. Osório da Fonseca. Álvaro Osório (da Fonseca) era filho do antedito Dosoiro Diaz e de sua mulher Beatriz da Fonseca, nascida cerca de 1412, filha de Afonso Vaz da Fonseca e sua mulher Maria Lopes (Pacheco). Este Afonso Vaz da Fonseca, que algumas genealogias teimam em considerar legítimo, era um filho bastardo de Vasco Fernandes Coutinho, 1º senhor de Marialva, senhor do couto de Leomil (13.3.1372), senhor de juro e herdade de Penela (6.3.1372), rico-homem, marechal-mor e meirinho-mor do reino (25.9.1362) e da Beira (30.6.1377), alcaide-mor de Évora (28.2.1367), Caria, Nomães, Penedono, Ferreiros de Tendais e Foz Côa (13.4.1373), etc. Em 1378 Vasco Fernandes Coutinho deixou este seu filho Afonso Vaz ou Vasques, teria ele 2 ou 3 anos de idade, a criar com seu filho mais velho Gonçalo Vasques Coutinho, então já com cerca de 21 anos. Este simples facto demonstra que Afonso Vaz da Fonseca era bastardo, pois de outra forma teria ficado com a mãe, D. Beatriz Gonçalves de Moura, uma mulher de armas que sobreviveu muitos anos ao marido. Diz a carta de arma de um seu bisneto que este Afonso Vaz da Fonseca foi alcaide-mor de Marialva, Moreira e Sabugal. Mais uma vez, terá é tido estes castelos por delegação de seu meio-irmão o antedito Gonçalo Vasques Coutinho, sendo certo que Gonçalo da Fonseca, seu filho, se documenta como escudeiro do conde de Marialva e por ele alcaide de Marialva, bem assim como coudel de Longroiva, Muxagata, Vila Nova de Foz Côa e Meda (22.5.1459). E outro seu filho, Diogo da Fonseca, em 1471 pediu a D. Francisco Coutinho, 4º conde de Marialva, a alcaidaria dos castelos de Marialva e Moreira, por morte do antedito Gonçalo da Fonseca. Isto tem levado as genealogias a considerar este Diogo filho do dito Gonçalo da Fonseca. Mas a referida carta de armas (4.7.1547) de seu neto homónimo diz que aquele Diogo da Fonseca era filho de Afonso Vaz da Fonseca. Portanto, estes Gonçalo e Diogo eram irmãos. É curioso como diferem no timbre as cartas de armas dadas a estes Fonsecas/Coutinhos, quer aos descendentes de Afonso Vaz quer aos descendentes de seu meio-irmão Gonçalo da Fonseca, também filho ilegítimo, mas muito mais velho, havido antes do casamento do pai. O referido bisneto de Afonso Vaz, Diogo da Fonseca, teve em 1547 uma carta de armas para Fonseca, com uma flor de lis verde por diferença e meio touro vermelho armado de prata com urna estrela de ouro na testa como timbre. Seu primo Diogo Osório da Fonseca, também bisneto de Afonso Vaz, como ficou dito teve a 16.1.1529 uma carta de armas para Fonseca, com uma merleta vermelha por diferença, também com o mesmo timbre de meio touro vermelho armado de prata com urna estrela de ouro na testa. Já um bisneto de Gonçalo da Fonseca, como direi adiante, teve em 1514 uma carta de armas para Fonseca, plena sem diferença, e um meio corpo de homem com uma maça nas mãos, armado de branco, como timbre. Sendo de recordar que o timbre clássico dos Fonseca é um touro passante de vermelho armado de prata e carregado na espádua com uma estrela de ouro. Voltando a Dosoiro Diaz e sua mulher Beatriz da Fonseca, tiveram vários outros filhos, entre eles um Diogo Osório, que Alão diz que «foi morto à traição por um amigo fingido e que seus filhos se saíram do reino, em busca do matador», não lhe indicando mulher nem lhe nomeando os ditos filhos. Já Gaio, diz que «alguns dizem» que este Diogo Osório foi pai do antedito Diogo da Fonseca que tirou carta de armas em 1547, e que este era irmão da Aldonça Rodrigues da Fonseca casada com o morgado de Balsemão Álvaro Gonçalves Pinto, Aldonça essa que portanto também seria filha de Diogo Osório. Se Gaio tivesse visto a carta de armas, logo saberia que o Diogo da Fonseca em questão se declara aí cavaleiro fidalgo da Casa Real, morador em Alhandra, filho de Gaspar da Fonseca, neto de Diogo da Fonseca e bisneto de Afonso Vaz da Fonseca. E se pensasse um bocadinho logo suspeitaria que Diogo Osório não teria uma filha com o patronímico Rodrigues. Mas eu julgo que há aqui uma relação, de facto. Diogo Osório não foi o sogro de Álvaro Gonçalves Pinto mas sim o 1º marido de sua mãe Leonor Pinto! Com efeito, em 1514 dois netos de Leonor Pinto tiraram cartas de armas, tendo em comum a curiosidade de nenhum deles indicar o marido desta Leonor Pinto e ambos a dizerem filha de Pedro Vaz Pinto. Um destes netos é o morgado de Balsemão Luiz Pinto, que teve carta de armas para Pinto a 3.6.1514, onde se diz filho de Álvaro Gonçalves Pinto, neto de Leonor Pinto (não se indica o marido) e bisneto de Pedro Vaz Pinto. O outro neto é o já referido bisneto de Gonçalo da Fonseca, Diogo Vaz da Fonseca, que na carta de armas (11.7.1514, para Fonseca, sem diferença, com o timbre já referido) aparece apenas como Diogo Vasques, fidalgo, cavaleiro da Ordem de Santiago, onde se declara filho legítimo de Vasco da Fonseca e de Leonor Osores, que foram moradores em Pinhel, neto de Diogo da Fonseca, aio do conde D. Vasco, primeiro conde de Marialva, e de Fernão Coutinho seu irmão; bisneto de Gonçalo da Fonseca e de D. Bataça, herdeira do morgado de S. Romão e Torredães, e neto de Leonor Pinta e bisneto de Pero Vasques Pinto, todos fidalgos. Embora o texto não seja muito claro, acaba por tornar-se evidente que Leonor Pinto só pode ser mãe de Leonor Osório, pois a alternativa, que era ser mulher de Diogo da Fonseca, não só não resulta do texto como era impossível, dada a cronologia deste Diogo da Fonseca face à de Leonor Pinto. A isto acresce que a 16.12.1441 D. Afonso V nomeou, por cinco anos, Vasco da Fonseca, escudeiro de D. Fernando de Menezes, para o cargo de coudel de Aregos e seu termo, em substituição de Pedro Vasques Pinto, que morrera. O que, para quem não conhecesse a cronologia das pessoas envolvidas, faria pensar que Vasco da Fonseca sucedeu no cargo ao avô da mulher. Só que em 1441 Leonor Osório ainda não podia ter nascido! Pedro Vasques ou Vaz Pinto foi senhor da torre de Angra e da honra de Loivos, tendo nascido cerca de 1409 e falecido novo em 1440 ou 1441. Por duas cartas de 9.7.1438, D. Duarte confirmou a Pedro Vaz Pinto o seu senhorio e privilégios das suas quintãs de Loivos, em que «sucedeu per morte de seu padre gonçallo uasquez», tendo para tanto apresentado duas cartas, uma de D. João I de 20.1.1393 e outra de D. Pedro I de 4.3.1364, ambas já referidas acima. Casou com D. Milícia de Mello Soares, filha de Estêvão Soares de Mello, 5º senhor de Mello, senhor de Gouveia, Seia, Celorico da Beira, Linhares, Penedono, etc., a qual depois casou com o doutor Rui Gomes de Alvarenga, conde palatino, chanceler-mor do reino (confirmado a 10.8.1463), presidente da Casa da Suplicação (24.6.1452), fidalgo do Conselho, doutor em Leis, embaixador a Castela em 1442, etc., sendo pais, nomeadamente, do 3º governador da Índia Lopo Soares de Albergaria, que em novo se chamou Lopo Soares de Mello e nasceu cerca de 1442. Do seu casamento com D. Milícia de Mello Soares (que jaz sepultada na igreja da Graça, em Lisboa, em túmulos armoriados com seu 2º marido), Pedro Vaz Pinto teve, além de Leonor Pinto, um filho, Gonçalo Vaz Pinto, que foi o 1º senhor de juro e herdade de Ferreiros e Tendais (14.8.1484). Leonor Pinto nasceu cerca de 1432 e é certo que seu filho Álvaro Gonçalves Pinto era filho de Gonçalo Martins Cochofel, 5º morgado de Balsemão, a quem sucedeu. Mas este Álvaro Gonçalves só nasceu cerca de 1462, o que desde logo indicia que sua mãe teria tido um 1º casamento, pois ter um primogénito aos 30 anos é tardíssimo para os padrões da época. De resto, Gonçalo Martins Cochofel, que invulgarmente era da idade de Leonor Pinto e morreu com mais de 80 anos, voltou a casar 2ª vez com uma prima dela, Briolanja Pinto, senhora da torre da Lagariça, conforme ficou dito acima. Temos portanto como certo, conforme diz a carta de armas, que Leonor Pinto teve de um 1º casamento pelo menos uma filha chamada Leonor Osório. E sendo o patronímico Osório nesta época completamente incomum em Portugal, só podia ter casado, face à cronologia, com um dos filhos de Dosoiro Diaz e Beatriz da Fonseca, sendo Diogo Osório o único possível. Este casamento ter-se-á realizado cerca de 1445, teria Leonor Pinto 13 anos, a idade habitual na época, sendo já órfã de pai. Como vimos, em 1445 era coudel de Aregos Vasco da Fonseca, primo (no 3º grau) de Diogo Osório. E Aregos era provavelmente onde tinha vivido Pedro Vaz Pinto e então vivia Leonor Pinto. A filha, Leonor Osório, terá nascido em 1446 e, após a morte do pai, foi certamente viver com a mãe e o padrasto para Balsemão, em Lamego. Ora, Vasco da Fonseca era de Lamego e aí foi, nomeadamente, juiz dos órfãos, embora no fim da vida tivesse vivido em Pinhel, como diz a carta de armas do filho. Porque Vasco da Fonseca, como já deu para perceber, era cerca de 40 anos mais velho do que Leonor Osório. Na verdade, ela foi a sua 2ª e tardia mulher. Vasco da Fonseca, como vimos escudeiro de D. Fernando de Menezes e coudel de Aregos em 1441, nasceu cerca de 1405 e documenta-se como juiz dos órfãos de Lamego em 1437 e 1447. Se em 1441 também era juiz dos órfãos, o que não é referido, terá desempenhado o cargo de coudel de Aregos morando em Lamego, o que não é difícil. Casou a 1ª vez cerca de 1433 com Catarina Gonçalves, de quem teve pelo menos três filhos: 1) Beatriz da Fonseca, senhora do prazo de Arões, que já viúva, com seu filho Gonçalo da Fonseca, recebeu em 1503 do Cabido de Lamego, casada com Fernão da Granja, senhor das honras de Ferreiros, Avões e Cambres, Fidalgo da Casa Real, almoxarife e alcaide-mor de Lamego, coudel de Resende, Gousende, Eiras, Mortam, Cidadelhe, Ribadelas, Sanfins de Carvalhal, juiz das sisas de Gestaçô e de Gouveia, etc., com geração conhecida; 2) Lopo da Fonseca, nascido em Lamego (Sé), que tirou ordens menores em Braga a 19.6.1451, com licença de seu maior, pelo que já era noviço; e 3) Álvaro da Fonseca, escudeiro do arcebispo de Braga, nascido em Lamego cerca de 1436, que foi viver para Braga, onde foi proprietário, sendo em 1481 escrivão dos feitos do mar e dos reguengos do Porto, tendo casado com Catarina Pires, senhora do prazo da Lagea, em Parada de Todeia, foreiro a Paço de Sousa, também com geração conhecida. Vasco da Fonseca era irmão de Diogo da Fonseca, que foi ouvidor do conde de Marialva, ambos filhos de outro Diogo da Fonseca, aio do 1º conde de Marialva e de seu meio-irmão Fernão Coutinho, como refere a carta de armas do neto, e de sua mulher Joana Mendes. Como D. Vasco, o 1º conde de Marialva, nasceu cerca de 1382, mesmo que Diogo da Fonseca tenha sido, sobretudo em relação a Vasco, mais um mestre de armas do que propriamente um aio, teria de ser no mínimo 20 anos quando Vasco começou a sua instrução de armas, com cerca de 7 anos. Ou seja: Diogo da Fonseca não pode ter nascido depois de 1369, data que concorda com a cronologia de pais. E até por aqui se vê que não podia ser ele o marido de Leonor Pinto. Com efeito, seu pai Gonçalo da Fonseca era um filho natural, primogénito, de Vasco Fernandes Coutinho, bem antes de este casar em 1357 com D. Beatriz Gonçalves de Moura, nascido lá para 1345, teria Vasco Fernandes Coutinho 20 anos de idade. Assim sendo, Diogo da Fonseca podia perfeitamente ter nascido entre 1367 e 1369. Por outro lado, sua mãe, D. Bataça (ou Vataça) Lascaris, que a carta de armas do neto diz herdeira do morgado de S. Romão e Torredães, terá nascido cerca de 1350/55, tanto mais que seu proposto pai já se documenta general em 1356. Esta D. Vataça era neta paterna de outra D. Vataça Lascaris, aia de D. Afonso IV, sepultada na Sé Velha de Coimbra (filha dos condes de Ventimiglia e neta do imperador Theodoros II), e de seu 2º marido Pedro Jordán de Urríes. Finalmente, é possível desta forma verificar entre o Pedro Aires Pinto em epígrafe e sua mulher Clara da Fonseca Coutinho uma relação familiar muito próxima, ainda que por afinidade. Com efeito, Clara da Fonseca Coutinho era sobrinha de Diogo Osório, sendo este, portanto, casado com Leonor Pinto, prima-direita de Pedro Aires Pinto. É também interessante verificar que é desta Clara da Fonseca Coutinho que muitos descendentes vão usar o nome Coutinho, nomeadamente os Moura Coutinho, os Pinto Coutinho, os Osório Coutinho, os Carvalho Coutinho, os Cunha Coutinho, etc. 1.1. Isabel Pinto Coutinho, que segue no nº 2. 1.2. Aires Pinto, que talvez seja o homónimo que foi procurador do número (CJIII, 38, 172v) e recebedor das sisas (ib, 38, 55v; e 46, 218) de Resende. Gaio diz que c. no Porto c. Ana da Mota Madureira, s.g. 1.3. Francisco Pinto, o Velho, cavaleiro fidalgo, juiz dos órfãos de Ansiães (CJIII, 5, 22v; e 8, 140v). N. cerca de 1469 e fal. depois de 18.1.1550, data em que, sendo cavaleiro fidalgo, vivia no lugar de Fonte Longa, termo da vila de Ansiães (Bragança), com sua mulher Marta Teixeira, quando passou procuração a seu genro Nicolau de Azevedo, cavaleiro fidalgo da Casa Real, com consentimento dos filhos de ambos Francisco Pinto, António Pinto e Isabel Pinto, esta casada com o dito Nicolau de Azevedo, para vender as terras que herdara por morte de seu filho Rui Pinto, existentes no termo da vila de Santos (CFR de S. Paulo, Reg. de Sesmarias, Liv. I, Tit. 1555, fol. 42). C. a 1ª vez c. Catarina de Moraes Pimentel (a), herdeira da quinta do Prado, em Fonte Longa, Ansiães. C. a 2ª vez c. Marta Teixeira (b), conforme ficou referido. É possível que esta Marta Teixeira seja irmã de seu cunhado Rui Teixeira, referido adiante. 1.3.1. (a) Aires Pinto, comendador de S. Salvador de Ansiães na Ordem de Cristo (CJII, 12, 37v), que a 12.8.1533 tirou carta de armas para Pinto (ib, 45, 59). Nesta carta de armas vem referido como Aires Pinto, comendador de S. Salvador de Ansiães, filho de Francisco Pinto e neto de Pedro Pinto, fidalgo muito honrado do tronco desta geração. Teve armas em pleno, com uma flor de lis verde por diferença. Segundo Alão casou com Teodósia Ferreira, c.g. 1.3.2. (a) Luiz Pinto, almoxarife de Vila Real, s.g., segundo Alão. É duvidoso. 1.3.3. (a) Cecília Pinto, segundo Alão, que diz ter casado com seu primo Francisco Pinto Pereira. 1.3.4. (a) Catarina Pinto, segundo Alão, que fal. solteira. 1.3.5. (b) Beatriz Teixeira, segundo Alão, que diz ter casado com Rui Vaz de Meirelles, de Penaguião. Ela já teria, portanto, fal. em 1550, aparentemente s.g. Há um Rui Vaz de Meirelles que teve de D.João III carta para ter ajudante do seu ofício (CJIII, 44, 99). 1.3.6. (b) Francisco Pinto, o Novo, cavaleiro fidalgo da Casa Real, foi com Martim Afonso de Souza para o Brasil e em 1533 obteve deste sesmaria de terras em Tumiaru, que Gonçalo Monteiro confirmou em 1537. A 23.10.1573 foi testemunha em uma escritura lavrada em Santos, sendo referido como cavaleiro fidalgo (Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Vol. 47, e Memórias para a História da Capitania de São Vicente, de Frei Gaspar da Madre de Deus, 1797). Alão, que o dá do 1º casamento, diz que c.c. sua prima Cecília Pinto. 1.3.7. (b) Rui Pinto, cavaleiro da Ordem de Cristo, que também foi com Martim Afonso de Souza para o Brasil e em 1533 obteve as terras do porto das Almadias (depois porto de S. Cruz e depois do Cubatão). A tradição atribuía-lhe no século seguinte o posto de capitão na guerra ordenada por Martim Afonso de Souza contra os índios, ou os degredados aliados aos castelhanos, de Iguape e Cananéia. Frei Gaspar diz que o casal vendeu a alemães terras em que se estabeleceu o engenho que se chamou dos Erasmos. Dizem que casou com Ana Pires Missel (Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Vol. 47, e Memórias para a História da Capitania de São Vicente, de Frei Gaspar da Madre de Deus, 1797). Não teve geração, pois, como ficou dito, seu pai herdou a sesmaria que tinha em Santos. Alão, que o dá do 1º casamento, chama-lhe Rui Vaz Pinto, diz que foi cavaleiro da Ordem de Santiago, serviu no Brasil e lá foi comido pelos índios. 1.3.8. (b) António Pinto, que também foi para o Brasil e em 1540 foi mandado a S. Vicente por Martim Afonso de Souza. De volta ao reino perdeu-se o navio em que vinha e morreu afogado, depois de 1550. Dizem que casou em São Vicente com uma filha de Vicente Pires, escrivão e tabelião de Santos, filho de Jorge Pires, cavaleiro fidalgo (Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Vol. 47, e Memórias para a História da Capitania de São Vicente, de Frei Gaspar da Madre de Deus, 1797). 1.3.9. (b) Isabel Pinto, que casou com Nicolau de Azevedo, cavaleiro fidalgo da Casa Real, referido acima, que parece ter sido senhor da quinta do Ramaçal, em Penaguião.
2. Isabel Pinto Coutinho, n. cerca de 1463, que parece ter herdado bens em Cárquere, Stª Marinha de Zêzere e Anreade. C. cerca de 1481 c. Rui Teixeira (de Macedo), senhor do prazo da quinta, paço e couto de Fornelos e da quinta do Barral, ambos em Aregos (hoje Anreade). É o Rui Teixeira, escudeiro do capitão-mor de Tanger Rui de Mello (futuro 1º conde de Olivença), que a 15.10.1472 teve mercê de Dom Afonso V para suceder no cargo de juiz das sisas de Aregos, Barqueiros, Teixeira e Gestação, a seu pai Gonçalo Vasques Teixeira, que nele renunciara em instrumento público de 6.4.1472. E o Rui Teixeira, morador no julgado de Aregos, escudeiro e «criado» de Rui de Mello, que a 27.11.1472 é nomeado para o cargo de juiz dos órfãos no dito julgado e seu termo, em substituição de Gonçalo Vasques Teixeira, seu pai, que morrera. Rui Teixeira era filho sucessor de Gonçalo Vasques Teixeira, fidalgo, juiz dos órfãos de Aregos de S. Sebastião e honras de Gestaçô e Teixeira e juiz das sisas de Aregos, Barqueiros, Teixeira e Gestaçô (4.1.1434), etc., e de sua mulher Isabel Gonçalves de Moura, senhora do dito prazo da quinta, paço e couto de Fornelos; neto paterno de Pedro (Vasques) Teixeira (1), cavaleiro, senhor da honra e quintã de S. Pedro da Teixeira (Baião), etc., e de sua mulher Joana Martins de Macedo (2), senhora do morgado de S. Braz, em Vila Real; e neto materno de Gonçalo Álvares de Moura, senhor do dito prazo da quinta, paço e couto de Fornelos. Dizem as genealogias que Pedro Vasques Teixeira teve a honra de S. Pedro da Teixeira (Baião), que talvez tivesse herdado, pelo menos em parte, de seu primo Martim Fernandes de Teixeira, sendo natural que de seu pai também aí tivesse herdado bens de raiz, mas o senhorio de juro e herdade de Teixeira só foi dado a seu filho João em 1471. É certamente o Pedro Teixeira, cavaleiro, criado do conde D. Pedro de Menezes (com quem terá vindo de Castela), que a 31.1.1439 teve de D. Afonso V uma tença anual de 1.000 reais no almoxarifado de Vila Real, do mesmo modo que a tinha no tempo do rei D. Duarte (cuja mercê não se encontra na respectiva chancelaria), e o Pedro Teixeira, cavaleiro, criado do conde D.Pedro, a quem a 15.6.1450 D. Afonso V doa uma tença anual de 100.000 libras, a partir de 1 de Janeiro desse ano. Gaio diz que Pedro Teixeira em 1443 era vedor do duque de Bragança. Este Pedro era filho de Vasco Gonçalves Teixeira, que esteve com seu pai na batalha de Aljubarrota, contra o mestre de Avis, e de sua mulher Catarina Anes de Berredo. A 30.3.1384 D. João I doou a João Gonçalves, seu escudeiro, todos os bens móveis e de raiz que tinha em Lisboa e seu termo «vaasco gonçallvez criado de Joham gonçallvez de Teixeira» que «os perdeo por seer em companha de el rrey de castella». E a 20.7.1452 D. Afonso V doa a João Afonso Teixeira, procurador da corte, um casal de pão, vinho e azeite, no termo de Santarém, que pertencera a Vasco Gonçalves Teixeira. Este Vasco Gonçalves era irmão de Gonçalo Teixeira, que vem referido como criado do conde D. Henrique quando «por seer em desseruiço» perdeu todos os seus bens móveis e de raiz para Fernão Vasques, vassalo de D. João I, a quem este rei os doou por carta de 2.10.1384. Vasco Gonçalves e Gonçalo Teixeira eram ambos filhos naturais de João Gonçalves de Teixeira, senhor de juro e herdade de Paiva, fidalgo do Conselho, escrivão da puridade e notário (1374-83) do rei D. Fernando, que seguiu a rainha Dona Beatriz e morreu na batalha de Aljubarrota contra o mestre de Avis. A 4.3.1384 D. João I doa Estêvão Vasques Filipe o senhorio de Paiva, «o qual tragia Joham gonçallvez da teixeira». A 15.9.1384 Dom João I doa a Pedro Esteves de Alvellos os bens que que tinha em Lisboa «Joham gonçallvez da teixeira d el rrey dom Fernando». Gaio diz que foi anadel-mor de D. Fernando I, alcaide-mor de Óbidos e fronteiro-mor de Trás-os-Montes. Este João Gonçalves era filho natural (legitimado por carta real de 10.1.1324) de Gonçalo Anes de Teixeira, freire da Ordem do Hospital, do tronco desta linhagem, e de Maria Pires, mulher solteira. O Rui Teixeira (de Macedo) em epígrafe era irmão de Briolanja Teixeira de Macedo que casou com Pedro da Cunha, fidalgo da Casa Real, senhor das quintas do Requeixo, em Vale do Bouro, e do Pinheiro de Ribas, em Basto, etc., com geração conhecida. Voltando a Gonçalo Vasques Teixeira, pai de Rui Teixeira (de Macedo), encontrei sobre eles a seguinte documentação: a 7.9.1439 D. Afonso V confirma nomeação de Gonçalo Vasques, criado de Martinho Afonso de Mello, no cargo de juiz dos órfãos de S. Sebastião e honras de Gestaçô e Teixeira, conforme tinha sido nomeado por carta de D. Duarte de 4.1.1434 (que não aparece na respectiva chancelaria). Este Martim Afonso de Mello, guarda-mor de D. Afonso V, era pai de Rui de Mello, referido abaixo, que foi o 1º conde de Olivença (1476). No mesmo dia D. Afonso V confirma nomeação de Gonçalo Vasques, criado de Martinho Afonso de Mello, no cargo de juiz dos órfãos na terra e julgado de Aregos, conforme tinha sido nomeado por carta de D. Duarte de 4.1.1434 (que não aparece na respectiva chancelaria). A 12.9.1451 D. Afonso V nomeia novamente Gonçalo Vasques, criado de Martinho Afonso de Mello, guarda-mor, para o cargo de juiz das sisas de S. Sebastião e honras de Gestaçô e Teixeira. A 15.10.1472 D. Afonso V nomeia Rui Teixeira, escudeiro de Rui de Mello, do seu Conselho, capitão e regedor na cidade de Tânger (futuro 1º conde de Olivença, em 1476, e filho sucessor do Martim Afonso de Mello referidos acima), para o cargo de juiz das sisas de Aregos, Barqueiros, Teixeira e Gestação, em substituição de Gonçalo Vasques Teixeira, seu pai, que renunciara por instrumento público de 6 de Abril de 1472. A 27.11.1472 Dom Afonso V nomeia Rui Teixeira, escudeiro, criado de Rui de Mello, morador no julgado de Aregos, para o cargo de juiz dos órfãos no dito julgado e seu termo, em substituição de Gonçalo Vasques Teixeira, seu pai, que morrera. Este Gonçalo Vasques Teixeira não pode, portanto, ter nascido depois de 1410, nem pode ser o Gonçalo Teixeira que com seu irmão João Pires de Macedo tirou ordens menores em Braga a 4.10.1461, ambos filhos de Pedro Teixeira e sua mulher Joana Martins de Macedo, então moradores em Vila Real (S. Dinis). Com estes dois irmãos tiram também ordens menores na mesma data dois seus meios-irmãos, João e Pedro Teixeira, filhos do dito Pedro Teixeira, enquanto solteiro, e de Branca Afonso. O que significa que Pedro Teixeira e Joana Martins de Macedo casaram cerca de 1447. O que implica que esta não pode ser filha de Martim Gonçalves de Macedo, já de meia idade na batalha de Aljubarrota (1385) e falecido antes de 26.6.1425, quando D. João I dá a seu filho lídimo e herdeiro Diogo Gonçalves de Macedo, morador na cidade de Évora, 300 libras das dizimas da portagem de Bragança, como tinha seu pai, que as recebera a 27.5.1385, junto com a aldeia e os direitos reais de Outeiro de Miranda. Por outro lado, João Teixeira de Macedo, do Conselho de Dom Afonso V em 1476, não podia então ter 28 anos de idade, como propõe LMVSP (Luiz de Mello Vaz de São Payo, Famílias de Chaves, in Raízes & Memórias, nº 12), tanto mais que já em em 1471 teve o senhorio de Teixeira e em 1472 fora nomeado pelo mesmo rei administrador do morgadio instituído por seu bisavô João Pires, efectivamente sogro daquele Martim Gonçalves de Macedo. Todo este desajuste cronológico obriga à coincidência, afinal vulgar nas genealogias desta época, do casamento de dois Pedros Teixeira com duas Joanas Martins de Macedo, sendo o mais antigo destes homónimos o pai do outro. A grande coincidência é terem ambos casados com mulheres chamadas Joana Martins de Macedo, o que só pode ter uma explicação, ou seja, o Pedro mais novo casou com uma prima-direita, homónima da tia, certamente filha do Diogo Martins de Macedo, fidalgo da Casa do infante D. Fernando, que a 18.10.1454 obtém de Dom Afonso V a nomeação de um seu criado para porteiro da correição de Trás-os-Montes, sendo este Diogo irmão da Joana Martins de Macedo mais velha. Temos assim que o Pedro Teixeira mais novo, filho do outro, é o Pedro Teixeira, contador no almoxarifado da comarca de Vila Real e seu termo e da Torre de Moncorvo, que a 2.9.1450 Dom Afonso V privilegia, concedendo-lhe licença para que possa receber as avenças, direitos, posições, heranças e reguengos, bem como de fazer pregão para as arrendar ou emprazar e dar de sesmarias todas as vinhas e casas dentro e fora do dito almoxarifado, mandando que lhe seja dada a si e ao escrivão e porteiro que com ele andar, sob pena do pagamento de 6.000 reais. Rei este que a 23.2.1468 doa uma tença anual de 2.858 reais a Pedro Teixeira, escudeiro do conde de Viana, necessariamente o conde D. Duarte de Menezes, o que distingue bem os dois Pedro Teixeira, o pai cavaleiro do conde D. Pedro, e o filho escudeiro do conde D. Duarte, filho daquele conde. Este Pedro mais novo é ainda o que a 28.4.1450 foi contador do almoxarifado de Vila Real e que já tinha falecido a 24.12.1472, quando Dom Afonso V nomeia, por três anos, Rui de Abreu, cavaleiro da sua Casa, para o cargo de corregedor da comarca e correição de Trás-os-Montes, em substituição de Pedro Teixeira, que morrera. Podendo ainda ser o Pedro Vasques Teixeira a quem a 10.2.1450 D. Afonso V nomeia para o cargo de meirinho do barinel real na cidade de Lisboa com todos os seus direitos. Este Pedro Teixeira é que foi o pai dos filhos que tiraram ordens menores em 1461, como ficou dito. Terá nascido cerca de 1408, casado com sua prima-direita Joana Martins de Macedo cerca de 1447, tendo então já filhos naturais, e falecido em 1472, com cerca de 64 anos de idade. Era certamente o primogénito, portanto irmão mais velho do Gonçalo Vasques Teixeira que foi juiz dos órfãos de Aregos em 1434, e de João Teixeira de Macedo, certamente filho 2º, do Conselho em 1476 e administrador do morgadio de S. Braz em Dezembro de 1472, justamente o ano da morte do irmão. Este João Teixeira de Macedo, nascido cerca de 1409, é referido como fidalgo escudeiro da Casa Real quando a 15.1.1471 Dom Afonso V lhe deu o senhorio de juro e herdade da honra e julgado de Teixeira. Mas vem como cavaleiro da Casa Real e contador da comarca de Trás-os-Montes quando a 2.12.1472 o mesmo rei lhe concede licença para lançar as suas éguas aos asnos, e como fidalgo da Casa Real quando a 2.12.1472 o mesmo rei lhe dá a administração do morgadio (de S. Braz), com capelas, rendas e hospital, deixados por morte de seu bisavô João Pires, escolar, contanto que ele à sua morte deixe nomeado o seu sucessor. A 10.7.1476, sendo referido como fidalgo da Casa Real e contador da comarca de Trás-os-Montes, D. Afonso V nomeia-o para o seu Conselho. E a 5.10.1480 D. Afonso V manda a João Teixeira de Macedo, do seu Conselho, contador da comarca de Trás-os-Montes, que lhe venha prestar contas do dinheiro que recebera das rendas e direitos régios para o abastecimento e despesas relativas à fortaleza de [Valvestre]. A 6.2.1484 foi nomeado por D.João II alcaide-mor de Montalegre. A 30.5.1484 o mesmo rei doa-lhe a quintã e direitos reais de Macedo. A 8.6.1497 teve licença real para, com sua mulher Violante de Barros, ceder a sua filha a tença de 12.000 reais para casar com Manuel Pinto, tença essa que João Teixeira de Macedo e sua mulher tinham pelo dote real de 1.000 coroas de ouro para o seu casamento, que não tinha sido pago. E parece ser este o João Teixeira de Macedo que faleceu a 6.7.1506, portanto nonagenário. Deste João parece ainda ter sido irmã Isabel Teixeira, que segundo as genealogias casou com Vasco Anes de Moraes, o que parece comprovar-se, pois a 13.9.1446 D. Afonso V nomeia Aires Teixeira, escudeiro do duque de Bragança, e a seu pedido, para o cargo de juiz das sisas de Vila Real, em substituição de Vasco Anes de Moraes, que se encontrava amorado por não cumprir lealmente o seu ofício. 2.1. Isabel Pinto, n. cerca de 1481, que sucedeu no prazo da quinta, paço e couto de Fornelos. Faleceu cerca de 1534, certamente já viúva, pois nesse ano o dito prazo foi renovado a seu filho, como diz Frei Teodoro de Melo (2a). Casou cerca de 1496 com João de Sequeira, como se documenta no dito prazo. Gaio, citando Carneiro, confunde esta Isabel Pinto com a mãe e por isso diz que esta casou 2ª vez com João de Sequeira. E diz que este João de Sequeira foi fidalgo da Casa Real, o que também se documenta no dito prazo, nasceu em 1477 em Penela e era parente do conde de Penela D. Afonso de Vasconcellos. E acrescenta que este João de Sequeira seria filho de Branca de Sequeira e seu marido Fernão Anes de Torres, amo da rainha D. Isabel. Na verdade, como se documenta, o amo da rainha D. Isabel não era Fernão mas sim Francisco Anes de Torres, e sua 2ª mulher não era Branca mas sim Violante Álvares de Sequeira, ama da rainha D. Isabel, como refiro no meu trabalho A Casa da Trofa. Com efeito, a 1.9.1462 D. Afonso V autorizou a igreja de S. Tiago de Coimbra a receber os bens de raiz que lhe deixara em testamento Violante Álvares de Sequeira, moradora em Coimbra, ama da rainha D. Isabel. Esta Violante era irmã de Frei Diogo Álvares de Sequeira, comendador-mor da Ordem de Avis, ambos filhos de Álvaro Gonçalves de Sequeira, alcaide-mor de Lisboa por D. Fernando I (CFI, 1, 14v). De Violante e seu irmão Diogo deve ainda ser irmão Fernando Álvares de Sequeira, comendador de Moura, já falecido quando a 28.8.1462 o rei legitima Diogo de Sequeira, seu filho e de Margarida Esteves, mulher solteira. Francisco Anes de Torres foi morgado de Ponte da Ceira, em Coimbra, cavaleiro da Casa Real e senhor quinta de S. Pedro Fins, em Montemor-o-Velho. Com efeito, a 1.2.1450 Dom Afonso V doou perpetuamente a Francisco Anes de Torres, cavaleiro da Casa da rainha D. Isabel, a pedido da mesma, o morgado da Ceira, situado no termo da cidade de Coimbra, com todas suas entradas, saídas e pertenças, rendas e direitos, que pertencia a Diogo Gonçalves de Travaços. E a 21.3.1452 o mesmo rei doou vitaliciamente a Francisco Anes de Torres e a sua mulher Violante Álvares uma tença anual de 12.000 reais de prata. A 29.3.1454 doou a Francisco Anes de Torres, cavaleiro da sua Casa, para sempre, a quinta de S. Pedro Fins, no termo de Montemor-o-Velho, do almoxarifado de Coimbra, com todas as suas rendas e direitos entradas, saídas, foros, pertenças e couto. Como ficou dito, Violante Álvares de Sequeira, nascida cerca de 1410, já tinha falecido em 1462, pelo que não podia ser mãe de João de Sequeira, que se diz ter nascido em 1477 em Penela, e mesmo que ele tivesse nascido 20 anos mais cedo. Poderia ser avó? Cronologicamente, podia; mas devia ser tia-avó, como explico adiante. Francisco Anes de Torres e a sua mulher Violante Álvares de Sequeira tiveram vários filhos, entre eles Mécia de Sequeira, donzela e depois dama da corte da rainha D. Leonor e ama da infanta Stª Joana, que era solteira (donzela da rainha) em 1442 e que casou cerca de 1450 com Pedro Afonso de Aguiar, capitão-mor da armada da Índia, pais do notável Jorge de Aguiar, que morreu nomeado 2º vice-rei da Índia, bem assim como de D. Violante de Sequeira, mulher com o 2º senhor da Trofa. Convém ainda referir aqui que Francisco Anes de Torres casou a 1ª vez com Maria Correa, filha dos senhores de Fralães, e desse casamento teve uma filha chamada Beatriz Correa, que casou com Gonçalo Teixeira, tio-avô de Rui Teixeira de Macedo, pai desta Isabel Pinto, o que é mais um indício de que João de Sequeira pertencia e estes Sequeira e era parente do dito Francisco Anes de Torres e sua 2ª mulher. Não sei onde Gaio, ou as suas fontes, foram buscar a data de 1477 para o nascimento em Penela de João de Sequeira. Será que podia ter nascido 20 anos antes, tendo casado (2ª vez) com cerca de 40 e tal anos, tendo a noiva cerca de 15 anos? Esta diferença de idades era vulgar na época. É que o João de Sequeira parente do conde de Penela casado com Isabel Pinto é quase de certeza o João de Sequeira, ouvidor do conde de Penela em Aregos, que a 27.8.1481 teve perdão da justiça régia por ter mandado dar pregão a Isabel Eanes, mulher de João Pires, morador em Aregos, acusada de adultério; e por ter açoitado Pedro, filho de João Martins e de Branca Eanes, morador nesse concelho, acusado de roubo, sem ter dado apelação às justiças régias, mediante os instrumentos públicos de perdão feitos a seu favor a 23, 24 e 30 de Julho de 1481, tendo pago 1.000 reais para a Piedade. De referir, finalmente, que Gaio apenas dá um filho a João de Sequeira e Isabel Pinto, que como vimos confunde com a Isabel Pinto Coutinho casada com Rui Teixeira de Macedo, seus pais. Diz que esse filho se chamou Lopo de Sequeira, foi fidalgo da Casa Real e que em 1505 vivia na quinta de Corujeiras, na freguesia de Resende, tendo casado com Leonor Coelho de Macedo, filha de João Coelho de Macedo e sua mulher Isabel Soares Cardoso, senhores das quintas de Cavoucos e Pinheiro, na freguesia de Cárquere. O que em parte se confirma num prazo de 2.3.1507, feito no tabelião de Resende Manuel Anes, onde consta o emprazamento que o mosteiro de Cárquere fez das pesqueiras a Grande e a Seladinha, no rio Douro, no sitio de Porto de Rei, a Lopo de Sequeira e a sua mulher Leonor Coelho, moradores na quinta das Corujeiras. Portanto, este Lopo de Sequeira já era adulto em 1505, o que impede que tenha sido filho de Isabel Pinto; mas, por outro lado, indicia que de facto João de Sequeira casou uma 1ª vez e que este Lopo seria filho desse matrimónio. Tanto mais que existe uma flagrante contradição naquilo que Gaio diz, ou seja, João de Sequeira não podia ter nascido em 1477 e ter um filho adulto em 1505. O que, em última análise, aponta para que João de Sequeira tenha afinal nascido mais cedo, lá para 1455, e seja de facto o ouvidor do conde de Penela em Aregos em 1481, tendo casado duas vezes, a segunda das quais com Isabel Pinto. Assim sendo, de quem seria filho João de Sequeira, partindo do princípio de que era sobrinho-neto de Violante Álvares de Sequeira, mulher de Francisco Anes de Torres? Parece óbvio que seria filho de Lopo (Vaz) de Sequeira, alcaide-mor de Alandroal, que as genealogias dizem ter casado a furto com D. Cecília de Menezes, filha de de D. Fernando de Menezes, senhor de Cantanhede, casamento que se documenta e que daria o tal parentesco, ainda que afastado, com o conde de Penela. Com efeito, a 8.1.1470 D.Afonso V perdoou o degredo de dois anos a João Álvares, morador em S. Martinho da Árvore, termo da cidade de Coimbra, a que fora condenado para a vila de Alcácer, por prestar falso juramento, induzido por D. Cecília, mulher de Lopo Vasques de Sequeira, tendo pago 4.000 reais de prata para a Arca da Piedade. E a 21.2.1473 o mesmo rei perdoou um ano de degredo, e a pena por o não ter cumprido, a Lourenço Gonçalves Gançoso, morador no Alandroal, a que fora condenado a degredo para a cidade da Guarda, culpado num arroído com Lopo Vasques de Sequeira, alcaide-mor na dita vila de Alandroal, tendo pago 1.500 reais de prata a Frei Pedro Diniz, prior do mosteiro de S. Domingos. Este Lopo Vaz de Sequeira, ao contrário do que era costume nessa época, só usou o patronímico a partir de uma certa altura (não se percebendo bem a razão), pois não pode deixar de ser o Lopo de Sequeira a quem a 13.11.1442 D. Afonso V confirmou a doação que a 1 de Setembro desse ano lhe fez sua irmã Mécia de Sequeira, donzela da câmara da rainha, de todos os bens móveis, vacas ou outro qualquer gado, dinheiros, pão, vinho e roupas de cama, alfaias de casa e jóias, que tinha em Moura. Devendo ser, ainda, o Lopo de Sequeira, escudeiro do infante D. Pedro, que a 2.2.1443 o rei nomeou para o cargo de meirinho da Serra e lugares do reino do Algarve e Campo de Ourique, em substituição de Pedro Arras, que era velho e cansado. E o Lopo de Sequeira, escudeiro, morador em Estremoz, que em 1469 foi nomeado para o cargo de juiz das coisas das sacas apropriadas aos cativos de Tânger nos almoxarifados de Portalegre, Estremoz e outros lugares que estão arrendados a João Vasques, em substituição de Pedro Nunes. E ainda o Lopo Vaz de Sequeira que casou (a 1ª vez) com Luiza de Faria, já viúva sem geração de D. Manuel de Menezes, capitão-mor de Baçaim, e filha de Pedro de Faria, capitão-mor do Malabar, Goa e Malaca. A este Lopo (Vaz) de Sequeira e sua mulher (portanto 2ª) D. Cecília de Menezes apontam as genealogias um filho 2º chamado João Lopes de Sequeira, que casou com Beatriz Leme, filha do célebre navegador Fernão Gomes da Mina e sua mulher Catarina Leme, a quem só dão duas filhas. E, justamente, este João Lopes de Sequeira é que deve ser o João de Sequeira ouvidor do conde de Penela em Aregos em 1481 e de facto parente afastado deste conde, que de sua 1ª mulher Beatriz Leme teve também um filho Lopo de Sequeira (o nome do avô), adulto em 1505, e que casou 2ª vez, cerca de 1496, teria 46 anos de idade, com Isabel Pinto, de quem teve um filho, pelo menos. Sendo certo que Lopo Vaz de Sequeira e sua 2ª mulher tiveram pelo menos mais dois filho filhos, Diogo e Fernando, que que em 1480 tiraram prima tonsura em Évora: «Item Didacum legitimum filium Lopi Vallasci de Sequeyra et donne Cezillie de Meneses comorantium in dicto loco do Alandroal ad Primam Clericalem Tomsuram tantum. Item Fernandum filium Lopi Vallasci de Sequeyra et donne Cezillie de Meneses comorantium in dicto loco do Alandroal ad Primam Clericalem Tomsuram tantum». Ora, Lopo Vaz de Sequeira, nascido cerca de 1420, bem como sua documentada irmã Mécia de Sequeira, donzela da câmara da rainha, eram certamente filhos de um Vasco, que seria irmão de Violante Álvares de Sequeira, portanto Vasco Álvares de Sequeira e também irmão de Frei Diogo Álvares de Sequeira, comendador-mor da Ordem de Avis, e de Fernando Álvares de Sequeira, comendador de Moura, todos filhos do alcaide-mor de Lisboa Álvaro Gonçalves de Sequeira, que certamente era filho de João Álvares Redondo ou de Sequeira, a quem sua tia Joana Gonçalves deixou 450 libras no seu testamento (15.3.1331), sendo este João filho de Álvaro Gonçalves Redondo ou de Sequeira, alcaide-mor de Neiva, fidalgo da Casa de D. João Afonso e depois de D.Afonso IV e D. Pedro I, que nas inquirições de 1343 se apura que tinha o castelo de Neiva e metade da terra de Santiago de Castelo de Neiva. 2.1.1. Rui Teixeira Pinto, documentado como filho de João de Sequeira, fidalgo da casa d'el rei, e de sua mulher a muito honrada Isabel Pinto, que sucedeu no prazo da quinta, paço e couto de Fornelos, que lhe foi renovado em 1534 por Frei Gomes Godinho, comendador de Barrô, como diz Frei Teodoro de Mello. Terá nascido cerca de 1497 e parece que faleceu em 1539, deixando filhos menores. Casou com Isabel Pinto, como se documenta no dito prazo e no inventário de menores dos filhos, que provavelmente era sua parente. 2.1.1.1. Aires Teixeira Pinto, que sucedeu no prazo da quinta, paço e couto de Fornelos. Com seus irmãos teve inventário de menores, que Frei Teodoro de Melo diz que estava no cartório dos órfãos de Aregos. Este inventário deve ser de 29.9.1539, como refere Gaio, que, devido à referida confusão da Isabel Pinto, avó deste, com a Isabel Pinto sua bisavó, dá erradamente este Aires e sua irmã Filipa como filhos do Rui Teixeira que foi seu bisavô. Segundo Gaio c.c. Isabel Fernandes Baracha, irmã de seu cunhado, referido adiante, tendo ambos já falecido a 10.12.1568 quando os filhos fazem partilha de bens. C.g. 2.1.1.2. Filipa Teixeira Pinto, que segundo Gaio c.c. Sebastião Fernandes Baracha, cavaleiro fidalgo e vedor dos duques de Bragança, c.g. que partilhou os bens de seus pais por escritura de 7.4.1587. 2.1.1.3. Rui Teixeira Pinto. 2.1.2. Sebastião, segundo Frei Teodoro de Melo, o que parece confirmar-se. 2.1.3. Jorge, segundo Frei Teodoro de Melo, que de facto parece filho do 2º casamento de João de Sequeira, pois Isabel Pinto teve um irmão Jorge, clérigo beneficiado na igreja de Anreade. Se bem que este Jorge e o alegado tio possam afinal ser o mesmo, ou seja, o dito clérigo ser este filho de João da Silveira. 2.1.4. Francisco Pinto de Macedo, n. cerca de 1503, que as genealogias identificam com seu seu tio homónimo, referido adiante. Mas, tendo em conta o que ficou dito e a cronologia deste Francisco Pinto de Macedo, a Isabel Pinto que as genealogias lhe dão por mãe não será a casada com Rui Teixeira (de Macedo), mas sim sua filha homónima casada com João de Sequeira. Podendo assim não ter existido o Francisco Pinto de Macedo que vai como seu tio. O Francisco Pinto de Macedo em epígrafe casou, ainda assim tardiamente, com escritura antenupcial de 2.5.1557, com Maria da Fonseca, sucessora no prazo da quinta de Ermêlo, em Ancede (Baião), filha de Nicolau da Fonseca. C.g. nesta casa e nas casas de Esmoriz e de Penalva. 2.3. João Pinto Coutinho, fidalgo, capitão de Aregos, sucessor na quinta do Barral, que segundo Gaio lhe coube nas partilhas de seus pais, «como consta da escriptura dellas q. se acha na q.ta de Beba em poder de Nicolau Prª Machado». Casou cerca de 1518 com Urraca de Oliveira, parece que natural de Poiares (Régua), certamente filha de um Jorge de Oliveira, talvez o que foi recebedor da Chancelaria da Corte. A 11.12.1500 D. Manuel I nomeou Jorge de Oliveira, escudeiro da sua Casa, recebedor da Chancelaria da corte (2, 58v). E este parece ser o homónimo filho de João Fernandes de Oliveira. A 8.7.1497, a João Fernandes de Oliveira foi confirmado o privilégio que concedia a seu filho Jorge de Oliveira, 1/2 das emxadegas (sic) de Castro Marim à sua morte, as quais ele tinha por mercê de D. João II, por carta (inserida) de privilégio de 24.5.1486 (30, 134). C.g., nomeadamente nos Cunha Coutinho Ozorio de Portocarrero, do palácio da Bandeirinha, no Porto (7). 2.4. Rui Teixeira de Macedo (3), fidalgo, n. cerca de 1487 e já fal. em 1538. Foi senhor da quinta de Vimieiro, em S. Martinho de Sande, prazo do mosteiro de Alpendurada de livre nomeação, renovado a 28.9.1513, e onde parece que viveu. C. cerca de 1513 c. Isabel Velho, que já viúva teve a 11.5.1538 prazo novo, em 1º vida, da quinta de Vimieiro. 2.4.1. Melícia Teixeira, que parece viveu na quinta de Vimieiro, onde n. cerca de 1523 (pelo que teria irmãos mais velhos, certamente falecidos novos ou sem geração), onde fal. a 4.10.1590. A 9 de Maio do ano seguinte, o prazo de metade da sua quinta de Vimieiro foi feito a seus filhos Rodrigo, Frutuoso e Paulo, representados por Gaspar Carneiro (seu primo). Tinha esta metade incluída uma casa térrea e outra sobrada. A ordem como o filhos são referidos no prazo é a que ficou dita, se bem que também apareça, adiante no texto, Frutuoso primeiro que Rodrigo. C. cerca de 1545 c. Tomaz Fernandes, como se diz no referido prazo, já fal. a 9.3.1591. 2.4.1.1. Rodrigo Teixeira, n. cerca de 1546 e fal. a 26.4.1623 na quinta de Vimieiro. Teve a 9.1.1591, com seus irmãos Frutuoso e Paulo, o prazo de metade da quinta do Vimieiro. C. a 3.12.1588 c. Maria Ribeiro, fal. a 28.10.1624, em Sande, c.g. 2.4.1.2. Frutuoso Teixeira, n. cerca de 1548 e fal. a 12.1.1642 em Sande, que a 9.1.1591 teve, com seus irmãos, o prazo de metade da quinta do Vimieiro, como ficou dito, embora em em 1600 vivesse no lugar (ou quinta?) do Loureiro. C. antes de 1587 c. Marta Ribeiro, fal. a 27.4.1648, ib. C.g. 2.4.1.3. Paulo Teixeira, n. cerca de 1550, que viveu na quinta de Vimieiro, onde fal. a 10.11.1639. A 9.1.1591 teve, com seus irmãos, o prazo de metade da quinta do Vimieiro, como ficou dito. C. a 21.2.1593 em Sande, c. Maria Marques, fal. a 3.10.1632, ib, c.g. 2.4.2. Joana Teixeira, que sucedeu em 2ª vida no prazo novo da quinta de Vimieiro (Prazos do Mosteiro de Alpendurada), onde n. cerca de 1525 e fal. a 4.8.1599, prazo que dividiu por suas duas filhas. Fez manda verbal e deixou os filhos por testamenteiros. Casou cerca de 1550 com Manuel de Azevedo, fal. a 3.6.1597, ib, possivelmente filho de uma Francisca Rebello. 2.4.1.1. Bartolomeu Rebello, referido por Gaio (Aranhas, §38). 2.4.2.2. Ana Teixeira, n. cerca de 1555, que foi senhora do prazo de metade da quinta do Vimeiro, onde viveu e fal. a 21.6.1616. C. cerca de 1574 c. Gaspar Carneiro (de Vasconcellos), fal. a 1.12.1616, ib, sendo referido no óbito que «ficou na propriedade seu genro Melchior de Leão». Nos prazos do mosteiro de Alpendurada Gaspar Carneiro é identificado como cunhado de Francisca Rebello. Na IG de sua neta Ana Carneiro (casada com o familiar do Santo Ofício Paulo de Moura Carneiro, senhor da quinta do Casal, em S. Cristóvão de Espadanedo) diz-se que Gaspar Carneiro e sua mulher «eram pessoas nobres», «que vieram da sua Quinta» como «gente de grande qualidade e dos melhores deste concelho». Gaspar Carneiro era irmão mais novo do abade de Soalhães Braz Carneiro, ordenado em 1566, ambos filhos naturais de João Carneiro, matriculado em ordens menores em Braga em 1527, e de Beatriz de Basto, solteira de Taboado; e netos paternos de Francisco Carneiro e sua mulher Filipa de Moraes, moradores em Vila Real. 2.4.2.2.1. André Carneiro de Vasconcellos, n. em 1575 e fal. 1673, foi cónego claustral, ficando conhecido como um dos «bravos» que não aceitou a reforma dos conventos de 1605, como se refere na «Corografia Portuguesa». 2.4.2.2.2. Joana Teixeira, que n. cerca de 1586 e c. a 10.1.1605 em Sande c. Diogo Leitão, n. em Paços de Gaiolo, onde moraram, sendo pessoas «nobres que viviam de suas fazenda» e «se tratavam à lei da nobreza», como refere a IG do neto para o Stº Ofº. C.g. 2.4.2.2.3. Beatriz Velho Carneiro, que n. cerca de 1588 e sucedeu no prazo de metade da quinta de Vimieiro. Faleceu a 15.10.1673 em Penhalonga, sendo no óbito referida como Beatriz Carneiro, viúva de Melchior de Leão, moradora na quinta do Prado, e onde se diz que seu filho Belchior Carneiro de Leão (Melchior Geraldes de Leão) fez os bens de alma, com 60 missas, com ofertas e obradas costumadas, repartidas em 3 ofícios. É possível que Beatriz Velho Carneiro (ou seu marido) tenha remido o prazo da sua metade da quinta de Vimieiro, que assim ficou livre e bem de raiz. Nesta altura existiam, portanto, pelo menos duas quintas de Vimieiro, resultantes da divisão da original. C. a 22.2.1609 em Sande c. Melchior de Leão Cabral (4), que com sua mulher teve renovação do prazo de metade da quinta de Vimieiro em 1619, onde fal. 3.10.1635, tendo sido crismado a 2.11.1592 em Sande. Era filho de Martinho de Leão Geraldes, 6º morgado da Casa Nova, em S. Paio de Favões, fidalgo de cota de armas (1586) e senhor da quinta de Cristóvão, em Sande, onde fal. a 10.7.1617, e de sua mulher Marta Freire Vieira, fal. a 2.12.1622, ib. Beatriz Velho Carneiro e seu marido tiveram oito filhos, entre eles o sucessor na quinta de Vimieiro, Belchior Geraldes de Leão, b. a 8.8.1624, ib, c.g. nos Geraldes de Leão, da quinta de Magães (Freixo), e através destes nos Geraldes de Vasconcellos, da quinta de Rande (Milhundos) e da casa das Quartas (Stª Leocádia de Baião) (5). 2.4.2.2.4. Maria Velho Carneiro, que c. a 22.2.1609, no mesmo dia de sua irmã, c. um irmão do marido desta, Francisco de Leão Geraldes, 7º morgado da Casa Nova, c.g. nos Carneiro de Vasconcellos (6). 2.4.1.3. Francisca Rebello, n. cerca de 1557, que foi senhora do prazo de metade da quinta do Vimeiro, onde viveu e fal. a 30.5.1624, deixando testamenteiro seu filho Pedro Soares. Casou cerca de 1577 com Pedro Soares, fal. a 9.5.1600, ib, com manda no notário Paulo Vieira. C.g. 2.4.1.3. Ventura Velho, que casou com Belchior Aranha Coutinho, c.g. (Gaio, Aranhas, §38). 2.5. Sebastião Pinto de Macedo, fidalgo, n. cerca de 1488 e fal. em 1530, com cerca de 42 anos de idade e filhos menores. Foi senhor da quinta do Cavouco, em Cárquere (Resende). Por cuja morte fez-se inventário dos seus bens no cartório dos órfãos de Aregos a 17.3.1530, onde consta que casou a 1ª vez com Catarina Coelho, filha de João Coelho de Macedo, senhor da dita quinta do Cavouco, c.g., a 2ª vez com Guiomar Nunes, fal. com inventário de 21.7.1527, filha de António Coutinho e de sua mulher Margarida de Gouveia, moradores em Lamego, também c.g., e a 3ª vez, cerca de 1529, com Isabel Luiz de Vinhais, que ficou sua viúva, s.g. Do 1º casamento, que se terá realizado cerca de 1509, nasceu António Pinto de Macedo, que casou com Briolanja Fernandes e foram pais de Isabel Pinto de Macedo, n. cerca de 1531, e por ela avós de Cristóvão Pinto de Macedo, n. cerca de 1546, cuja primeira filha legítima foi baptizada a 21.8.1567 em S. João de Fontoura (Resende), segundo informação do Dr. Pedro Girão, que dele descende e está a investigar esta linha. 2.6. Jorge Pinto Coutinho, clérigo beneficiado na igreja de Anreade, c.g. ilegítima. 2.7. Belchior Pinto 2.8. Francisco Pinto de Macedo, que possivelmente não existiu e as genealogias confundem com o homónimo filho de sua irmã Isabel, já referido acima. 2.9. Cecília Teixeira Pinto, que segue no nº 3.
3.
Cecília Teixeira Pinto, n. cerca de 1496, que herdou ou
fez a casa de Entre-Águas, em Stª Marinha de
3.1. (a) ou sem geração ou só com filhas, uma vez que foi herdeiro o filho do 2º casamento. 3.2. (b) Amador da Fonseca Coutinho, que segue no nº 4. 3.3. (b) Sebastião Osorio Coutinho, n. cerca de 1526, que recuperou, tal como o irmão, os nome da família de sua bisavò materna. Gaio diz ter sido senhor da casa de Almedina, em Lamego, e que c.c. Apolónia de Carvalho, filha de João de Carvalho e de sua mulher Isabel Teixeira, senhores da casa da Figueira, em Lamego. 3.3.1 Diogo de Ozorio Coutinho, n. cerca de 1548, que segundo Gaio teve foro de escudeiro fidalgo da Casa Real a 22.8.1568, foi capitão-mor de Baião e senhor da quinta das Caldas chamada de Trancoso, junto às Caldas de Baião. C.c. Isabel Ozorio de Gouvea, filha de Jorge de Figueiredo de Gouvea e de sua mulher Cristóvã Ozorio. C.g.
4. Amador da Fonseca Coutinho, que também aparece como Amador da Fonseca Pinto, cavaleiro fidalgo, senhor da quinta de Entre-Águas, em Stª Marinha do Zêzere, onde n. cerca de 1525 e fal. a 20.9.1601, deixando herdeiros seus filhos. Era «pessoa principal» e «da mais nobre gente do concelho», conforme se diz na IG do neto Diogo de Moura Coutinho, onde é referido como Amador da Fonseca Pinto, cavaleiro fidalgo, natural de Stª Marinha. C. cerca de 1559 c. Francisca de Ozorio, fal. a 3.10.1598, ib, «mulher fidalga», nascida em Lamego, que julgo filha natural de Pedro da Cunha Ozorio (8), cónego da Sé do Porto, havida em Antónia Fernandes, que fal. em casa de sua filha em Stª Marinha. Gaio dá erradamente Francisca de Ozorio como filha de Diogo da França e de sua mulher Isabel Osorio da Fonseca, o que além do mais é anacrónico.
4.1.
Maria de Ozorio Coutinho, n. cerca de 1549 e fal. a 8.5.1599,
ib, com testamento cerrado, ficando testamenteiro seu marido. C. cerca
de 1568 c. Francisco de Carvalho Pinto
(9), co-herdeiro da casa da Granja, 4.1.1. Maria de Ozorio Coutinho, co-herdeira da quinta de Passos, onde viveu. N. cerca de 1570 e c. a 10.5.1589, ib, c. Gaspar Pinto Vieira, filho de Diogo Pinto Aranha, fal. a 25.4.1599, ib, deixando testamenteiros seu irmão Pedro Jorge e seu genro Francisco de Carvalho, e de sua mulher Joana Vieira, fal. a 28.10.1593, ib; neta paterna de Jorge Pinto, de S. Tomé de Valadares, e de sua mulher Mariana Aranha, fal. viúva a 29.9.1591 em Stª Marinha, deixando herdeiros seu filho Diogo Pinto e seu genro António Teixeira. 4.1.1.1. Francisco Pinto Vieira, morador na quinta de Passos. C.c. Maria Pinto, fal. viúva a 13.9.1699, ib, provavelmente sua prima. 4.1.1.1.1. Domingos de Carvalho Pinto, fal. a 16.9.1709 na quinta de Travanca, onde viveu casado. C. a 29.1.1693 em Stª Marinha c. D. Antónia da Silva e Costa, n. em 1675 e moradora viúva na quinta de Travanca, fal. antes de 1731, que já era viúva de seu tio Domingos de carvalho Coutinho, referido adiante. 4.1.1.1.1.1. António, b. a 27.12.1696, ib. 4.1.1.1.1.2. Valério, b. a 12.11.1703, ib. 4.1.1.1.1.3. Maria, b. a 4.11.1706, ib. 4.1.1.1.1.4. Luiza, b. a 2.12.1708, ib. 4.1.1.1.2. Paulo de Carvalho Coutinho, padre, fal. a 23.6.1703, ib, deixando herdeiro seu irmão Domingos. 4.1.1.2. Maria Pinto Ozorio, fal. solt. na quinta de Passos a 14.8.1697. 4.1.1.3. Domingos de Carvalho Coutinho, morador na quinta de Passos, onda fal. a 18.4.1691. C. a 15.11.1689, ib, c. D. Antónia da Silva e Costa, n. em S. Julião de Frielas, termo de Lisboa, em 1675, pois tinha 16 anos em 1691, sobrinha do Cap. António da Silva da Costa, marido de D. Maria de Carvalho Coutinho, referida adiante. 4.1.1.3.1. Manuel de Carvalho Coutinho, morador na quinta de Travanca. C. a 21.11.1731, ib, c. sua prima D. Maria Inácia de Moura Coutinho, da casa das Quintãs, ib, referida adiante, filha de José Pinto Ferreira de Távora e de sua mulher D. Maria Clara de Moura Coutinho. 4.1.2. Manuel Coutinho de Carvalho, que viveu na quinta do Fontelo. C. a 14.10.1608, ib, c. sua prima (dispensados em 4º grau de consanguinidade) Maria Gomes de Almeida, n. em Stª Cruz do Douro e fal. de parto a 21.8.1614 em Stª Marinha, sobrinha de Pedro Gomes de Almeida, abade de Stª Marinha de Zêzere, que a criou e dotou. 4.1.2.1. ?Manuel Coutinho, da Granja, que fal. a 14.10.1646, com manda feita no seu genro António Loureiro, escrivão. C.c. Catarina Carneiro, fal. a 30.9.1648, dando herdeira sua filha e seu genro António Loureiro. 4.1.2.2. Ascêncio, b. a 23.3.1610, ib. 4.1.2.3. Domingos de Carvalho de Almeida, padre, fal. na quinta de Fontelo a 16.12.1682, deixando herdeiros seus sobrinhos Manuel, António, Cristóvão e João. 4.1.2.4. Maria de Almeida, fal. solt. 7.3.1671, ib. 4.1.2.5. Antónia de Carvalho c. a 25.9.1634, ib, c. Mateus Monteiro, b. a 25.9.1602, ib, filho de Nuno Álvares e de sua mulher. 4.1.3. Guiomar de Moura Coutinho, crismada a 18.10.1591, ib, que c. a 31.6.1602, ib, c. Manuel Camelo Alcoforado, senhor da quinta de Travaços, ib, e co-senhor da quinta de Pepim, em Stª Marinha do Zêzere. Era irmão de Jerónima que no mesmo dia casou com o pai desta Guiomar, e de Paulo, que nesse mesmo dia casou com sua irmã Isabel, adiante. 4.1.3.1. Manuel Camelo, subdiácono, fal. a 13.8.1629 na quinta de Pepim. 4.1.3.2. Melchior Camelo, que segundo Gaio também c. na Terra da Feira, s.g. 4.1.3.3. Santos Camelo, que segundo Gaio c. na Terra da Feira, s.g. Teve filhos bastardos em Luiza de Madureira, de Ancede, e de Maria Ferreira. 4.1.3.4. Luiz Camelo Alcoforado, que segundo Gaio c.c. Maria da Silva, filha de António da Costa Pinto e de sua mulher Maria da Silva, filha esta de António de Castro e de sua mulher Mécia da Costa. 4.1.3.4.1. António Camelo Alcoforado c.c. sua prima Antónia Camelo Ozorio, referida adiante, c.g. 4.1.3.5. Maria de Moura, madrinha em 1633, ib, ainda solteira em 1639. Consta em 1633 como «Maria de Moura, filha de Manuel Camelo, de Pepim». E em 1639 é referida como «Maria solteira e Cristóvão solteiro, filhos de Manuel Camelo, de Pepim». 4.1.3.6. Cristóvão, solteiro em 1639, como se diz acima. 4.1.4. Francisco de Carvalho Coutinho, cavaleiro fidalgo da Casa Real, senhor da quinta de Travanca, onde viveu desde 1611, data da morte de seu pai, e veio a fal. a 17.10.1637, e co-herdeiro da quinta de Passos, onde viveu desde o seu casamento até 1611. C. cerca de 1603 c. Maria Pinto Aranha, fal. a 24.4.1665, ib, com testamento, irmã de seu cunhado Gaspar Pinto Vieira, referido acima. Francisco de Carvalho Coutinho teve ainda de Ângela Nunes, solteira, dois filhos bastardos. 4.1.4.1. Maria, b. a 5.1.1604, ib. Embora se estranhe duas filhas Maria que vingaram, deve ser a Maria Pinto que Gaio diz ter c.c. João de Almeida, que foi senhor da quinta de Fontelo, ib. Este João seria assim irmão de Maria Gomes de Almeida casada com Manuel Coutinho de Carvalho, referido acima, tio desta Maria, que também viveram na quinta de Fontelo. Segundo Gaio, Maria Pinto e João de Almeida foram pais de: 4.1.4.1.1. D. Maria Pinto de Carvalho, que c.c. Fernão Camelo de Miranda, morgado de Vilar de Perdizes, c.g. 4.1.4.2. Dr. Francisco de Carvalho Coutinho, fidalgo da Casa Real, já licenciado em 1635, co-herdeiro da quinta de Travanca e morador na vila de Tarouca, b. a 22.1.1608 em Stª Marinha e fal. a 24.9.1656, ib, deixando seu filho por herdeiro. C. a 23.6.1644 em Tarouca c. D. Maria Corrêa Botelho de Alarcão, n. ib, filha de João Viegas Botelho e de sua mulher e prima D. Maria Corrêa Botelho de Alarcão, filha esta de António Corrêa Botelho, 1º capitão-mor de Mondim da Beira, meirinho da Corte, fidalgo da Casa Real que serviu na Índia, e de sua mulher D. Leonor de Alarcão, da casa de Seia. C.g. nos Cunha Coutinho Ozorio de Portocarrero (12). 4.1.4.3. D. Maria de Carvalho Coutinho, b. a 16.3.1611, ib, moradora na quinta de Travanca, de que foi co-herdeira e onde fal. viúva a 6.11.1700, deixando herdeiros seus sobrinhos. C.c. o Cap. António da Silva da Costa, referido acima, cavaleiro da Ordem de Cristo, n. em S. João de Frielas e fal. a 1.1.1691 na quinta de Travanca, deixando herdeiro sua mulher. 4.1.4.3.1. Domingos de Carvalho Coutinho, fal. moço solteiro na quinta de Travanca a 28.3.1668. 4.1.4.4. Domingos de Carvalho Coutinho, padre, b. a 13.10.1618, ib, sendo padrinho Rodrigo de Moura Coutinho, de Mesão Frio, e fal. a 27.5.1682 na quinta de Travanca. 4.1.4.5. António, b. a 1.1.1623, ib, sendo padrinhos Gregório Dias Ramalho e Maria de Queiroz, mulher de Manuel de Moura Coutinho. 4.1.5. Rodrigo de Carvalho Coutinho, fal. a 25.2.1624, ib. Teve em Ângela Nunes, solteira, fal. a 25.2.1639, ib, dois filhos naturais. 4.1.5.1. (N) Francisco de Carvalho, morador em S. Pedro da Ermida. C. a 7.8.1628 em Stª Marinha c. Ângela Guedes. 4.1.5.1.1. Alexandre, herdeiro de seu tio, adiante. 4.1.5.1.2. Rodrigo, ib. 4.1.5.1.3. Francisco de Carvalho, ib. 4.1.5.2. (N) António de Carvalho, morador em Moreira, fal. a 14.6.1681 em Stª Marinha, deixando herdeiros seus sobrinhos Alexandre, Rodrigo e Francisco de Carvalho. C. a 20.8.1634, ib, c. Luiza Pinto, fal. a 4.3.1681, ib, filha de Gaspar Monteiro. S.g. 4.1.6. Jerónimo de Carvalho Coutinho, que obteve alvará de emancipação a 23.12.1610. C. em Stª Cruz do Douro com a herdeira da Torre de Cabeção. C.g. nos condes de Castelo de Paiva 4.1.7. Isabel Ozorio, fal. a 27.3.1654, ib. C. a 31.7.1601, ib (com escritura de dote de 11.6.1601), c. Paulo Camelo Alcoforado, co-senhor da quinta de Pepim, em Stª Marinha do Zêzere, onde fal. a 30.5.1624, deixando herdeira sua mulher, que era irmão de Jerónima que no mesmo dia casou com o pai desta Isabel, e de Manuel, que nesse mesmo dia casou com sua irmã Guiomar, acima. 4.1.7.1. Francisco Camelo Alcoforado, que c.c. Maria Ribeiro, irmã de seu cunhado, referido adiante. 4.1.7.1.1. Maria Camelo Alcoforado, que c. a 1ª vez c. Manuel Pinto de Azevedo (a). C. a 2ª vez c. Manuel de Magalhães Coelho (b), senhor da quinta do Freixo de Cima, no termo de Amarante, filho de António de Vabo Coelho e de sua mulher Maria Vilela de Magalhães. 4.1.7.1.1.1. (a) Antónia Camelo Ozorio, que c.c. seu primo António Camelo Alcoforado, referido acima. C.g. 4.1.7.1.1.2. (b) Antónia Jacinta Camelo, que c.c. António de Magalhães Coutinho. 4.1.7.2. D. Antónia Camelo Alcoforado, b. a 20.7.1619, ib, e fal. a 21.6.1637, ib. C. a 7.5.1635, ib, c. Francisco de Carvalho Pinto, filho de Luiz de Carvalho e de sua mulher Susana da Costa (12a), fal. a 25.9.1643, ib. C.g. nos Azeredo Pinto, da casa de Penalva. 4.1.7.3. António (Camelo), que como «António filho de Isabel dosouro de Pepim» foi dado por pai de um Antonio baptizado a 19.5.1638, ib. 4.1.7.4. Paulo Camelo, que foi padrinho em 1638, ib, sendo referido como «Paulo Camelo, solteiro, e sua irmã Maria, solteira, filhos de Isabel deSouro». Pode ser o Paulo Camelo casado com Paula de Queiroz, de Travaços, com geração. 4.1.7.5. Maria Camelo Alcoforado, ainda solteira em 1638, que c.c. Manuel Ribeiro, senhor da quinta de Fura-Casas. 4.1.8. Maria de Moura Coutinho, b. a 29.1.1589, ib, moradora na quinta de Travanca e fal. a 21.6.1639, ib, deixando herdeiro seu marido. C. antes de 1617 c. Gaspar de Carvalho, fal. a 32.8.1663, ib, filho de Pedro Jorge Pinto e de sua mulher Beatriz de Carvalho, que fal. a 23.1.1625, ib, deixando herdeiro este seu filho. 4.1.8.1. Miguel de Carvalho, b. a 1.10.1617, ib, que era cura de Stª Marinha em 1654. 4.1.8.2. Gaspar, b. a 1.1.1623, ib. 4.1.8.3. Francisco, b. a 20.5.1634, ib. 4.1.9. Jerónima de Carvalho Coutinho c. a 11.6.1631, ib, c. Baltazar Pereira Pacheco, n. em Frigil. 4.2. Rodrigo de Moura Coutinho, que segue no nº 5. 4.3. Sebastião de Moura Coutinho, fal. a 2.12.1604 na quinta de Entre-Águas, deixando herdeiro seu irmão mais velho Rodrigo. 5. Rodrigo de Moura Coutinho, cavaleiro fidalgo da Casa Real (1.10.1615), sucessor na quinta de Entre-Águas, onde n. cerca de 1552 e fal. a 29.5.1624, deixando herdeira sua mulher. Era «dos mais nobres e honrados do concelho», conforme se diz na IG do filho, e terá servido na vila da Feira, onde este filho nasceu. C. cerca de 1587 c. Antónia de Castro, n. em Gestaçô, fal. depois de 1637, ano em que é madrinha de um neto. Referida como «mulher mui nobre e principal», era filha de Fernão Rodrigues Picanço, n. em Gestaçô, parece que cavaleiro fidalgo da Casa Real, e de sua mulher Antónia Delgado, também nascida em Gestaçô, ambos «da mais nobre gente do concelho», conforme se diz na mesma IG. Esta Antónia Delgado, que Gaio diz ser filha de Gonçalo Delgado, comendador de Ulme na Ordem de Cristo, e de sua mulher Antónia Fernandes de Castro, aparece com este nome na IG do neto, mas seria também conhecida como Antónia Fernandes, pois em 1601 fal. em Stª Marinha de Zêzere uma Antónia Fernandes dita sogra de Rodrigo de Moura Coutinho. 5.1. Manuel de Moura Coutinho, sucessor na quinta de Entre-Águas, onde n. cerca de 1588. Foi tabelião do concelho de Baião (Ch. de D. Filipe II, 41, 128v). C. cerca de 1620 c. Maria de Queiroz, madrinha em 1623 em Stª Marinha, segundo Gaio filha de Gaspar Gonçalves de Araújo e de sua 1ª mulher Catarina de Queiroz, senhores da quinta de Moura Morta, em Penaguião. Teve ainda um filho natural, havido antes do casamento. 5.1.1. Álvaro de Moura Coutinho, escudeiro fidalgo da Casa Real (3.2.1677), sargento-mor de Baião, capitão da Ordenança de Stª Marinha de Zêzere e aí tabelião, etc. Sucedeu na quinta de Entre-Águas por acordo que fez com seu irmão Rodrigo, segundo informa Gaio. C.c. Leonor Tavares, filha de Paulo Coelho e de sua mulher Maria Tavares, moradores na quinta de Tarei, no termo da Feira. Teve ainda vários filhos bastardos. 5.1.1.1. Maria, b. a 1.4.1663, ib. 5.1.1.2. Diogo de Moura Coutinho, sucessor na quinta de Entre-Águas, onde nasceu, sendo b. a 10.7.1664, ib. Foi cavaleiro fidalgo da Casa Real (20.11.1686). Casou com D. Sebastiana Margarida de Castro, nascida e herdada em Mesão Frio, c.g. (12b) 5.1.1.3. Manuel Soares Coelho, que viveu na quinta de Tarei c.c. Angélica Mascarenhas, s.g. 5.1.1.4. (N) Maria de Moura, b. a 7.2.1649, ib, havida em Antónia de Queiroz. Casou a 30.5.1673, ib, com Jorge Gomes, do Casal, c.g. 5.1.1.5. (N) Domingos de Moura, também havido em Antónia de Queiroz. Casou a 5.4.1692, ib, com Antónia Camelo, filha de Diogo Rebello e Isabel Soares. 5.1.1.6. (N) Francisco de Moura Coutinho, b. a 11.2.1655, ib, havido em Ana da Fonseca. C.c. Bárbara de Castro, c.g. 5.1.1.7. (N) Manuel de Moura, havido em Maria do Vale. Casou a 3.10.1695, ib, Tomásia Vilela, filha de Francisco João e Maria Vilela, do lugar de Fonseca. 5.1.1.8. (N) Álvaro, b. a 1.12.1671, ib, havida em Maria Pereira. 5.1.2. Manuel de Moura Coutinho, abade de S. João de Gestaçô, onde ainda vivia em 1702. Teve filhas naturais em Maria de Queiroz (curiosamente o nome da mãe deste Manuel), moradora em Stª Marinha de Zêzere e já fal. em 1702. 5.1.2.1. (N) D. Maria de Moura Coutinho, b. a 26.4.1648, ib, sendo padrinho Domingos de Carvalho, de Travanca, que c.c. o Cap. Manuel da Fonseca Borges, senhores da casa das Quintãs, em Stª Marinha de Zêzere, onde viveram. 5.1.2.1.1. D. Maria Clara de Moura Coutinho, sucessora na casa das Quintãs, onde viveu. C.c. José Pinto Ferreira de Távora, senhor da casa de Azibeiro, em Gestaçô, filho de Jerónimo de Távora e de sua mulher Isabel Pinto de Almeida. 5.1.2.1.1.1. D. Maria Inácia de Moura Coutinho, que c. a 21.11.1731, ib, c. seu primo Manuel de Carvalho Coutinho, morador na quinta de Travanca, referido acima. 5.1.2.1.1.2. D. Josefa Caetana de Moura Coutinho, fal. a 30.10.1755, ib. C. a 18.2.1732, ib, c. Félix Coutinho da Cunha, fidalgo de cota de armas (20.8.1739), capitão-mor de Baião (31.10.1766), que fal. a 25.5.1773 na sua quinta das Casas Novas, em Stª Marinha, que herdou de seu tio Frei Salvador da Cunha Coutinho, abade de Stª Marinha de Zêzere. C.g. nos Cunha Coutinho, das Casa Novas, em Stª Marinha de Zêzere (13). 5.1.2.2. (N) D. Cristóvã de Moura Coutinho, que c. a 1ª vez c. André Pinto de Fonseca, morador no lugar de Campos, na freguesia Santa Maria de Penhalonga (Sobretâmega), filho de Manuel de Azevedo da Fonseca e de sua mulher Maria da Fonseca de Mello. C. a 2ª vez a 31.10.1702, em Penhalonga, c. Luiz Cardoso de Menezes, cavaleiro fidalgo da Casa Real, filho de Luís da Silva de Menezes e de sua mulher Maria de Seixas e Rebelo, já defuntos, moradores que foram no lugar do Casal, freguesia de Santa Madalena de Loivos da Ribeira (Sobretâmega), s.g. 5.1.3. Rodrigo de Moura Coutinho, n. em Stª Marinha, escudeiro fidalgo acrescentado cavaleiro fidalgo da Casa Real, com 750 réis de moradia (4.1.1681). Gaio diz que viveu em Cadeade. Casou com Antónia Camelo. Teve ainda dois filhos naturais em Maria, mulher solteira, havidos anyes do casamento. 5.1.3.1. Manuel de Moura Coutinho, b. a 31.3.1656, ib, sendo padrinhos Maria de Queiroz, de Entre-Águas, e seu filho Álvaro de Moura. Segundo Gaio teve uma filha natural, Maria Josefa, havida numa parenta de João Ribeiro. Acrescenta o mesmo autor que Manuel de Moura Coutinho matou o abade de Stª Marinha de Zêzere, do que foi culpado e condenado. 5.1.3.2. Rodrigo de Moura, b. a 7.7.1658, ib, sendo padrinhos Jerónima de Carvalho, de Stª Cruz, e Diogo de Moura Coutinho, de Frende. Gaio diz que não teve geração e foi igualmente culpado e condenado pela morte do abade de Stª Marinha. Deve ser o Rodrigo de Moura que teve de um filho natural de Isabel João, solteira de Gestaçô. 5.1.3.3.1. ?(N) Rodrigo de Moura, que terá n. em Gestaçô cerca de 1665 e c. a 16.7.1691 em Covelas c. Maria Camelo, b. a 7.8.1672, ib, filha de Francisco Camelo e Antónia Camelo. C.g. 5.1.3.3. Diogo de Moura Coutinho, b. a 13.9.1660, ib. Gaio diz ter tido um casal em Pepim e ter sido também culpado e condenado pela morte do abade de Stª Marinha. 5.1.3.4. (N) Maria, b. a 13.6.1642, ib. 5.1.3.5. (N) Diogo, b. a 29.8.1645, ib. 5.1.4. Sebastiana 5.1.5. Maria, b. a 24.5.1632, ib, sendo padrinhos Álvaro de Moura, da vila da Feira, e Ângela Camelo, mulher de Vicente de Moura, de Frende. 5.1.6. Francisco, b. a 5.6.1637, ib, sendo padrinhos Francisco de Moura, solteiro, e Antónia de Castro, viuva de Barbedo, avó do baptizado. 5.1.7. (N) Manuel de Moura Coutinho, n. cerca de 1610, antes do casamento de seu pai, havido em Maria Marques, solteira, filha de Pedro Marques e sua mulher Leonor Gomes. C. cerca de 1637 c. Paula Pinto, filha de Duarte Pinto e de sua mulher Maria Ribeiro, moradores na sua quinta da Cal, em Gatão, no termo de Amarante. 5.1.7.1. ?Lourenço de Moura Coutinho, abade de Santiago da Faia (era-o em 1680). 5.1.7.2. Manuel de Moura Coutinho, n. cerca de 1638, senhor da quinta da Fonte, em Santiago da Faia, que teve por sua 1ª mulher, onde viveu e fal. a 13.9.1711, sendo sepultado na igreja de Stª Senhorinha. C. a 1ª vez antes de 1663 c. Esperança da Grã de Meirelles (a), que Gaio diz que estava recolhida no convento do Salvador de Braga, que ainda vivia em 1668, filha herdeira de Francisco de Faria de Macedo (13a), senhor da dita quinta da Fonte, onde fal. a 24.7.1657, e de sua mulher Catarina da Grã de Meirelles, fal. a 15.5.1652, ib. C. a 2ª vez antes de 1695 c. D. Isabel Maria de Barros (b), filha de João da Maia Machado, sargento-mor de Montelongo, e de sua mulher Mariana de Barros. Antes do casamento, Manuel de Moura Coutinho teve em Joana, solteira das Terças, uma filha natural. 5.1.7.2.1 (N) Senhorinha de Moura Pinto Coutinho, n. cerca de 1662 e que vivia com seu pai na quinta da Fonte, onde c. a 1.7.1686 c. João Gomes de Carvalho, senhor da casa de Fundevila, em Vides (Pedraça), casa que a justificação de nobreza de um seu bisneto diz que «era e ainda é de grande representação neste concelho e das principais». 5.1.7.2.1.1. Manuel de Moura Pinto Coutinho, sucessor na casa de Fundevila, b. a 1.5.1687 em Pedraça, sendo padrinho seu avô Manuel de Moura Coutinho. Já era capitão da Ordenança de S. Miguel de Refoios em 1708 e depois foi capitão da Ordenança de Stª Senhorinha, onde era capitão-mor seu sogro e tio. C. a 29.12.1712 c. sua prima-direita D. Joana de Moura e Magalhães, senhora da casa de Odela, referida adiante, onde segue. 5.1.7.2.1.2. David de Moura Coutinho 5.1.7.2.2. (a) D. Mariana de Moura Coutinho, b. a 21.10.1663, ib, sendo padrinho Rodrigo de Moura Coutinho, e fal. a 20.11.1712 na casa de Odela . C.c. António de Magalhães, capitão-mor de Stª Senhorinha (Cabeceiras de Basto) e aí senhor da casa de Odela, onde fal. a 10.8.1713.
5.1.7.2.2.1.
D. Joana de Moura de Magalhães, que sucedeu na casa de Odela
(gravura). 5.1.7.2.2.1.1. Manuel José, b. a 16.8.1713 em casa e fal. logo depois. 5.1.7.2.2.1.2. Luiz Carlos de Moura Coutinho Pinto de Magalhães, b. Diogo a 17.5.1715, ib, senhor das casas de Fundevila e de Odela, que tirou ordens menores a 10.12.1735 em Braga e fal. a 3.9.1780 na casa de Odela. C. a 26.6.1746 c. D. Senhorinha Eufrásia Ferreira da Silva (14), n. a 25.5.1720 no Arco de Baúlhe e fal. a 10.11.1783 na casa de Odela, c.g., nomeadamente nos Corrêa Teixeira de Vasconcellos de Portocarrero (14a). 5.1.7.2.2.1.3. Manuel José de Moura Pinto de Magalhães, b. a 12.4.1717, ib, que tirou ordens menores em Braga com seu irmão. 5.1.7.2.2.1.4. Cap. Estêvão António de Moura de Magalhães Pinto, b. António a 22.12.1720, ib, que viveu na casa de Odela e c.c. D. Josefa Francisca Ferreira da Silva, prima-direita de sua cunhada, c.g. (15). 5.1.7.2.3. (a) Francisco de Moura Coutinho, b. a 13.3.1665 na Faia, que c.c. sua prima D.Joana, filha de Luiz da Maia Machado, s.g. 5.1.7.2.4. (b) Paula Joana de Coimbra e Mariz, b. a 19.9.1695 na Faia, sendo padrinho Diogo de Moura Coutinho, de Mesão Frio. C. a 13.6.1721, ib. c. André da Cunha e Vasconcellos, senhor da quinta de Tardinhade, em Gatão, filho sucessor de João de Magalhães Vilela e de sua mulher Isabel de Sequeira de Macedo. C.g (16). 5.1.7.2.5. (b) Francisco, b. a 22.10.1697, ib. 5.1.7.2.6. (b) Fernão da Maia Machado, b. a 5.2.1699, ib, e fal. solt. depois de 1768. 5.1.7.2.7. (b) Manuel, b. a 28.3.1702, ib. 5.1.7.2.8. (b) José, b. a 2.5.1704, ib. 5.1.7.2.9. (b) Josefa, b. a 26.3.1708, ib, sendo padrinho seu sobrinho o Cap. Manuel de Moura Coutinho, referido acima. 5.2. Diogo de Moura Coutinho, cavaleiro fidalgo, familiar do Stº Ofº (28.8.1628), «homem nobre» nascido cerca de 1589 na vila da Feira, onde vivia em 1628. C. na vila da Feira em 1625 c. Leonor de Pinho, nascida na Feira e «gente nobre», filha de Vicente de Pinho, «que fora enqueridor e dos milhores da Terra da Feira», e de sua mulher Antónia Moreira, «mulher nobre o virtuosa»; neta paterna de Duarte Pinto, «da nobreza da vila da Feira», e de sua mulher Antónia de Pinho; neta materna de Marcos Moreira e sua mulher Leonor Caldeira, «gente nobre da Feira», c.g. Gaio diz que c. 2ª vez c. Catarina Pinto, filha de João Luiz e de sua mulher Isabel Pinto de Macedo, moradores na sua quinta de Covelas, em S. Martinho de Mouros, c.g. 5.3. Francisco de Moura Coutinho, nascido em Stª Marinha do Zêzere, onde viveu e foi senhor da quinta de Bouças. C.c. Damásia de Azevedo, nascida em Mesão Frio, filha de Francisco de Azevedo Cerqueira e de sua mulher Briolanja Soares, moradores em Mesão Frio. 5.3.1. D. Isabel de Cerqueira de Azevedo, n. em Mesão Frio, onde c. a 16.9.1674 c. Fradique Lopes de Souza, fidalgo da Casa Real, 6º morgado de Bordonhos e 14º senhor desta casa (S. Pedro do Sul), nascido no Ladário (Sátão) e morador em Viseu, filho de Diogo Lopes de Souza, fidalgo da Casa Real, 5º morgado de Bordonhos, nascido em Vouzela, e de sua mulher D. Eufémia Pereira, nascida no Ladário. Aquele Fradique era irmão de André de Souza da Cunha, prior da Colegiada de Barcelos e comissário do Stº Ofº. 5.3.1.1. Diogo Lopes de Souza, b. a 9.8.1675 em Bordonhos, 7º morgado de Bordonhos, 9º morgado do Pinheiro, em Stª Mª de Alheira (Barcelos), etc., fidalgo cavaleiro da Casa Real (10.11.1693), cavaleiro da Ordem de Cristo, familiar do Stº Ofº (13.3.1699). C. a 1.10.1705 em Santar (com IG do Stº Ofº de 8.2.1705) c. D. Maria Josefa de Castello-Branco, senhora da casa da Fidalga, em Santar, irmã de Manuel de Almeida Castello-Branco, familiar do Stº Ofº (7.7.1702). C.g. na casa de Bordonhos. 5.3.1.2. D. Margarida Isabela de Souza, que c.c. Leonardo Lopes de Azevedo, 24º senhor do couto de Azevedo, 16º morgado da vila de Souto, morgado do Passo, moço fidalgo da Casa Real (9.12.1699), familiar do Stº Ofº, etc. C.g. na casa de Azevedo. 5.3.1.3. D. Damásia de Souza, que c.c. Luiz Gomes de Abreu, c.g. extinta. 5.3.2. Francisco de Moura Coutinho, abade. 5.3.3. D. Maria de Azevedo, b. a 4.11.1647, ib, sendo padrinhos o morgado de Loivos Jerónimo de Távora e Francisco de Azevedo, sogro de Francisco de Moura. Fal. solt. 5.3.4. D. Antónia de Moura Coutinho, b. a 25.5.1649, ib, sendo padrinhos Manuel de Sequeira, de Lamego. Fal. solt. 5.3.5. D. Helena de Robles, b. a 14.11.1650, ib, sendo padrinhos António Rodrigues Barbosa, do Porto, e Maria Pinto, mulher de Manuel de Mesquita, da vila de Mesão Frio. Fal. solt. 5.3.6. D. Damásia de Azevedo, freira em Arouca, foi b. a 29.8.1658, ib, sendo padrinhos Álvaro de Moura Coutinho, da quinta de Entre-Águas, e Isabel Botelho, mulher de Francisco de Carvalho, da Granja. 5.4. Rodrigo de Moura Coutinho, capitão de Infantaria, que viveu na sua quinta de Barbude, segundo Gaio, que acrescenta que casou com uma filha dos senhores da casa da Praça, na vila da Feira. Destes deve ser filho o Álvaro de Moura (Coutinho) que em 1632 vivia na Vila da Feira. 5.5. Vicente de Moura Coutinho, que viveu em Frende (vivia aí com sua mulher em 1632) e foi escrivão dos órfãos de Baião (CFIII, 36, 87v). C.c. Ângela Camelo, filha de Nuno Vaz Guedes, de Sedielos, e de sua mulher, Maria Camelo, de Frende. C.g. (Deles foram filhos Rodrigo de Moura Coutinho, que tirou IG no Porto para ordens menores a 16.5.1645, e Diogo de Moura Coutinho, que casou com D. Joana de Magalhães, de Cidadelhe, filha de António de Magalhães Coutinho, de Cidadelhe, e sua mulher D. Maria Pinto, de Vila da Feira, e foram pais de Francisco de Magalhães Coutinho, natural de Frende, que tirou IG no Porto para ordens menores a 2.1.1702. Deste Francisco de Magalhães Coutinho foi certamente irmão Diogo de Moura Coutinho casado com Maria Martins, pais de Manuel de Moura Coutinho casado com Antónia Carneiro (filha de Francisco Luiz e sua mulher Antónia Carneiro), sendo estes pais de outro Francisco de Magalhães Coutinho, natural de Stª Marinha de Zêzere, que tirou IG no Porto para ordens menores a 26.2.1712). 5.6. Cristóvã de Moura Coutinho, que c.c. João Monteiro, segundo Gaio, c.g.
Porto, 2000
1 - Irmão de Gonçalo Teixeira, que casou com Beatriz Correa, filha de Francisco Anes de Torres e de sua 1ª mulher Beatriz Correa. A 18.7.1446 D. Afonso V nomeia Gonçalo Teixeira, escudeiro e monteiro da sua Casa, para o cargo de almoxarife da portagem régia da cidade de Lisboa, em substituição de Garcia Afonso, que morrera. A 26.8.1451 o mesmo rei nomeia novamente Álvaro Pires, morador em Lisboa, escudeiro de Gonçalo Teixeira, cavaleiro, almoxarife da portagem da cidade de Lisboa, e a seu pedido, para o cargo de requeredor da portagem nessa cidade. A 16.6.1455 D. Afonso V nomeia por 5 anos Gonçalo Teixeira, almoxarife da portagem de Lisboa, para o cargo de coudel da vila de Alenquer e seu termo, em substituição de João de Avelar, que acabou o tempo de exercício do cargo. 2 - Irmã de: 1) Diogo Gonçalves de Macedo, sucessor nos bens da coroa de seu pai. A 26.6.1425 D. João I dá a Diogo Gonçalves de Macedo, morador na cidade de Évora, filho lídimo e herdeiro de Martim Gonçalves de Macedo, 300 libras das dizimas ae portagem de Bragança como tinha seu pai. A 8.1.1434 D. Duarte confirma-lhe a sucessão nos bens da coroa de seu pai. No mesmo dia, D. Duarte confirma a Diogo Gonçalves de Macedo, criado de D. João I, a doação de vários bens na cidade de Évora que o dito D. João I lhe doara a 30.8.1424 e que tinham sido de Gomes Martins Zagallo. Casou com uma filha de Fernando Afonso, vassalo, morador em Évora., com geração; 2) e de Diogo Martins de Macedo, fidalgo da Casa do infante D. Fernando, que a 18.10.1454 obtém de D. Afonso V a nomeação de um seu criado para porteiro da correição de Trás-os-Montes, sendo este certamente o pai da 2ª Joana Martins de Macedo que casou com o 2º Pedro Teixeira. Todos filhos de Martim Gonçalves de Macedo, que esteve na batalha de Aljubarrota onde, segundo a crónica de Dom João I, acudiu a este rei, que a 27.5.1385 lhe deu a aldeia e os direitos reais de Outeiro de Miranda (L1,171v e L2,170), a dízima da portagem de Bragança (L2,65v), as aldeias de Algoselho e Pindelo no termo Miranda (L1,87v) e vários bens em Miranda (L1,87v), e de sua mulher Catarina Anes, morgada de S. Braz de Vila Real, que ainda vivia, viúva, a 22.2.1433, quando fez uma escritura no tabelião João Anes, e que era filha de João Pires, escolar, que instituiu um morgado com capelas, rendas e hospital (morgadio de S. Braz de Vila Real), cuja administração é a 2.12.1472 confirmada a seu bisneto João Teixeira de Macedo. 2a - Manuscrito genealógico de Frei Teodoro de Melo, de 1730, que Gaio refere e está nos Reservados da BMP. A informação sobre a localização deste manuscrito devo-a a José António Reis. 3 - Os dados deste Rui Teixeira de Macedo, suas filhas e netos foram investigados por Antonino Maurício Fernandes 4 - Que também aparece como Melchior ou Belchior de Leão Geraldes. Vide «A Carta de Armas de Júlio Giraldes de Vasconcellos», Lisboa 1978, de António de Sousa Lara. 5 - Casas hoje na posse de sua descendente D. Maria Camila Vitória de Vasconcellos Carneiro Pinto de Souza Machado de Portocarrero, sogra do autor. 6 - Vide «A Carta de Armas de Júlio Giraldes de Vasconcellos», ib 7 - Pais de Jorge de Oliveira Pinto, n. cerca de 1508 em S. Miguel de Poiares (Régua) e falecido cerca de 1552 em Pedorido, fidalgo da Casa Real, senhor da quinta do Barral, em S. Cipriano de Aregos, e da governança de Castelo de Paiva, que casou a 1ª vez com Helena de Macedo e a 2ª vez com D. Guiomar da Cunha, senhora da casa do Padrão de Belmonte, na cidade do Porto, e da quinta de Santa Ovaia, em Pedorido, etc., irmã de Jerónimo da Cunha, senhor da torre de Portocarreiro, da quinta do paço de Valpedre, etc. Do 2º casamento foi filho sucessor o capitão Manuel da Cunha Coutinho de Portocarreiro, que instituiu o morgadio de S. Tiago de Melres (Gondomar), onde viveu e fal. a 10.11.1625, que nesta ano da sua morte sucedeu ao antedito seu tio Jerónimo como senhor da torre de Portocarreiro, da quinta do paço de Valpedre, etc. Vide «Os Portocarreiro ou Portocarrero. Estudo complementar». 8 - Vide «Os Portocarreiro ou Portocarrero. Estudo complementar». Era filho de D. João Lopes de Ozorio, comendatário de Paço de Sousa (5.11.1484). 9 - Irmão de: 1) Luiz Homem de Carvalho, que viveu na quinta de Passos, onde fal. solt. s.g., tendo sido o herdeiro nomeado no óbito de seu pai; 2) Cristóvão Homem, que viveu na quinta de Passos, onde fal. a 20.10.1615, c.c. Ana Leitão, da casa da Foz, em Covelas, fal. a 14.7.1603 em Stª Marinha, c.g.; 3) António de Carvalho, que viveu na quinta de Passos c.c. Domingas Jorge Pinto, fal. a 1.3.1612, ib, filha de Jorge Pinto e sua mulher Mariana Aranha, já referidos; 4) Beatriz de Carvalho, fal. a 23.1.1625, c.c. Pedro Jorge Pinto, morador na quinta de Travanca, onde fal. a 16.11.1620, irmão da referida Domingas; 5) Luiz de Carvalho, morador na quinta de Passos, onde fal. a 9.11.1627, c.c. Susana da Costa. Francisco de Carvalho teve ainda uma filha natural, havida em Isabel Nunes, de nome Luiza de Carvalho que c. a 21.9.1616 c. Gonçalo Teixeira. 10 - Deve ser irmã de um Francisco de Carvalho que fal. a 10.4.1600 em Stª Marinha do Zêzere vítima de uma «saquada» que lhe deu Francisco Camelo, filho de Manuel Camelo, achando-se também culpado nesta morte um Fernão Rebello (morador em S. Tomé de Valadares, c.c. Antónia Camelo). 10a - Deste casamento nasceram, pelo menos, um Manuel, b. a 12.7.1602, ib, um Diogo, b. a 3.12.1603, uma Antónia, b. a 26.7.1605, ib, um Jerónimo, b. a 1.3.1608, ib, um António, b. a 26.6.1609, ib, e uma Maria, b. a 23.3.1610, ib. 11 - CJIII, 67, 122. António Camelo Alcoforado era filho de João Camelo e de sua mulher Ana Dias Alcoforado. Este João Camelo seria filho legitimado de João Camelo de Souza, abade de Valadares (Baião) e de Beatriz Pires, solteira, e neto paterno de Álvaro Gonçalves Camelo, senhor de Baião, e de sua mulher D. Inez de Souza. Aquela Ana Dias Alcoforado era filha de Álvaro Gonçalves Alcoforado, que as genealogias dizem que era frei e comendador da Ordem de Cristo, pelo que Ana Dias seria filha natural. Desta Ana devia ser irmã mais velha Genebra Alcoforado ou Genebra Isabel Alcoforado casada com João Gonçalves de Castilho. Este Álvaro Gonçalves Alcoforado era filho de outro Álvaro Gonçalves Alcoforado, fidalgo da Casa do conde de Ourém, que a 12.10.1450 teve de D. Afonso V uma tença anual de 10.000 reais de prata pelo dote de 1.000 coroas de ouro que o rei lhe dera pelo casamento com Isabel Gomes, donzela da Casa Real. Este último Álvaro Gonçalves, que em 1451 foi coudel de Miranda, Linhares, Penas Roias e Bemposta, era irmão de Rui Gonçalves Alcoforado, senhor de Bemposta, ambos filhos de Martim Gonçalves Alcoforado, senhor de Bemposta, netos de Rui Gonçalves Alcoforado, senhor de Bemposta, e bisnetos de Gonçalo Peres Alcoforado, do tronco desta linhagem. 12 - Vide «Portocarreros do Palácio da Bandeirinha», ib. 12a - Mãe de Francisco de Carvalho, Diogo e Feliciana, moradores em Stª Marinha, e de António, morador na freguesia de S. Tomé. 12b - Seu filho sucessor João Carlos de Moura Coutinho justificou a sua nobreza a 5.4.1734 perante o juiz de Mesão Frio Diogo Guedes de Mesquita. Este João Carlos nasceu em Mesão Frio e viveu na sua quinta de Entre-Águas. Teve um filho de sua parente Luiza Maria Soares Coelho, natural da freguesia de S. Mamede de Travanca, Feira (que depois casou com Domingos da Fonseca do Amaral), filha de Manuel Soares Coelho, nascido na sua quinta de Tarei, em Travanca, e de sua mulher Antónia Maria, natural de Travanca e ai moradores. O dito filho foi Luiz Diogo de Moura Coutinho, sucessor, nascido Stª Marinha de Zezere e legitimado por carta real de 13.5.1726, que era morador em Mesão Frio quando foi familiar do Stº Ofº a 22.5.1733. Foi ajustado para casar, com autorização do Stº Ofº de 1739, com D. Josefa Maria Leite de Vasconcellos, n. a 21.3.1725 em Sanhoane, que estava recolhida no convento de Moimenta (Sanhoane), filha de José Luiz de Queiroz, natural de Sanhoane, e de sua mulher D. Isabel Luiza, natural de Moura Morta, moradores em Sanhoane, neta paterna de Luiz Botelho de Queiroz, natural de Sanhoane, e de sua mulher Doroteia Correa, natural de Vila Marim, moradores em Sanhoane, e neta materna de Manuel Cerqueira de Almeida, natural de Sedielos, e de sua mulher D. Antónia de Vasconcellos, natural de Peso da Régua, moradores em Moura Morta. C.g. 13 - Vide «Carvalhos de Basto», Volume IV, pág. 291. 13a - Filho do Dr. Francisco de Faria de Magalhães e de sua mulher Ana de Andrade de Macedo, senhora da quinta da Fonte. De Francisco de Faria de Macedo e de sua mulher foi ainda filha Serafina de Andrade da Grã c. a 2.2.1559 na Faia c. Bento da Maia Machado, filho de Matias de Freitas e de sua mulher (não nomeada). A mulher de Francisco de Faria, Catarina da Grã de Meirelles, era filha de Francisco da Grã de Moraes e de sua mulher Margarida Rebello de Meirelles. 14 - Irmã, entre outros, de João Carneiro da Silva, abade de Pedraça (Cabeceiras de Basto), filhos de João Carneiro da Silva e de sua mulher (c. a 10.1.1695 em Pedraça) Senhorinha Ferreira da Silva; netos paternos de Inácio Carneiro da Silva e de sua mulher (c. a 11.6.1666 em Pedraça) Serafina de Campos. Este Inácio era irmão de outro João Carneiro da Silva, abade de Pedraça, ambos filhos de Jorge Carneiro da Silva, familiar do Stº Ofº (2.1.1657), capitão de Infantaria, senhor da quinta de Alvação, em Alvite, onde era «homem nobre que vivia de suas fazendas à Lei da Nobreza», e de sua mulher Margarida Rebello de Meirelles, n. em S. Martinho de Cabeceiras, irmã do Dr. Miguel Rebello de Andrade, senhor da quinta Stº Antoninho, em Cabeceiras, e de Frei Tomaz de Basto, geral da Ordem dos Jerónimos. Jorge Carneiro da Silva e seus irmãos eram filhos de Pedro Carneiro (irmão do Padre António Carneiro e de João Barbosa) e de sua mulher Leonor Francisca da Silva, moradores na dita quinta (sendo esta Leonor irmã do Dr. Marcos Francisco Coelho, desembargador, que viveu em Braga); neto paterno de Afonso Gonçalves e sua mulher Catarina Gonçalves; neto materno do Padre Gregório Francisco Pereira, da Taipa, e de Margarida Gonçalves, solteira de S. Miguel de Refoios. Margarida Rebello de Meirelles era filha de António Rebello de Meirelles e de sua mulher Senhorinha João Teixeira; neta paterna de António Álvares, morador e grande proprietário em Arco de Baúlhe, e de sua mulher Camila Rebello de Meireles; neta materna de João Gonçalves Teixeira e de sua mulher Juliana Fernandes. Aquela Camila Rebello de Meirelles era filha de Álvaro de Meirelles Rebello, capitão-mor de Cabeceiras de Basto, senhor a quinta de Vilar, em S. Tiago da Faia, e da quinta de Caínhos, em Stª Senhorinha de Basto, e de sua mulher (casados cerca de 1550) Camila Leite de Moraes. Este Álvaro era filho de Cristóvão Rebelo de Meireles, senhor da quinta de Marinhão (Moreira de Rei), e de sua mulher Maria de Andrade, dama do Paço. Cristóvão Rebelo de Meireles, escudeiro da Casa de Dom João III, tabelião e escrivão da Câmara e almotaçaria do concelho de Montelongo, escrivão das sisas e órfãos do mesmo concelho, e tabelião do público, judicial e órfãos do couto de Moreira de Rei, era filho do Dr. Fernão Nunes (de Meireles), que o antecedeu nestes cargos e ofícios e viveu em Guimarães (neto de Nuno de Meireles, o 1º do nome), e de sua mulher Maria Rebelo, filha de João Álvares Rebelo e sua mulher Aldonça Gonçalves (de Macedo). A dita Maria de Andrade era filha de Rui Pires de Gouvea, moço fidalgo da Casa de D. João III, que viveu em Santa Cruz de Lumiares (Armamar) onde foi ouvidor do duque de Coimbra, e sua mulher Leonor de Andrade; neta de Martinho Vaz de Gouveia, fidalgo da Casa Real e do Conselho de D. Manuel I (1518), que a 16.7.1512 deu quitação a sua sogra D. Mayor de 50.000 reais que esta lhe devia do dote de casamento, e de sua mulher D.Joana de Távora, que teve mercê das ditas saboarias de Portalegre em 1526, filha esta de Gomes Ferreira, porteiro-mor de D. João II, que recebeu ordens menores em Braga a 18.12.1456, moço fidalgo (1462) e cavaleiro fidalgo (1474) da Casa de D. Afonso V, e de sua mulher (casados em 1486) D. Mayor de Sottomayor, nascida em 1466, filha de D. Pedro Álvares de Sottomayor, o célebre Pedro «Madruga», 12º senhor de Sottomayor, conde de Caminha (4.3.1476) e visconde de Tui (referido como tal em carta real de 5.6.1476), etc., e de sua mulher (casados em 1465) a portuguesa D. Tereza de Távora, falecida em 1496, filha de Álvaro Pires de Távora, senhor de Távora e Mogadouro e dos direitos reais de Caminha e Vila Nova de Cerveira, etc., e de sua mulher D. Leonor da Cunha. Daquele Jorge Carneiro da Silva, que ficou acima, e de sua mulher Margarida Rebello de Meirelles, foi ainda filha D. Jerónima da Silva que casou com o Dr. Domingos Ribeiro Falcão e foram pais de Gervásio Ribeiro da Silva, que vivia na sua quinta de Alvação quando teve carta de armas a 15.10.1739 para Ribeiro, Silva, Coelho e Abreu. 14a - Vide «Carvalhos de Basto», Volume VII, pág. 360, e «Quinta do Maravedi. Subsídios para a sua História», Gaia 1994, do autor deste estudo. De Luiz Carlos de Moura Coutinho Pinto e Magalhães e sua mulher foi filho sucessor Baltazar Luiz de Moura e Magalhães que casou com D. Tereza Angélica Teixeira Falcão e Andrade, que foram pais de D. Ana Emília de Moura Pinto de Magalhães e Andrade, casada com seu primo Bernardo Teixeira de Abreu Falcão e Andrade, último capitão-mor de Basto, e de D. Maria Benedita de Moura Teixeira de Magalhães e Andrade casada com Manuel Corrêa Pacheco Pereira de Noronha e Silva, senhor das quintas do Valinho (Beire) e do Maravedi (Gaia). 15 - Destes foi filho o Cap. Lourenço José de Moura de Magalhães Pinto, fidalgo de cota de armas (27.9.1821), com carta de brasão para Moura, Magalhães, Silva e Ferreira e justificação de nobreza de 17.8.1821 (ANTT). 16 - Vide «Carvalhos de Basto», Volume V, pág. 223. |
|||||
|
. |
||||||