regresso à bibliografia

 Manuel Abranches de Soveral

 

 

 

Paiva Brandão, de Braga

- uma descendência em Gondomar

     

1.           Filipe de Paiva Brandão [1] , cavaleiro, cidadão de Braga (1540), procurador do concelho em 1545, Escudo esquartelado de Paiva e Brandão (infografia de Manuel Abranches de Soveral)escrivão do Eclesiástico em 1545 e 1557, nascido entre 1505 e 1515 e falecido antes de 1565. Viveu na casa do prazo de D. Gualdim, na rua do mesmo nome, com seus sogros, tendo sucedido a seu pai em bens em Braga e Lisboa. Era irmão de João de Paiva, cónego da Sé de Braga (5.8.1547), que tirou inquirições de genere em Braga em 1557, ambos filhos legitimados, por carta real de 3.9.1528, de João Álvares de Paiva, capelão do arcebispo de Braga D. Diogo de Souza, com quem foi para esta cidade em 1505, e de Ana Maria, moça solteira. Alão e Manso de Lima não referem este João Álvares de Paiva e sua descendência. Gaio [2] di-lo filho de Diogo de Paiva Brandão e neto Diogo Lopes Brandão e sua mulher D. Joana de Paiva. Mas Alão [4] diz que esta era D. Joana de Pavia e não Paiva, filha de Jorge de Pavia Perestrello, e que só tiveram um filho, Fernão Brandão, que morreu sem geração, sucedendo os primos nos seus morgadios. Este Diogo Lopes Brandão era neto de outro homónimo, que se documenta em Évora entre 1436 e 1453, nascido cerca de 1390, do tronco desta linhagem. O patronímico de João Álvares de Paiva na verdade indica um pai Álvaro e não Diogo, como diz Gaio, sem indicar a fonte em que se baseia. Por outro lado, o filho primogénito de Filipe de Paiva Brandão chamou-se João Gomes de Paiva, o que, no caso, indicia um avô ou bisavô Gomes. É certo que se documenta um Diogo de Paiva, que D. João II confirmou a 13.6.1482 como juiz dos órfãos de Tavira e seu termo, e que já a 3.7.1475, sendo escudeiro do conde de Faro, fora nomeado vitaliciamente por D. Afonso V para este cargo, e a 5.11.1472 teve carta de perdão do mesmo rei, por ter sido acusado por sua sogra, Mor Rodrigues, do roubo de uma arca, mediante instrumento público de perdão feito a seu favor a 10.4.1472 e tendo pago 500 reais para a Piedade. Mas o patronímico de João Álvares aponta para que na verdade fosse filho de um Álvaro de Paiva, e também se documenta um na cronologia certa e de geografia mais adequada, uma vez que João Álvares de Paiva foi para Braga com o arcebispo D. Diogo de Souza, que era um beirão e antes tinha sido bispo do Porto. Trata-se do Álvaro de Paiva, morador na vila de Vouzela, que esteve nas tomadas (1471) de Arzila e Tânger e nas guerras com Castela, e que a 23.8.1484 foi nomeado por D. João II para tabelião do concelho de S. Pedro do Sul. Já a 6.11.1471 D. Afonso V perdoara a justiça régia a Álvaro de Paiva, criado de D. Henrique de Castro, acusado de ter tentado matar Lançarote Rodrigues, na sequência do perdão geral outorgado aos homiziados que serviram na armada e tomada da vila de Arzila e cidade de Tânger, bem como mediante o perdão das partes. A 25.8.1481 o mesmo rei perdoou a justiça régia e cinco anos de degredo para Arzila a Álvaro de Paiva, morador na vila de Vouzela, por palavras injuriosas e desobediência a Afonso Lopes de Almeida, juiz dessa vila, mediante o instrumento público de perdão feito a seu favor, tendo pago 1.200 reais para a Piedade. A 28 de Junho do mesmo ano voltou a perdoar a justiça régia a Álvaro de Paiva, morador em Vouzela, acusado de renegar Deus, Santa Maria e dos seus Santos, tendo pago 800 reais para a Arca da Piedade. E no mesmo dia perdoou a justiça régia a Álvaro de Paiva, morador no concelho de Lafões, acusado de, na companhia de outros, ter morto Lopo Soares, filho de Lopo Dias, morador em Entre-os-Rios, na sequência dos serviços prestados na guerra com Castela. Este Álvaro de Paiva terá nascido entre 1440 e 1450 e devia ser irmão do Pedro de Paiva que foi tabelião de Lamego (5.1.1487) e escrivão da Correição da Beira (22.2.1488) e do Gomes de Paiva a quem D. João II a 15.6.1486 doou bens em Fráguas e a 20.4.1492 deu carta de perdão, que é certamente o homónimo que casou cerca de 1488, em Sátão, com Isabel de Albuquerque. [3]   Devendo os três ser filhos do Gomes de Paiva  escudeiro do bispo de Coimbra, que a 22.7.1450 D. Afonso V nomeou juiz dos resíduos de todos os lugares do almoxarifado da Guarda, e o Gomes de Paiva, morador em Santa Marinha (de Seia), que a 1.11.1453 o mesmo rei nomeou coudel da dita vila e seus termos, em substituição de Pedro Anes de Tourais, que terminara o seu tempo de serviço. A passagem destes Paiva da região da Guarda/Seia para a região do Dão/Lafões pode ter ficado a dever-se ao casamento, cerca de 1470, do referido Álvaro de Paiva com uma irmã de Álvaro Afonso Brandão, escudeiro morador em Midões e progenitor dos Álvares Brandão de Travanca de Lagos, ou com uma filha de Gonçalo Gil Brandão, também de Midões, e certamente parente do anterior, que foi pai da Violante Machado que casou com Gonçalo Nunes Coelho (de Miranda), com geração nos Brandão daí. Há ainda um terceiro Gomes de Paiva, clérigo, beneficiado na Sé de Lisboa, a quem D. Afonso V a 10.8.1462 concedeu licença para comprar herdades até à quantia de 1.000 reais. Que parece ter tido filhos naturais, pois a 15.5.1469 o mesmo rei perdoou a justiça régia a Catarina Afonso de Leiria, mulher solteira, moradora na cidade de Leiria, pelo tempo que vivera em pecado sendo manceba de Gomes de Paiva, beneficiado na Sé de Lisboa, de quem era servidora, contanto que não cometa o mesmo pecado. E houve ainda um quarto Gomes de Paiva, escudeiro, morador na Guarda, que a 4.3.1471 foi legitimado por carta real, como filho de Pedro Anes, clérigo de missa e prior da Igreja de Stª Maria de Covas, no julgado de Lagos (da Beira), e de Teresa Gonçalves, mulher solteira, tendo antes sido reconhecido pelo pai em instrumento público de 24.12.1468. Pela cronologia, este último Gomes de Paiva não parece poder identificar-se com o homónimo que foi nomeado juiz em 1450, conforme ficou referido acima, pelo que, dada a geografia o onomástica, devia ser seu sobrinho, o que significa que o dito prior Pedro Anes seria irmão do juiz. E, sendo assim, eram ambos filhos de um João, que se estima nascido entre 1380 e 1400, que talvez seja o João Soares de Paiva, cavaleiro do infante D.Pedro, que a 4.2.1440 D. Afonso V nomeou vedor das taracenas régias na cidade do Porto e a quem a 8.5.1450 doou as aldeias de Golfar e Casal de Álvaro em Riba de Águeda, com todas as rendas, foros, direitos, pertenças e jurisdição, excepto as correições e alçadas. Este João Soares, seguramente da linhagem-chefe dos Paiva, seria irmão de Diogo Soares de Paiva, que casou, sem geração e certamente já velho, com Joana de Azevedo, depois mulher de Martim Coelho, 3º senhor de juro e herdade de Felgueiras e Vieira. Com efeito, a 30.8.1442 D. Afonso V doou a Joana de Azevedo, donzela da Casa do conde de Barcelos, uma tença anual de 10.000 reais de prata, pagos pelo almoxarifado régio de Vila Real, a partir de 1 de Janeiro de 1442, prometidos aquando do seu casamento a seu marido, Diogo Soares de Paiva, que morrera. E a 30.4.1440 o mesmo rei nomeara Lopo Reixa, escudeiro de Diogo Soares de Paiva, fidalgo da sua Casa, para o cargo de escrivão da dízima régia do pescado da terra de Paiva, assim como fora no tempo do rei D. João I. Estes irmãos, Diogo e João Soares, deveriam ser filhos de um virtual Soeiro Anes de Paiva e netos de João Anes de Paiva, escudeiro que em 1342 testemunhou uma quitação dada por Pedro Afonso Ribeiro a Vasco Lourenço, cavaleiro de Vaiões. Este João Anes era filho de Rui Paes de Paiva, neto de Paio Soares de Paiva, bisneto de Soeiro Anes de Paiva e trineto do famoso trovador João Soares de Paiva. O Filipe de Paiva Brandão em epígrafe casou em Braga, cerca de 1538, com Ana Mendes de Vasconcellos [5], senhora da dita casa de D. Gualdim, bem assim como da quinta do Minhoto, em Stº Estêvão de Urgeses, prazo do Cabido da Sé de Braga, e dos assentos de Stª Mª de Azias e S. Pedro de Abade, no concelho da Nóbrega. Vivia viúva na dita casa de D. Gualdim quando fez testamento [6] a 20.4.1597, mandando que a enterrassem na «Castra Nova», defronte de Nª Sª do Rosário, onde jaziam seu pai e seu sogro. Uma escritura [7] de 31.8.1562 diz que «na rua de D. Gualdim e posada da Senhora Ana Mendes, Dona viúva, estando presentes ela e seu filho Geraldo de Paiva com sua mulher Maria Parvi, disse Ana Mendes que tinha os assentos de Santa Maria de Azias e de S. Pedro de Abade, com sua anexa, no concelho da Nóbrega, por título de prazo em segunda vida, e porque estava em obrigação ao dito seu filho de certo dote que ela e seu marido Filipe de Paiva, que Deus haja, prometeram para seu casamento, e lhe tinham dado certos prazos que já tem em seu poder, em que colhe duzentas medidas, e porque ainda lhe ficaram devendo a estimação do ofício de (escrivão) ante os Vigários desta Corte, ele dito seu filho lhe pedia satisfação da sua justa valia e por isso lhe trespassava os ditos assentos para sempre, e somente reservava em vida os frutos do assento de S. Pedro de Abade». Outra escritura [8] de 24.4.1572 diz que «na rua de D. Gualdim e casas da Senhora Ana Mendes, Dona viúva, disse ela que tinha o prazo da Mesa Arcebispal que fora de seu pai e mãe Joane Mendes e Catarina da Fonseca, que Deus haja, a quinta do Minhoto, sita na freguesia de Santo Estêvão de Urgezes, termo da vila de Guimarães, e junto dela, e nomeava seu filho Geraldo de Paiva, Cidadão desta cidade». D. Ana era filha de João Mendes de Vasconcellos, cidadão de Braga, vereador da Câmara em 1528 e 1538, senhor da dita casa de D. Gualdim, onde viveu, etc. e de sua mulher Catarina da Fonseca, nascida cerca de 1502, sendo esta irmã, entre outros, de João da Fonseca, cónego da Sé de Braga, de Manuel da Fonseca, que tirou ordens menores em Braga em 1511, de Beatriz da Fonseca casada com Sebastião Rodrigues de Magalhães, escudeiro do arcebispo de Braga, escrivão dos órfãos, vereador (1518, 1524 e 1536) e juiz ordinário (1541) de Braga, e de Maria da Fonseca, casada a 1ª vez com Gil Afonso Vieira, escrivão das sisas e procurador da Câmara de Braga, e depois com Lopo de Barros, com quem vivia em 1534. Todos estes eram filhos de Luiz Gonçalves, o Gaio, escudeiro, escrivão do eclesiástico de Braga, cidade onde viveu, e de sua mulher Ana Álvares da Fonseca, nascida cerca de 1475, que herdou os bens de Braga de seu pai. Esta Ana Álvares era irmã mais nova Beatriz da Fonseca, senhora do prazo da quinta da Lágea, em Parada de Todeia, foreiro ao mosteiro de Paço de Sousa, que casou cerca de 1490 com Pedro de Leão, juiz das sisas de Aguiar de Sousa (1504), senhor da quinta do Beco, em S. Miguel de Rans (Penafiel), com geração que refiro nos meu estudo sobre os Meirelles Barretto de Moraes, de Cête e Mouriz. Eram ambas filhas de Álvaro da Fonseca, escudeiro do arcebispo de Braga, escrivão dos feitos do mar e dos reguengos do Porto (1481), etc., que nasceu em Lamego cerca de 1436 e foi viver para Braga, onde foi proprietário, e de sua mulher Catarina Pires, senhora do antedito prazo da quinta da Lágea, sendo esta certamente filha herdeira de Pedro Dias e sua mulher Isabel Fernandes, que tiveram o dito prazo, e bisneta do Lourenço Pires que recebeu o prazo da Lágea em 1424. Álvaro da Fonseca era irmão mais novo de Lopo da Fonseca, nascido em Lamego (Sé), que tirou ordens menores em Braga a 19.6.1451, com licença de seu maior, pelo que já era noviço, e de Beatriz da Fonseca casada com Fernão da Granja, alcaide-mor de Lamego, senhor da honra de Canelas (antes de 1475), e das honras de Ferreiros, Avões e Cambres (28.8.1475), etc., com geração conhecida, todos filhos de Vasco da Fonseca, escudeiro de D. Fernando de Menezes, juiz dos órfãos de Lamego (1437 e 1447), coudel de Aregos (16.12.1441), etc., e de sua 1ª mulher Catarina Gonçalves; netos de Diogo da Fonseca, aio de seu primo o 1º conde de Marialva, e de sua mulher Joana Mendes; e bisnetos de Gonçalo da Fonseca, escudeiro, e de sua mulher D. Bataça (ou Vataça) Lascaris, morgada de S. Romão e Torredães, de ilustríssima ascendência. Este Gonçalo era filho natural, havido antes do casamento, de Vasco Fernandes Coutinho, 1º senhor de Marialva, senhor do couto de Leomil (13.3.1372), senhor de juro e herdade de Penela (6.3.1372), marechal-mor e meirinho-mor do reino (25.9.1362), etc., etc.

FILHOS

1.1.    João Gomes de Paiva, cónego da Sé de Braga, que tirou ordens de missa em Braga a 22.12.1565 e falecido em 1588. Herdou de sua mãe a dita casa de D. Gualdim, o casal e vinha de Semelhe e a terça parte do Campo do Fujacal, que a 9.1.1581 vendeu por 25.000 reais a seu irmão Diogo. Teve dois filhos naturais.

FILHOS

1.1.1.   (N) Ângela, bat. a 26.7.1577 em Braga (Souto), havida em Maria, solteira, nascida no Prado.

1.1.2.   (N) Pedro Gomes Brandão, que viveu em Braga (Campo dos Remédios), onde falecido a 21.11.1590, com testamento de 20.11.1589. Casou com Juliana Francisca. Destes foi filha Maria Gomes Brandão, que casou a 28.8.1615, ib, com Roque Martins Leite, com geração nos Leite Brandão, senhores da quinta de Cabanas, em S. Martinho de Dume.

1.2.    Geraldo de Paiva Brandão, cidadão de Braga, vereador da Câmara em 1588 e juiz pela ordenação em 1590 e 1601. Viveu em S. Pedro d’Este (Braga) e tinha casa na rua do Souto (Braga), onde faleceu a 24.6.1605, sendo sepultado na Sé. A 18.2.1573 a Mitra renovou a Geraldo de Paiva, morador em S. Pedro d’Este, e a sua mulher Maria Parvi, o prazo da quinta do Minhoto, em Stº Estêvão de Urgeses. [9] Casou cerca de 1565 com Maria Parvi [10] , falecida a 21.2.1600 na rua do Souto, irmã do Doutor João Parvi, abade de S. Pedro d’Este.

FILHOS

1.2.1.   Geraldo de Paiva Brandão, cidadão de Braga, senhor da quinta de S. Pedro d’Este e da casa em S. João do Souto. Casou com Antónia da Fonseca Coutinho, falecida a 16.2.1628 em S. Pedro d’Este, filha de Manuel Coutinho da Fonseca e sua mulher Maria Godins. C.g., nomeadamente nos Correa da Cunha e Vasconcellos, da casa de Vila Meã, em Silveiros (Barcelos).

1.2.2.   Maria, bat. a 12.4.1567 em Braga (Souto).

1.2.3.   Ana Brandão, bat. 12.2.1573, ib. Deve ser a que Gaio [11] diz ser dos Paiva Brandão, e que casou com António da Cunha, senhor «da quinta das Flores, que hoje se chama das Laranjeiras abaixo das Ortas de Braga», filho natural de D. Manuel da Cunha, arcediago de S. Cristina, e de Isabel Jácome, da casa do Avelar, em Braga. [12]

FILHO

1.2.3.1.     Domingos da Cunha, senhor da dita quinta das Laranjeiras, nascido cerca de 1591. Casou com Maria da Cunha e Mello, filha de Jácome da Cunha e Mello, mestre-escola de Barcelos, segundo Gaio, que acrescenta que este Jácome era filho do estribeiro do duque de Bragança. A mãe de Maria da Cunha e Mello devia chamar-se Antónia de Almeida.

FILHA

1.2.3.1.1.    Antónia de Almeida, nascida na quinta das Laranjeiras, na freguesia de Maximinos, cerca de 1614 .[13] Foi a 2ª mulher (casados cerca de 1631 [14] ) de Cristóvão da Costa de Eroza [15] , tabelião do Público da cidade de Braga, morador na rua dos Maximinos (Sé), nascido cerca de 1599, filho de outro Cristóvão da Costa de Eroza, reitor de Garfe (Póvoa de Lanhoso).

FILHOS

1.2.3.1.1.1.   Mariana, bat. a 8.11.1632 em São João do Souto.

1.2.3.1.1.2.   Cristóvão da Costa de Eroza, tabelião do Público da cidade de Braga, bat. a 30.4.1635 em S. João do Souto. Casou a 11.1.1665, ib, com Andreza da Costa, ambos já falecidos em 1712, filha de Domingos João, nascido em Aveleda e morador na rua dos Chãos de Baixo, em Braga (S. João do Souto), e de sua mulher Marta da Costa, nascida na rua dos Chãos de Baixo, em Braga (ib).

FILHOS

1.2.3.1.1.2.1.    Francisco da Costa e Eroza, padre.

1.2.3.1.1.2.2.    Diogo Luiz de Eroza, cidadão de Braga, senhor das quintas de Baixetes, do Outeiro e dos Moinhos, todas em Stª Eulália de Tenões (Braga), nascido cerca de 1670, referido adiante com mais detalhe. Casou a 14.2.1712 em Braga (S. Victor) com sua parente D. Luiza de Paiva Pereira Brandão, referida adiante, onde segue.

1.3.    Diogo de Paiva Brandão, que segue no nº 2.

  

2.           Diogo de Paiva Brandão, fidalgo da Casa Real [16] , sargento-mor da Ordenança de Braga, vereador da Câmara em 1582, 1593, 1611 e 1615, juiz pela ordenação em 1580 e 1605, e 2º notário apostólico de Braga, cargo em que sucedeu ao sogro, por escritura de doação [17] de 23.9.1570. Nasceu cerca de 1545 e foi o 1º senhor da casa da rua do Alcaide, junto à Torre de S. Tiago (Cividade), onde faleceu a 26.4.1620, indo sepultar à Misericórdia. A 9.1.1581 comprou a seu irmão João, por 25.000 reais. a sua terça parte do Campo do Fujacal. Casou, com escritura de dote de 23.9.1570, com Prudência Navio de Milão, filha de Ambrósio Navio, 1º notário apostólico de Braga, e de sua mulher Madalena de Barros. [18] Gaio diz que Ambrósio Navio era conde palatino, natural da cidade de Milão e «da família de um Núncio que veio a este Reino, que o recomendou ao Arcebispo de Braga D. Manuel de Sousa, e trazendo-o para aquela cidade criou o Offº do Apostólico que lhe deu, e de que foi o primeiro escrivão». [19]

FILHOS

2.1.    António de Paiva, que tirou ordens menores em Braga [20] a 27.9.1588, bat. a 16.6.1580, ib (Cividade) e falecido solteiro a 6.9.1613, ib.

2.2.    Maria de Paiva, bat. a 28.9.1583, ib, e falecida no convento dos Remédios, onde era noviça.

2.3.    Angélica de Paiva, bat. a 31.10.1586, ib, e falecida a 25.7.1630. Teve com seu marido renovação do prazo da casa de D. Gualdim a 25.5.1610. Por escritura de dote [21] de 30.5.1610 teve o cargo de escrivão das dispensas apostólicas, 200.000 reais em dinheiro, dois casais em Sequeiros e um em Ruilhe e o Campo de Frossos, de que deram quitação a 28.3.1621. Casou com António Vieira Cabral, cidadão de Braga, vereador da Câmara em 1628, com geração. [22]

2.4.    Francisco de Paiva Brandão, que segue no nº 3.

2.5.    Maria de Paiva, bat. a 18.9.1591, ib, falecida solteira.

2.6.    (N) Diogo de Paiva Brandão, filho bastardo, havido em Maria Fernandes, solteira, que por sua vez era filha natural do Rev. Baltazar Limpo, abade de S. Romão de Ucha e ouvidor em Braga. Diogo de Paiva Brandão viveu em S. Romão de Ucha, termo de Barcelos, onde faleceu em 1623. Casou com D. Leonor de Vasconcellos, que viveu viúva em Braga e faleceu a 22.1.1643 em Ucha. C.g. nos Paiva Brandão da quinta de Gualtar e da casa do Campo de Santa Ana, em Braga. 

  

3.           Francisco de Paiva Brandão, «grande cavaleiro» [23] , cidadão de Braga, sargento-mor da Ordenança de Braga (1630-1650) e coudel-mor de Braga (1641), vereador da Câmara em 1623, 1640 e 1648, juiz pela ordenação (1629-1635), etc. Na «Relação do Recebimento e Festas que se fizeram na Augusta Cidade de Braga, etc.», impressa em Braga em 1627 por Frutuoso Lourenço de Basto, é também referido como um grande cavaleiro da cidade. Sucedeu na casa da rua do Alcaide, etc., foi bat. a 7.10.1589 (Cividade) e faleceu a 21.11.1650, na dita sua casa, indo sepultar à Misericórdia. Casou a 12.5.1621, Braga (Souto), com escritura de dote [24] de 28.3.1621, recebendo 7.000 cruzados, com Maria de Andrade, bat. a 20.5.1599, ib, e falecida a 17.10.1652 na casa da rua do Alcaide, irmã de André Rodrigues de Abreu, arcediago do Bago na Sé de Braga [25] , bat. a 4.5.1603, ib, com inquirições de genere de 1.1.1639, ambos filhos de Gonçalo Rodrigues Bouro, rico mercador, vereador da Câmara e 1º morgado de S. Lázaro, em Braga, e de sua mulher (casados a 10.5.1598, Braga-Souto) Margarida André de Andrade (aparece como Margarida André, patronímico do pai, e como Margarida de Andrade); neta paterna de António Rodrigues Bouro [26], rico mercador e luveiro em Braga, e de sua mulher (casados a 21.11.1572, em Braga-Souto) Catarina Dias, falecida a 27.7.1594, ib; neta materna de André Fernandes, ourives em Braga, e sua mulher Catarina Fernandes. Mais do que o marido, esta Catarina, tendo em conta o nome Andrade que usaram a filha e as netas (a referida Maria de Andrade e sua irmã Catarina de Andrade, bat. a 4.1.1600, ib, casada com Diogo de Magalhães, escrivão de Braga), devia ser filha de António Fernandes, almoxarife de Guimarães pela infanta D. Isabel, já falecido em 1587, e de sua mulher Antónia de Andrade, casal com que Alão começa o que chama os Andrades de António Fernandes, embora não lhes aponte nenhuma filha Catarina. Esta Antónia de Andrade era filha de Fernão Lourenço de Andrade e sua mulher Isabel Vasques do Vale, moradores em Guimarães, sendo esta Isabel Vasques do Vale filha de Vasco Martins Ferreira ou Pereira, cavaleiro da Ordem de Santiago, e de sua mulher Margarida Anes do Vale (filha de João Afonso Golias, juiz das sisas de Guimarães até 1490, onde foi senhor da casa de Torrados, etc., e de sua 2ª mulher Isabel Vasques do Vale, a referir adiante). Alão não filia aquele Fernão Lourenço de Andrade, mas Gaio di-lo filho de Torcato de Andrade e neto de Lourenço de Andrade e sua mulher  Maria de Souza, o que é um anacronismo. Na verdade, Fernão Lourenço podia e devia ser filho daquele Lourenço de Andrade, como indica o patronímico, portanto irmão, e mais velho, de Torcato, bem assim como de Baltazar de Andrade, mestre-escola da Colegiada de Guimarães, que fundou e dotou o convento de S. Clara da mesma vila em 1549, para o que alcançou bula passada a 11.10.1559. Aquele Lourenço de Andrade faz Gaio irmão de Lisuarte de Andrade, outro anacronismo, além de que este Lisuarte e seus irmãos (entre os quais não está um Lourenço) se documentam em Loulé, no Algarve, donde eram. Este Lourenço, nascido cerca de 1476, era certamente filho Lourenço Afonso de Andrade [27] , mestre-escola da Colegiada de Guimarães e capelão-mor do duque de Bragança, e de sua criada Margarida Álvares. Com efeito, a 24.9.1475 D. Afonso V privilegiou por doze anos Lourenço Afonso de Andrade, mestre-escola de Guimarães, capelão-mor do duque de Guimarães, concedendo-lhe licença para ter manceba, teúda e manteúda. E logo no dia seguinte privilegiou Margarida Álvares, criada de Lourenço Afonso de Andrade, mestre-escola em Guimarães, isentando o homem que com ela casar dos encargos, serviços, ofícios e do pagamento de diversos impostos ao concelho, de ir com presos e dinheiros, de ser tutor e curador, de ser acontiado, de comparecer em alardo, de ter besta de sela ou de albarda, bem como do direito de pousada. Lourenço Afonso de Andrade foi aposentado a 1.11.1483, por carta de D. João II, com todas as honras e isenções. Portanto, é muito provável que aquela Catarina Fernandes, nascida cerca de 1565, que cerca de 1579 casou com André Fernandes, ourives em Braga, seja filha de António Fernandes, almoxarife de Guimarães, e de sua mulher Antónia de Andrade. Tanto mais que desta Antónia de Andrade foi irmã Cecília de Andrade, que justamente viveu em Braga casada com o doutor Lourenço Vieira, médico, em cuja casa a sobrinha poderia ter sido criada, pois, se era filha do almoxarife António Fernandes, como julgo, com cerca de 12 anos de idade já estava órfã de pai, como se documenta numa escritura de 30.7.1587, feita na vila de Guimarães, no assento da senhora Antónia de Andrade, dona viúva que ficou do senhor António Fernandes, defunto, moradora nos Paços desta vila, e logo por ela foi dito que o Doutor Lourenço Vieira seu cunhado emprestara a Jerónimo Dias Leça morador nesta vila vinte mil reis o qual dinheiro era do dito seu marido António Fernandes como constava por um assinado feito da letra e sinal do dito Lourenço Vieira do qual o traslado de verbo adverbum é o seguinte: eu Doutor Lourenço Vieira que é verdade que eu dei a um sapateiro que chamam o Lesa morador na Rua da Sapateira desta vila vinte mil reis ao ganho e perda como se verá por uma escritura que dito fez Cosme do Canto e porque os ditos vinte mil reis são do senhor António Fernandes almoxarife da Infanta que por ser meu cunhado me rogou lhos desse em meu nome. Acresce que Alão aponta ao almoxarife António Fernandes e sua mulher Antónia de Andrade três filhos, Marcos de Andrade, Leando de Andrade e Torcato de Andrade, e em Guimarães apenas se documentam os dois primeiros, sendo que ainda se documenta mais um filho, Antão de Andrade, e mais uma filha, Maria de Andrade. Portanto, o facto de Catarina Fernandes não ser referida por Alão não significa nada. E não ser documentada em Guimarães também não, sobretudo se foi menor de idade e já órfã de pai para casa de sua tia em Braga, como suponho.

FILHOS

3.1.    Geraldo, bat. a 1.7.1625, faleceu menino.

3.2.    Alexandre de Paiva Brandão, cidadão de Braga, vereador da Câmara, senhor da casa da rua do Alcaide e da Torre do Fojo, em S. Martinho de Ferreiros (Póvoa de Lanhoso), etc., bat. a 14.7.1627 em Braga (Cividade) e falecido a 29.12.1699 na sua casa da rua do Alcaide. A 23.8.1698 fez testamento [28] de mão comum com sua mulher, assistindo na sua casa da Porta do Colégio dos Apóstolos, na rua do Alcaide. Na IG de seu filho Francisco é referido, com sua mulher, como «pessoas nobres, que vivem de suas fazendas». Casou a 4.6.1645 em S. Martinho de Ferreiros com Patronilha Leite, nascida em Chaves e moradora em Braga [29] , falecida a 11.1.1700 na casa da rua do Alcaide, filha de Salvador Leite Borges, de Chaves, e sua 1ª mulher Margarida de Magalhães, «pessoas nobres e principais», como se diz na referida IG.

FILHOS

3.2.1.   Doutor Francisco de Paiva Brandão, vigário-geral de Chaves, abade de Parada de Gatim, etc. já licenciado em 1675, que tirou inquirição de genere em Braga em 1681. Nasceu em casa de seu bisavô Salvador de Magalhães Machado e foi bat. a 24.10.1646 em Braga (Souto), tendo feito testamento a 9.6.1706.

3.2.2.   D. Angélica de Paiva, bat. a 30.10.1647 em Ferreiros e falecida a 26.10.1708 em Braga na casa da rua do Alcaide, indo sepultar ao convento dos Remédios. Casou a 28.4.1675 em Ferreiros com Francisco António de Oliveira de Barros, morgado de Barrosas, com geração.

3.2.3.   Luís Leite de Paiva Brandão, que sucedeu na Torre do Fojo, em S. Martinho de Ferreiros (Póvoa de Lanhoso). Foi bat. a 18.8.1649, ib, e faleceu a 19.5.1719 na quinta de Ribas, ib. Casou a 4.3.1698, ib, com escritura de dote de 3.000 cruzados feita a 4.5.1698, com sua prima D. Prudência de Magalhães, bat. a 20.8.1671, ib, e falecida a 19.12.1706, ib,  filha de João de Magalhães Machado e sua mulher e parente D. Antónia de Freitas Peixoto.

FILHOS

3.2.3.1.     Geraldo, bat. a 9.2.1699 em Ferreiros, sendo padrinhos Geraldo de Paiva Brandão, seu tio-avô, e António de Freitas, e faleceu menino.

3.2.3.2.     D. Luiza de Paiva Leite, sucessora, bat. a 6.6.1700, ib, sendo padrinhos Geraldo de Paiva Brandão e D. Margarida, seus tios, e faleceu a 28.7.1764 na casa de Pias, em Monção. Casou com Manuel Álvaro Pereira de Castro, fidalgo da Casa Real, capitão-mor de Monção, 2º morgado de Pias, ib, bat. a 7.7.1696, ib, e falecido a 14.7.1758, ib, com geração nos Pimenta de Castro.

3.2.3.3.     José de Paiva Brandão, bat. a 6.3.1702, ib, sendo padrinhos sua tia D. Margarida e José Mendes, de Braga. Sucedeu na Torre do Fojo e no prazo da Quintã e foi morto a tiro por seu irmão, a 23.8.1727, na quinta de Ribas, solteiro sem geração.

3.2.3.4.     Francisco de Paiva Brandão, bat. a 23.1.1704, ib, sendo madrinha sua tia D. Margarida. Foi degredado por toda a vida para a Índia, por ter morto seu irmão. Com geração ilegítima.

3.2.3.5.     D. Joana de Magalhães Leite, bat. a 4.1.1706, ib, com o nome de Marquesa, sendo padrinhos Gonçalo de Magalhães e D. Margarida de Magalhães, seus tios. Faleceu solteira.

3.2.3.6.     (N) João de Paiva Leite Brandão, filho bastardo havido em Maria da Costa, solteira da rua dos Pelames. Casou a 21.7.1724 em Stª Marinha de Nevogilde com D. Mónica Tereza de Mello, sem geração.

3.2.4.   D. Margarida de Paiva, bat. a 9.1.1651 em Ferreiros. Casou a 16.12.1672 na Sé de Braga com José Mendes de Araújo, filho do cónego da Sé de Braga Doutor João Mendes de Araújo. Sem geração.

3.2.5.   Fradique, bat. a 18.5.1653, ib, que na religião se chamou Frei Alexandre de Braga, tendo entrado aos 16 anos no convento de S. Frutuoso, em S. Jerónimo de Real.

3.2.6.   D. Prudência Leite de Paiva, bat. a 11.10.1654, ib, sendo padrinho José de Coimbra, da cidade de Braga, e faleceu a 12.4.1737 na casa da rua do Alcaide. Casou a 23.9.1678 com seu parente João de Magalhães Machado, nascido em Amares, s.g.

3.2.7.   Frei José Leite, da Ordem de S. Bernardo, bat. a 4.6.1657, ib, sendo padrinhos João Barbosa, de Braga, e D. Joana de Almada.

3.2.8.   D. Joana Leite de Paiva Brandão, bat. a 7.7.1659, ib, sendo padrinho seu tio Geraldo de Paiva Brandão, morador em Braga. Em 1713, quando é madrinha em Tenões de sua prima D. Joana, vivia solteira no Campo de S. Tiago (Cividade, Braga). Faleceu solteira a 20.9.1720.

3.2.9.   Alexandre de Paiva Brandão, que sucedeu na casa da rua do Alcaide. Foi bat. a 1.12.1661, ib, sendo padrinho João de Mello, cónego da Sé de Braga. Tirou ordem menores em Braga [30] a 4.7.1689. Faleceu a 1.12.1661 na sua casa do Pomar, em S. Miguel de Taide, onde jaz. Casou a 4.11.1708, ib, com escritura dotal [31] de 26.9.1708, com D. Joana Pereira da Costa, senhora da dita casa do Pomar, bat. a 2.2.1682, ib, e falecida a 24.9.1737, ib, filha herdeira de Jorge da Costa de Mesquita e sua mulher D. Sabina Peixoto de Araújo. Com geração conhecida [32] , nomeadamente nos condes de Campo Belo.

3.2.10. D. Patronilha de Paiva Leite, bat. a 15.12.1664, ib, sendo padrinhos seus irmãos Luiz de Paiva e Ângela. Faleceu solteira a 5.5.1719 na casa da rua do Alcaide.

3.2.11. Salvador de Paiva Brandão, bat. a 7.9.1667, ib, sendo padrinhos João de Magalhães Machado e Ângela de Paiva, e faleceu solteiro.

3.3.    D. Angélica de Paiva e Barros, senhora do prazo de Carcavelos e da quinta de Amil, em S. Martinho de Dume, bat. a 29.9.1630 em Braga (Cividade) e falecida a 6.3.1730, ib (S. Victor). Casou a 3.9.1651 na ermida de S. Lázaro com Francisco Pereira Marinho, 1º morgado do Paço de Stª Marinha de Novegilde, em Vila Verde, filho do Dr. Francisco Antão, desembargador da Relação de Braga, e sua mulher Maria Falcão Marinho.

FILHOS

3.3.1.   Alexandre de Paiva Marinho, 2º morgado do Paço de Stª Marinha de Novegilde, sargento-mor em Braga, cargo que já exercia em 1713, sendo então morador em S. João, freguesia da Sé. Casou com D. Isabel Fabiana de Meirelles, filha do Doutor António de Meirelles Pereira e sua mulher D. Luísa Pereira de Gouveia, sem geração, pelo que o morgadio passou a uns primos, do lado de seu pai. Mas teve filhos bastardos em Maria da Silva, da freguesia de S. Marinha de Novegilde.

FILHOS

3.3.1.1.     (N) Alexandre de Paiva, nascido em Braga (Cividade), que aí tirou inquirições de genere [33] a 12.9.1691. 

3.3.1.2.     (N) Francisco Pereira Marinho, que casou em Braga com D. Teresa Clara Leite Machado, com geração conhecida.

3.3.2.   Francisco Pereira Marinho, abade de Quicaens, em Monte Longo, nascido em Braga (Souto), que ai tirou inquirições de genere [34] a 13.5.1686.

3.3.3.   Vasco Marinho Falcão, nascido em Braga (Souto), que ai tirou inquirições de genere [35] a 13.5.1686. Deixou um filho natural, havido em Antónia da Costa, solteira. 

FILHO

3.3.3.1.     (N) Diogo Pereira Marinho, nascido em Braga (S. Victor), que a 20.9.1730 ai tirou inquirições de genere .[36] Casou com D. Marqueza de Azevedo, com geração.

3.3.4.   Paulo Pereira Marinho

3.3.5.   D. Luísa, freira no convento dos Remédios, em Braga.

3.3.6.   D. Maria, freira no convento dos Remédios, em Braga.

3.3.7.   D. Angélica, freira no convento dos Remédios, em Braga.

3.3.8.   D. Francisca de Paiva Brandão, que casou com Miguel de Coimbra.

3.4.    Geraldo de Paiva Brandão, que segue no nº 4.

3.5.    (N) D. Ciência de Paiva, havida em Catarina Duarte, moça solteira da Cividade. Casou a 19.11.1640 em Adaúfe com José Antunes Tinoco, meirinho de Braga e notário apostólico, sendo pais do Rev. Diogo de Paiva, encomendado da igreja de Gualtar em 1687 e falecido a 1.12.1698 na casa da rua de D. Gualdim.

  

4.           Geraldo de Paiva Brandão, que se ordenou depois de 1712, vivendo primeiro na casa da rua do Alcaide, onde morava em 1659, e depois em S. Martinho de Ferreiros (Póvoa de Lanhoso), onde já estava em 1712. Foi bat. a 23.2.1632 em Braga (Cividade) e faleceu a 1.11.1720 em Águas Santas (Póvoa de Lanhoso). Teve uma filha natural em Domingas Pereira, moça solteira de S. Martinho de Ferreiros.

FILHA

4.1.    (N) D. Luiza de Paiva Pereira Brandão, que segue no nº 5.

  

5.           D. Luiza de Paiva Pereira Brandão [37] , que vivia em S. Martinho de Ferreiros (Póvoa de Lanhoso), com seu pai, quando casou. Faleceu viúva com testamento [38] feito a 20.7.1763 na sua quinta de Baixetes, onde vivia, no qual mandou sepultar-se com seu marido no túmulo da igreja da Senhora-a-Branca, deixando obrigação de mais de 250 missas e deixando herdeiro universal seu filho Gabriel Luiz, nomeando no prazo de Baixetes seu neto Manuel, e no prazo do Outeiro sua neta D. Ana, ambos filhos do dito Gabriel. Casou a 14.2.1712 em Braga (S. Victor) com seu primo Diogo Luiz de Eroza [39] , referido atrás no nº 1.2.3.1.1.2.2., cidadão de Braga, senhor das quintas de Baixetes, onde viveu, e do Outeiro e dos Moinhos, todas em Stª Eulália de Tenões (Braga). Diogo Luiz de Eroza nasceu em Braga (S. Victor) cerca de 1670, tirou aí inquirições de genere [40] a 7.2.1687. Fez testamento [41] em Braga a 15.9.1735, onde se mandou sepultar no seu túmulo na igreja da Senhora-a-Branca, em Braga (S. Victor), que ficava na capela-mor, junto à sacristia, onde já seus pais estavam sepultados. Diz que tem cinco filhos, que nomeia, pelo que os outros já tinham falecido, deixa obrigação de mais de 250 missas, a rezar nomeadamente em Atães e na Senhora-a-Branca, e nomeou testamenteiro e herdeiro do terço e dos prazos o filho Gabriel, ficando sua mulher como usufrutuária. Diogo Luiz de Eroza era filho de Cristóvão da Costa e Eroza, tabelião do Público da cidade de Braga, e de sua mulher Andreza da Costa, como já ficou dito.

FILHOS

5.1.    D. Joana de Paiva e Eroza, nascida a 14.11.1713 e bat. a 20 em Stª Eulália de Tenões, sendo padrinhos seu primo Alexandre de Paiva Marinho, sargento-mor de Braga, aí morador em S. João, freguesia da Sé, e sua prima D. Joana Leite de Paiva Brandão, moradora no Campo de S. Tiago (Cividade, Braga), filha de Alexandre de Paiva Brandão. Seu pai deixou em testamento disposições para que fosse freira, o que deve ter acontecido, pois já não consta no testamento da mãe.

5.2.    António, nascido a 23.2.1715 e bat. a 21, ib, sendo padrinhos António de Almada Portocarreiro, morador na sua quinta de Campelles, Extramuros de Braga, e D. Catarina Luiza de Gusmão, mulher de João Pereira do Lago, moradores em Braga. Faleceu sem geração antes de 1735.

5.3.    Francisco, nascido a 10.3.1717 e bat. a 15, ib, sendo padrinhos Francisco Ribeiro de Carvalho e sua mulher Águeda Tereza da Silva, moradores em Braga. Faleceu sem geração antes de 1735.

5.4.    Gabriel Luiz de Paiva Brandão, que segue no nº 6.

5.5.    D. Rosa de Paiva Pereira, bat. a 23.4.1720, ib, sendo padrinhos o Rev. Braz Cadima de Oliveira, abade de S. Pedro, e sua prima Rosa Maria, filha de Carlos da Fonseca Pereira e sua mulher Mariana da Costa, moradores em Braga. Seu pai deixou em testamento disposições para que fosse freira, o que deve ter acontecido, pois já não consta no testamento da mãe.

5.6.    Manuel Frutuoso de Paiva e Eroza, bat. a 22.4.1723, ib, sendo padrinhos o Doutor Manuel Gomes da Costa, morador em Braga, e Ângela da Costa, mulher de Francisco Pereira. Foi testemunha António de Almada Portocarreiro. Seu pai deixou-lhe em testamento 700.000 réis para se ordenar, o que deve ter feito, pois já não consta no testamento da mãe.

5.7.    António Luiz Brandão, referido no testamento de seu pai depois de Gabriel e Manuel, pelo que não é o António referido acima. Seu pai deixou-lhe em testamento 600.000 réis para se ordenar, o que deve ter feito, pois já não consta no testamento da mãe.

  

6.           Gabriel Luiz de Paiva Brandão [42], cidadão de Braga, senhor da quinta de Baixetes, em Stª Eulália de Tenões (Braga), onde viveu e faleceu a 6.2.1793, sem testamento [43], bem como das quintas de S. Paio e dos Moinhos de Baixo, prazos em que sucedeu a seu pai. Nasceu a 13.4.1718 na quinta de Baixetes e foi baptizado a 17 em Tenões, sendo padrinho Gabriel de Araújo e Vasconcellos, morador em Braga, e sua prima Antónia Maria da Fonseca [44], solteira, filha de Carlos da Fonseca Pereira e sua mulher Mariana da Costa, moradores em Braga. Com sua mulher e vários parentes dela habilitou-se em 1771 à herança do tio dela Agostinho Ferreira do Couto, falecido no Rio de Janeiro em 1761 (Feitos Findos, Juízo da Índia e Mina, Justificações Ultramarinas, Brasil, M. 42, nº 11). Casou a 8.10.1749, em S. Tiago de Esporões (Braga), com D. Custódia Rodrigues Ferreira da Maia, senhora da quinta do Pressal, ib, baptizada a 30.1.1723 em S. Tiago de Priscos (Braga) e falecida a 28.5.1799 na quinta de Baixetes, com testamento. Seus pais viviam na sua quinta do Pressal, embora no momento do seu nascimento estivessem em Priscos, como se diz no respectivo assento. Era irmã do doutor Narciso Ferreira do Couto, juiz de fora em Monção (20.1.1778), de João Ferreira do Couto, «lavrador rico que vive honradamente de suas fazendas» [45], referido adiante, e do capitão José Ferreira do Couto, que a 15.5.1788 tirou inquirições de genere em Braga [46], todos filhos de João Ferreira do Couto, senhor do casal do Crasto, em S. Tiago de Priscos, onde nasceu, e falecido a 31.8.1768 em S. Tiago de Esporões, também «lavrador rico que vive honradamente de suas fazendas» [47], e de sua mulher (casados a 14.3.1722, ib) Custódia Rodrigues Ferreira da Maia, senhora da quinta do Pressal, em S. Tiago de Esporões, onde nasceu a 2.4.1702 e faleceu a 30.8.1754; netos paternos de António Ferreira do Couto, senhor do casal do Crasto, em S. Tiago de Priscos, e de sua mulher Maria Martins, natural de S. Pedro de Escudeiros; e netos maternos de Pedro Francisco de Oliveira, nascido a 26.4.1673 em S. Tiago de Esporões e falecido a 22.11.1713, ib, e de sua mulher (casados a 19.3.1701, ib) Jerónima da Maia, senhora da dita quinta do Pressal, onde nasceu a 22.9.1676 e faleceu a 17.2.1744. Esta Jerónima era filha de João da Maia, senhor da dita quinta, onde nasceu a 1.5.1646 e faleceu a 28.7.1728, e de sua mulher Domingas Rodrigues Ferreira, falecida a a 5.2.1729, ib; neta paterna de outro João da Maia, senhor da dita quinta, onde nasceu a 25.12.1599 e faleceu a 4.2.1688, e de sua mulher Maria Gomes, falecida a 5.12.1697, ib; e bisneta de António Gonçalves Ribeiro, nascido a 16.9.1554 em S. Tiago de Esporões e falecido a 24.1.1643, ib. e de sua mulher Isabel da Maia, senhora da dita quinta, onde nasceu a 8.7.1574 e faleceu a 23.9.1658, que era filha de António Vieira, falecido a 12.5.1581, ib, e de sua mulher Francisca da Maia, senhora da dita quinta. Aquele António Gonçalves Ribeiro era filho do Dr. Pedro Gonçalves Ribeiro, fal. a 18.7.1582, ib, e de sua mulher Filipa Gonçalves, «a Doutora», fal. a 6.1.1611 em S. Tiago de Esporões.

FILHOS

6.1.    D. Ana de Paiva Pereira, nascida a 29.9.1750 em Stª Eulália de Tenões, sendo padrinhos de baptismo os avós maternos. A avó paterna deixa-lhe o prazo do Outeiro.

6.2.    D. Luiza de Paiva Pereira, nascida 29.12.1751 e bat. a 3 de Janeiro seguinte, ib, sendo padrinho Manuel Frutuoso, tio paterno, e Jerónima, tia materna.

6.3.    Manuel de Paiva Brandão, nascido a 20.1.1753 e bat. a 25, ib, sendo padrinhos o Rev. Beneficiado Manuel Rodrigues Mendes, que o baptizou, e D. Inez Tomásia da Cunha Ozorio, mulher de José Luiz de Mello, moradores no Campo de S. Tiago, em Braga. Sua avó deixa-lhe o prazo de Baixetes.

6.4.    D. Tereza Maria, nascida a 27.10.1756, sendo padrinhos o avô materno e Tereza Maria, moradora no Campo de Santa Ana, em Braga. Faleceu solteira a 20.9.1793, ib.

6.5.    D. Esperança, nascida a 22.1.1758 e bat. a 24, ib, sendo padrinhos o Rev. Manuel José da Cunha Ozorio, vigário de S. Salvador de Negreiros, que a baptizou, e sua tia materna Esperança, solteira.

6.6.    Diogo, nascido a 18.4.1760 e bat. a 20, ib, sendo padrinhos o Rev. Manuel José da Cunha Ozorio, vigário de S. Salvador de Negreiros, que a baptizou, e Maria Caetana, viúva moradora na rua da Fonte, em S. João do Souto (Braga).

6.7.    António Luiz de Paiva Pereira Brandão, que segue no nº 7.

6.8.    D. Maria, nascida a 21.5.1766 e bat. a 22, ib, sendo padrinhos António José de Barros do Amaral, morador em Nogueiros, e Maria Caetana da Assunção, moradora no Couto. Faleceu solteira a 25.7.1790. ib.

6.9.    D. Francisca, nascida a 23.5.1770 e bat. a 24, ib, sendo padrinhos seus tios maternos José Ferreira do Couto e sua irmã Maria Tereza, solteiros.

  

7.           António Luiz de Paiva Pereira Brandão, cidadão de Braga, capitão de Granadeiros do Regimento de Milícias de Braga (14.10.1809) nas guerras peninsulares, tendo sido antes tenente do Regimento de Milícias de Basto, etc. Viveu nas suas casas da rua da Ponte de Guimarães, em Braga (S. Lázaro), e do Campo dos Remédios, ib (Souto), e na sua quinta dos Carvalhos, em Stª Eulália de Tenões, tendo ainda sucedido na quinta do Pressal, em S. Tiago de Esporões. Nasceu a 22.3.1762 na quinta de Baixetes e foi baptizado a 20, ib, sendo padrinho seu primo o Doutor António José Monteiro [48], morador no Campo de Santa Ana, em S. Lázaro, Braga. Faleceu a 11.05.1833 na dita sua casa do Campo dos Remédios, em Braga (Souto), que teve por sua mulher, com testamento feito a 7.5.1833, deixando por seus herdeiros todos os seus filhos, e nomeando sua mulher em todos os prazos que tinha. Casou a 15.9.1803 em Braga (S. Lázaro) com D. Joana Tereza Torres, nascida a 27.1.1793, ib (Souto) e falecida a 6.2.1864 em S. Paio de Pousada, onde vivia com sua filha e genro, na casa da Ombra, do lugar da Pena. Era filha [49] do Dr. João Marcos Torres [50], advogado dos Auditórios de Braga, morador no Campo dos Remédios, nascido em 1723, ib (Sé) e já falecido em 1813, que tirou inquirições de genere em Braga [51] a 21.11.1733, e sua mulher D. Tereza Maria Antunes, nascida em S. Martinho de Carrazedo (Amares) e moradora no Campo dos Remédios; e neta paterna de António Ferreira Torres e sua mulher Marquesa Maria.

FILHOS

7.1.    D. Maria Angelina de Paiva Pereira Brandão, nascida a 4.3.1809 em Braga (S. Lázaro). Casou a 16.08.1837 em S. Jerónimo de Real com Guilherme José de Macedo Sá e Abreu, filho de Bento José de Macedo Sá e Abreu e sua mulher D. Ana Margarida Ferreira Lucas Sobral, moradores na sua quinta de Mós de Cima, em Stª Maria de Beiral do Lima, Ponte de Lima.

7.2.    D. Ana Júlia de Paiva Pereira Brandão, nascida a 13.5.1811, ib, sendo madrinha de bat. sua tia paterna D. Ana, e falecida a 18.07.1868, em S. Paio de Pousada. Casou a 1.5.1837 em Braga (Souto) com António da Silva Araújo, senhor da casa da Ombra, do lugar da Pena, em S. Paio de Pousada, filho de Manuel António da Silva Araújo e de sua mulher D. Maria Rosa Vieira, aí moradores.

7.3.    Gabriel Luiz de Paiva Brandão, que segue no nº 8.

7.4.    D. Maria Tereza, nascida na quinta do Pressal e bat. a 18.3.1815 em S. Tiago de Esporões.

7.5.    João, bat. a 2.10.1817, ib, sendo madrinha sua paterna tia D. Luiza.

7.6.    Francisco Xavier, bat. a 6.3.1820, ib.

7.7.    Joaquim Luiz de Paiva Brandão, nascido a 5.6.1822 em Braga, na Rua de São Lázaro, e falecido solteiro a 12. 1.1843 em São João do Souto.

7.8.    Dr. Lourenço Luiz de Paiva Brandão Pereira, médico cirurgião, nascido a 4.9.1825 em Braga, na rua de São Lázaro, e falecido a 24.1.1850, ib (Souto). Casou a 1ª vez a 17.2.1846 na vila de Barcelos com D. Mariana Emília Telles da Silva e Menezes [52], nascida a 8.12.1819 em Braga (Cividade), na rua do Alcaide, filha do Capitão José Telles da Silva e Menezes e sua mulher D. Rita Cândida Duarte, naturais de Braga (Cividade) e moradores em Barcelos. Com geração nuns Paiva Telles.

7.9.    D. Narcisa Cândida do Nascimento de Paiva Brandão, nascida a 20.12.1827, ib, e falecida solteira a 24.2.1852, ib (Souto).

7.10.  D. Engrácia Maria, nascida a 9.10.1829 em Braga (Souto), no Campo dos Remédios.

7.11.  D. Carolina Augusta de Paiva Brandão, nascida a 22.11.1833, ib, sendo madrinha de bat. sua irmã D. Ana Júlia, e falecida solteira  24.02.1852, ib.

  

8.           Gabriel Luiz de Paiva Brandão, alferes do Batalhão de Braga do Corpo dos Voluntários Realistas (16.11.1831), fez a guerra civil pelos miguelistas. Documenta-se geralmente como proprietário, sendo nomeadamente senhor da quinta do Pressal, em S. Tiago de Esporões, e da quinta dos Carvalhos, em Stª Eulália de Tenões. Nasceu em Braga (Souto), foi baptizado a 31.3.1813, ib (S. Lázaro), e faleceu a 18.8.1875 em Mouquim. Viveu também na sua quinta do Couto, em S. Martinho de Sande (Guimarães), e em 1874 vivia em Mouquim (Famalicão). Em 1885 vendeu em hasta pública quase todas as suas propriedades, entre elas a quinta do Pressal. Casou a 21.9.1837 em S. Martinho de Sande (Guimarães) com sua prima D. Ana Emília do Couto de Sampayo [53], nascida a 6.5.1819, ib, e falecida com testamento de 7.9.1881, senhora da quinta do Couto, em S. Martinho de Sande, que vendeu em Março de 1870. Era irmã, entre outros, de João Baptista de Sampayo, que tirou inquirições de genere em Braga [54] a 26.3.1832, ambos filhos de José Baptista de Sampayo, major de Infantaria, senhor da quinta da Carrapatosa, nascido a 9.1.1786 em Guimarães (Toural) e falecido a 7.7.1863 na dita sua quinta, e de sua mulher (casados a 15.4.1818 em S. Martinho de Sande) D. Ana Maria Ferreira do Couto, senhora da quinta do Couto, ib, nascida a 23.5.1792, ib, e falecida a 21.9.1852, em Guimarães, filha de João Ferreira do Couto, já referido acima, nascido a 28.12.1744 em Esporões (Braga), e de sua mulher (casados a 3.7.1780 em S. Martinho de Sande) Maria Tereza Marques Guimarães, senhora da quinta do Couto, em S. Martinho de Sande. O major José Baptista de Sampayo era irmão de Manuel Baptista de Sampayo Guimarães [55], cavaleiro fidalgo da Casa Real, com 1.600 réis de moradia (7.3.1853), cavaleiro da Ordem de Cristo (18.4.1826), cavaleiro (20.12.1825) e comendador (7.2.1853) da Ordem de Nª Sª da Conceição de Vila Viçosa, etc., e do cónego Dr. João Baptista Gonçalves de Sampayo, conselheiro de Estado (23.4.1855), cavaleiro (20.12.1825) e comendador da Ordem de Nª Sª da Conceição de Vila Viçosa, cavaleiro (13.11.1813) e comendador (16.4.1850) da Ordem de Cristo, cónego prebendado (16.1.1816) e chantre presidente (2.7.1840) da Real Colegiada de Guimarães, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães, etc. Eram todos filhos de João Baptista Gonçalves, senhor da casa do Toural, em Guimarães (hoje o Hotel do Toural, nesta cidade), negociante do grosso trato nas províncias do Minho e Trás-os-Montes e em Espanha, que é referido como «negociante dos mais abastados, que vive honrada e limpamente» na inquirição de genere de seu neto, e de sua mulher Ana Beatriz Rosa de Sampayo, com quem casou 11.10.1772 em Guimarães (S. Paio) e por quem teve a dita casa do Toural, que aumentou e melhorou, a qual nasceu em 1750 em Guimarães e faleceu a 8.12.1824 na dita casa, sendo filha do Dr. João Caetano de Sampayo, licenciado em Leis pela Universidade de Coimbra e advogado em Guimarães, que foi para o Brasil, e de Josefa Maria da Maia, nascida em Guimarães (S. Sebastião), que em 1772 morava na rua da Arrochela, onde faleceu em 1808, e era senhora da dita casa do Toural. João Baptista Gonçalves era filho de Domingos Gonçalves, senhor do casal do Assento, em S. Martinho de Sande, aí baptizado a 6.11.1713, e de sua mulher (casados a 15.4.1735, ib) Catarina Peixoto, senhora da casal da Rocha, ib, nascida a 7.10.1719, ib, e falecida a 11.4.1779 em Guimarães, sendo esta filha de Jerónimo Lopes, senhor do dito casal da Rocha, onde faleceu a 9.1.1757, tendo nascido a 29.11.1692 no casal do Soutunho, e de sua mulher Rosário Peixoto, falecida a 23.5.1756 no dito casal da Rocha, que era filha de Gaspar Rebello Peixoto, senhor da quinta do Assento, em S. Paio de Figueiredo, onde faleceu a 2.7.1717, tendo nascido a 2.6.1652 em Montelongo (Fafe), e de sua mulher Bárbara Pereira. Gaspar Rebello Peixoto era filho Manuel Soares de Souza e de sua mulher (casados a 3.10.1641 em Montelongo) Isabel Rebello Peixoto, baptizada a 3.5.1610 em Stª Santa Eulália de Fafe; neto paterno do Dr. Gaspar Soares de Bettencourt e de Maria Dias, moça solteira de Guimarães; e neto materno de Francisco Rebello de Freitas, senhor da quinta de Crespos, em Arões (S. Romão), baptizado a 31.12.1579, ib, e falecido a 24.3.1648 em Montelongo, e de sua mulher (casados a 16.3.1606 em Guimarães, Nª Sª da Oliveira), Ana de Cea (filha de Gaspar de Cea ou Seia, rico cristão-novo, mestre alfaiate em Guimarães, com artífices que para ele trabalhavam, que a 21.12.1575 foi preso pela Inquisição de Coimbra, acusado de proposições heréticas, sendo solto com auto de fé e segredo a 21.10.1576, voltando a ser preso a 12.11.1623, acusado de judaísmo, falecendo a 9.6.1626 nos cárceres da Inquisição, enquanto decorria o julgamento). O antedito Dr. Gaspar Soares de Bettencourt foi advogado em Guimarães, tendo tido de D. Filipe II carta para advogar (CFII, 2, 134v). Numa certidão feita em Guimarães a 30.12.1581, foram testemunhas «G.ar Soares filho de M.ell Soares t.am» e «a Sn.ra Isabel Sodré molher de Mell Soares por a coall assinou seu filho sobredito todos moradores nesta villa aqui assinaram». Documenta-se, assim, que o Dr. Gaspar Soares de Bettencourt era filho de Manuel Soares de Bettencourt, cavaleiro fidalgo, tabelião de Guimarães, senhor da quinta do Assento, em S. Paio de Figueiredo, etc., e de sua mulher Isabel Sodré. O antedito Francisco Rebello de Freitas documenta-se filho de Jerónimo Rebello, falecido a 29.2.1616 na quinta de Crespos, em Arões, e de sua mulher Ângela de Freitas, aí falecida viúva a 15.10.1627. Alão refere este casal, não dando a filiação de Jerónimo Rebello, mas dizendo que sua mulher Ângela de Freitas era filha natural de Gaspar de Abreu Golias, o Mandioca, e de Maria de Freitas, uma «mulher honrada» da freguesia de Arões, junto a Guimarães, da quinta de Crespos, filha de Pedro de Freitas, abade de St° Adrião, o qual foi também pai de Álvaro de Freitas e avô de Pedro de Freitas, meirinho da correição de Guimarães. Já a genealogia manuscrita do Padre Torcato Peixoto de Azevedo, existente na Sociedade Martins Sarmento, diz que Gaspar de Abreu casou com sua parente Maria de Freitas, moradora na quinta de Crespos, freguesia de S. Romão de Arões, filha de Pedro de Freitas, abade de Stº Adrião, e foram pais de António de Freitas casado na vila da Castanheira com filhos, e de Águeda de Freitas, casada com Jerónimo Rebello, sendo estes pais de Helena Rebello, que casou em Basto com Rui Vilela de Souza, gentil-homem do conde de Basto, de quem teve filhos, e de Francisco Rebello de Freitas, que viveu em Fafe e casou com Ana de Cea, tendo duas filhas: Catarina Rebello, solteira (deve tratar-se da Jerónima, bat. a 12.7.1608 em Stª Eulália de Fafe), e Isabel Rebello (que ficou referida acima, casada com Manuel Soares de Souza). Segundo Gaio, Pedro de Freitas Peixoto foi abade de Stº Adrião de Vilela depois de viúvo e sucedeu aos irmãos na quinta de Crespos e nos padroados das igrejas de S. Romão e S. Cristina de Arões, tendo antes de se ordenar casado com Madalena (ou Margarida) Fernandes de Almeida (dos da Rua Escura, em Guimarães), e era filho de Mendo Afonso Peixoto e sua mulher Inez Pires de Freitas, sendo esta filha de Pedro Vasques Moreira, senhor do padroado das igrejas de S. Romão e S. Cristina de Arões, e de sua mulher Maria Afonso de Freitas, neta paterna de Diogo Gonçalves de Freitas, almoxarife de Guimarães, do tronco desta linhagem. O antedito Gaspar de Abreu Golias, o Mandioca, documenta-se em Guimarães, a 22.10.1573, num instrumento de quitação a Rui Morgade, rendeiro que foi da igreja de Stª Olaia de Feramontaos, feito por Gaspar de Abreu em nome de sua irmã, tendo nas pousadas do tabelião aparecido Gaspar de Abreu, irmão de Florença de Abreu, viúva de Francisco Borges, que tivera da mão do arcipreste da Colegiada o arrendamento da dita igreja de Santa Olaia de Feramontaos. E a 4.5.1577, documenta-se também num instrumento de obrigação e fiança, em que «nas pousadas do tabelião apareceu Salvador Álvares mercador e morador em Vila do Conde e por ele foi dito que ele apresentara um sentença de (…) ao Senhor Domingos Borges da Costa c.or nesta comarca de Guimarães para que lhe fossem entregues 55 mil reis que estavam na mão de Marcos Fernandes mercador morador nesta vila que eram de Gaspar d’Abreu Golias condenado por a dita sentença que ele corregedor ha mandara comprir e mandara que o dito dinheiro fosse trazido junto ha ele ho qual logo ho dito Marcos Gonçalves trouxera e se depositara em mão de Paulo de Sá Peixoto morador nesta vila por o dito Gaspar d’Abreu vir com embargos a ser o dito dinheiro entregue a ele Salvador Álvares q haja espritura». Diz Alão que este Gaspar de Abreu Golias era filho de Águeda Gomes Golias (devia na verdade chamar-se Águeda de Abreu Golias, com ou sem o patronímico) e de seu marido, que não nomeia, que era criado do pai dela. Gaio também diz que esta Águeda «casou por amores» com um criado de seu pai, chamado António Fernandes, acrescentando depois outras hipóteses inverosímeis. Já o antedito Padre Torcato Peixoto de Azevedo dá (erradamente, como se vê pela cronologia) Gaspar de Abreu (Golias) como filho dos que Alão e Gaio dizem ser seus avós maternos, Gomes Gonçalves de Abreu, que Alão não filia e diz que foi «um cavaleiro muito honrado de Guimarães» e era irmão do provincial da Trindade, e sua mulher Catarina Anes do Vale. Esta Catarina, nascida cerca de 1474, era filha de João Afonso Golias, juiz das sisas de Guimarães até 1490, senhor da casa de Torrados, etc., e de sua 2ª mulher Isabel Vasques do Vale, já acima referidos; e neta de João Afonso Ribeiro, o Golias, vassalo de D. João I, senhor da casa de Torrados, que viveu em Guimarães, onde parece que já era tabelião em 1379, e de sua mulher Isabel Dias do Canto ou do Couto.
FILHOS

8.1.    D. Emília, nascida a 10.8.1838 na quinta do Couto e falecida solteira em vida de sua mãe.

8.2.    D. Maria Antónia de Paiva Baptista, nascida a 28.11.1839 em Braga (S. João do Souto), proprietária, moradora na quinta do Couto em 1874 e moradora solteira em Valbom em 1911.

8.3.    João Baptista de Paiva Brandão, nascido a 3.9.1841 na quinta do Couto. Ainda vivia em 1881.

8.4.    António Luiz de Paiva do Couto, proprietário, morador na rua da Ponte, em S. Lázaro (Braga), nascido a 23.12.1843 na quinta do Couto e falecido depois de 1874. Casou a 21.11.1870 em Stª Leocádia de Briteiros (Guimarães) com D. Luiza Augusta Barbosa, filha de Domingos Barbosa Machado e sua mulher D. Luiza Joaquina de Gouveia.

FILHOS

8.4.1.   D. Sofia Barbosa de Paiva do Couto, nascida a 23.3.1873 em Braga (S. Lázaro).

8.4.2.   Alfredo de Paiva Brandão, nascido a 2.6.1874, ib.

8.5.    D. Maria da Oliveira de Paiva Brandão Baptista, que segue no nº 9.

8.6.    D. Iria Ferreira de Paiva, nascida a 28.1.1847 na quinta do Couto e falecida a 17.1.1937 em S. Vicente do Penso (Braga). Casou em Abril de 1875 na Sé de Braga com Luiz António de Carvalho, nascido em Braga (S. Pedro d’Este).

8.7.    D. Ana Iria de Paiva Ferreira, professora régia em S. Vicente do Penso (Braga), nascida em Junho de 1850 em S. Martinho de Sande. Casou a 27.12.1880 na Sé de Braga com António Francisco Martins, professor primário em S. Vicente do Penso, nascido em Fafe e falecido a 1.5.1882 em S. Vicente do Penso.   

  

9.           D. Maria da Oliveira de Paiva Brandão Baptista, nascida a 9.2.1846, Guimarães (Stª Mª da Oliveira) e falecida em Valbom (Gondomar). Casou a 12.1.1874 na Sé de Braga com António Rodrigues Leitão, rico negociante no Porto e morador na sua casa do Largo de Fonte Pedrinha, em Valbom (Gondomar), baptizado a 16.3.1851, em S. Tiago de Sande (Lamego), filho de Basílio Rodrigues Leitão, aí proprietário agrícola, e de sua mulher Jerónima do Nascimento Pereira; neto paterno de José Rodrigues Leitão e sua mulher Ana da Costa; e neto materno de António Ferreira e sua mulher Margarida Pereira, todos moradores em S. Tiago de Sande. António Rodrigues Leitão era sobrinho do Dr. António Rodrigues Leitão, cirurgião-mor do Exército, um dos oficiais realistas que passaram para os liberais e ficaram ao seu serviço, pelo que foram excluídos das escalas, por ordens de 21.12.1833 e 23.3.1834.

FILHOS

9.1.    D. Laurinda Rodrigues Baptista Leitão, que sucedeu na casa de Fonte Pedrinha, onde nasceu, sendo bat. a 1.12.1874 no Porto (Stº Ildefonso) e falecendo a 24.12.1950 na dita casa. Casou a 28.1.1911, ib, com Álvaro Ribeiro Lopes, empresário, nascido 28.3.1889 em Valbom e falecido a 20.12.1950, ib, filho de Serafim Ferreira Martins Lopes, empresário, e de sua mulher (casados a 30.4.1877, ib) Antónia da Costa Pinto Ribeiro, proprietária; neto paterno de José Ferreira Martins de França [56], empresário, e de sua mulher (casados a 19.2.1846, em S. Cosme) Rosa Lopes Martins Cardoso [57]; neto materno de Joaquim Pinto Ribeiro, proprietário, nascido em 1819 e falecido a 19.6.1893 em Valbom, e de sua mulher Quitéria da Costa. C.g.

9.2.    António Rodrigues Leitão, referido como solteiro, proprietário, no casamento de sua irmã em 1911. Faleceu solteiro.

 

Porto 2006  


Notas


[1] Vide Domingos de Araújo Affonso, «Da verdadeira origem de algumas famílias ilustres de Braga e seu termo», (Paiva Brandão), separata da revista «Bracara Augusta», vols. XXII (fascs. 63-66), Braga, 1968.

[2] Paivas, §2

[3] Vide «Ascendências Visienses, Ensaio genealógico sobre a nobreza de Viseu. Séculos XVV a XVII», Porto 2004, de Manuel Abranches de Soveral, Volume II, pag. 299.

[4] PL, Vol I, pag. 119

[5] Vide Gaio, Coutinhos, §155.

[6] ADB, Nota Geral

[7] ADB, Nota de António Bravo.

[8] ADB, Nota de Manuel de Lemos.

[9] ADB, Livro de Prazos da Mitra.

[10] Certamente familiar ou descendente de D. João Parvi, francês de nacionalidade, que foi cónego da Sé de Viseu e bispo de Cabo Verde (23.9.1538), onde faleceu a 29.11.1546.

[11] Cunhas, §67, nº 3

[12] Vide, do autor, «Portocarreros do Palácio da Bandeirinha», Porto 1997, «Ascendências Visienses. Ensaio Genealógico sobre a nobreza de Viseu. Séculos XV a XVI», Porto 2004, e «Os Portocarreiro ou Portocarrero. Estudo complementar».

[13] A sua naturalidade documenta-se na IG do neto. Mas os paroquiais da freguesia de Maximinos só começam em 1615, e o seu baptismo não consta, pelo que nasceu antes desta data.

[14] O casamento não aparece nas freguesias da cidade de Braga nem em Tenões. Se foi na freguesia de Garfe, concelho de Póvoa de Lanhoso, é impossível saber, uma vez que os respectivos livros paroquiais só começam em 1651.

[15] Casou a 1ª vez a 14.2.1621 em S. João do Souto com Maria Vaz de Freitas, filha de Francisco Vaz, cidadão de Braga, e de sua mulher Filipa Fernandes de Freitas.

[16] Consta como fidalgo da Casa d’el Rei numa escritura de 18.12.1577 – ADB, Nota Geral.

[17] ADB, Nota de Sebastião António de Barros e Silva.

[18] Vide Gaio, Barros, §43. Filha de Afonso Pequeno Chaves e de sua mulher Maria de Barros, filha esta de Rodrigo de Barros e de sua mulher Isabel Vaz de Macedo. Esta Isabel era filha esta de Martim Rebello de Macedo, comendatário do mosteiro do Souto, no termo de Guimarães. Aquele Rodrigo de Barros era filho de João Rodrigues de Araújo, da Galiza, e de sua mulher Filipa de Barros, referida em «Ascendências Visienses. Ensaio Genealógico sobre a nobreza de Viseu. Séculos XV a XVI», Porto 2004, de Manuel Abranches de Soveral, Volume I, pag. 279. Afonso Pequeno Chaves, nascido cerca de 1488, era filho de Afonso Pequeno, cavaleiro fidalgo do duque de Bragança e seu copeiro, procurador da comarca de Trás-os-Montes (28.10.1484), etc., e sua mulher Inez Pires Leite; neto paterno de Lopo Pequeno e materno de Pedro Esteves da Roda de Chaves, escudeiro fidalgo, falecido em 1440, 4º morgado da Albergaria de Stª Catarina, em Chaves (1406), e de sua mulher Betaça Afonso Leite. Aquele Lopo Pequeno foi colaço do marquês de Valença e era filho de Nuno Pequeno, amo do dito marquês. Devia ser irmão de Gonçalo Pequeno, morador em Monte Negro, a quem a 16.7.1455 D. Afonso V privilegiou, a pedido do duque de Bragança, concedendo-lhe todos os direitos, privilégios, honras, liberdades e franquezas que têm os vassalos régios aposentados.  

[19] Vide Gaio, Barros, §43.

[20] ADB, Livro das Matrículas de 1588, f. 551.

[21] ADB, Nota Geral

[22] Vide Domingos de Araújo Affonso, «Da verdadeira origem de algumas famílias ilustres de Braga e seu termo» (Vieiras Cabrais), separata da revista «Bracara Augusta».

[23] É assim referido na IG de seu neto o Doutor Francisco de Paiva Brandão.

[24] ADB, Nota Geral.

[25] Maria de Andrade vem como «irmã do arcediago» na IG de seu neto o Doutor Francisco de Paiva Brandão, vigário-geral de Chaves.

[26] Era filho de António Bouro ou do Bouro, que viveu em S. Marcos (Braga) e foi criado de António de Oliveira, cónego da Sé de Coimbra, e de sua mulher Branca Dias. Esta Branca Dias tinha o prazo de umas casas em S. João do Souto, cujos direitos vendeu a Jorge de Abreu, que dele teve renovação a 14.10.1546, como informa Gaio (Bouros). Dado que o nome Abreu aparece na sua descendência, é provável que Branca Dias fosse Abreu e parente do dito Jorge de Abreu.  

[27] Vide «Ascendências Visienses, Ensaio genealógico sobre a nobreza de Viseu. Séculos XVV a XVII», Porto 2004, de Manuel Abranches de Soveral, Volume II, pag. 215.

[28] ADB, Nota Geral.

[29] Quando casou morava em Braga, no Campo dos Remédios, na casa de seu avô (materno) Salvador de Magalhães Machado, que por testamento de 2.10.1646 lhe deixou um conto de réis em dinheiro, a quinta da Quintã em S. Martinho de Ferreiros, o casal dos Pombais das Tábuas Vermelhas de Guimarães, etc.

[30] ADB, Inquirições de genere, proc. 295.

[31] ADB, Nota Geral.

[32] Vide «Antigas Casas e Famílias do Concelho da Póvoa de Lanhoso III - Casa do Pomar», 2001, de Luís Velloso Ferreira.

[33] ADB, IG, proc. 378 .

[34] ADB, IG, proc. 7756

[35] ADB, IG, proc. 7756

[36] ADB, IG, proc. 7756

[37] A última referida por Gaio nesta linha. Vide Gaio, Barros, §69, nº 12.

[38] ADB, Testamentos da Provedoria, 6.860. Manda sepultar-se com seu marido no túmulo na igreja da Senhora-a-Branca, deixa obrigação de mais de 250 missas e deixa herdeiro universal seu filho Gabriel Luiz, nomeando no prazo de Baixetes seu neto Manuel, no prazo do Outeiro sua neta D. Ana, ambos filhos do dito Gabriel.

[39] Gaio, Cunhas, §67.

[40] ADB, IG, proc. 33081.

[41] ADB, Testamentos da Provedoria, 6.406. Declara ser casado com D. Luiza de Paiva Pereira e terem 5 filhos (Gabriel de Paiva e Eroza, Manuel Frutuoso de Paiva e Eroza, António Luiz Brandão, D. Joana de Paiva e Eroza e D. Rosa de Paiva Pereira). Deixa a Gabriel a terça, o seu prazo de S. Paio com todas as suas pertenças que estão no Monte das Laceiras, foreiro ao abade de Tenões, o prazo dos Moinhos de Baixo, que comprara a António de Almada Portocarreiro, e a quinta de Baixetes, em que vive, que é herdada dízimo de Deus, ficando a mulher como usufrutuária. Manda que as filhas vão para religiosas, encarregando Gabriel de as prover com o necessário, e deixa 600.000 reais para dar aos outros filhos (e mais 100.000 para Manuel), mas só no caso de entrarem na vida religiosa.

[42] Aparece também como Gabriel Luiz de Eroza e Paiva e Gabriel de Paiva e Eroza, sendo com este último nome que consta no testamento de seu pai.

[43] Começou a fazer testamento mas não chegou a acabá-lo.

[44] Como Antónia Maria de Eroza Pereira da Fonseca casou a 11.1.1723 em Braga com João Monteiro de Andrade, sendo pais do Dr.José António Pereira de Andrade, que casou com D. Luiza Maria Barbosa Pereira do Lago (vide Gaio, Araújos, §490). Antónia Maria era filha de Carlos da Fonseca Pereira, tabelião de Braga, e de sua mulher (casados a 6.6.1693, ib) Mariana da Costa, irmã de Diogo Luiz de Eroza.

[45] IG (26.3.1832) do neto João Baptista de Sampayo - ADB, IG, proc. 26505

[46] ADB, IG, proc. 24159.

[47] IG (26.3.1832) do bisneto João Baptista de Sampayo - ADB, IG, proc. 26505

[48] O Dr. José António Pereira de Andrade, já referido em nota anterior, era neto de Carlos da Fonseca Pereira, tabelião de Braga, e de sua mulher (casados a 6.6.1693) Mariana da Costa, irmã de Diogo Luiz de Eroza.

[49] Filha natural, que tinha sido legitimada pelo casamento dos pais em 1802.

[50] Referido nas «Memórias Particulares de José Inácio Peixoto» quando dá «Noticia das familias de [apagado] no anno de 1797 que tinhão nobreza conhecida e das que principiavão a gosar de estado de nobreza, seguindo a situação das suas cazas», dizendo-o morador no Campo dos Remédios.

[51] ADB, IG, proc. 21032. Era irmão de António José Torres, também com inquirições de genere em Braga, a 13.3.1732 (proc. 4578).

[52] Casou a 2ª vez a 24.4.1854 em Braga-Souto, com Joaquim Alexandre de Souza, sargento do Regimento de Infantaria Nº 8.

[53] Também aparece como D. Ana Emília Baptista de Sampayo.

[54] ADB, IG, proc. 26505.

[55] Nascido a 4.5.1788 em S. Sebastião (Guimarães), falecido a 16.2.1859, e casado a 5.6.1811 em Guimarães (S. Paio) com D.Francisca Emília Pereira Teixeira (1787-1843). Destes foi filho, entre outros, João Baptista de Sampayo, nascido a 16.7.1816 e falecido em 1885, fidalgo da Casa Real (21.3.1853), casado com D. Emília Augusta Gonçalves Dias, sendo destes filho Manuel Baptista de Sampayo, nascido em Guimarães (S. Paio) em 1856 e falecido em 1914, que casou com D.Madalena Carolina Peixoto de Bourbon, nascida em Azurém, São Pedro, com geração nos Bourbon de Sampaio e nos Sampaio de Bourbon, nos Macedo de Menezes (Margaride), nos Pereira de Moraes (viscondes de Moraes), etc.

[56] Filho de Agostinho Ferreira de Castro, senhor da quinta de Lodeiro, em S. Pedro da Cova, e sua mulher e parente (casados a 23.10.1811 em S. Pedro da Cova) Antónia Martins de França; neto paterno de Manuel Ferreira, senhor da dita quinta, e sua mulher Maria Martins de Castro; e neto materno de Manuel Martins de França e sua mulher Custódia Álvares Borges. Este Manuel Martins de França era filho de Manuel de França e de sua mulher (casado a 7.7.1754 em S. Pedro da Cova)  Águeda Jorge de Castro, sendo esta sobrinha de André Álvares de Castro, cavaleiro fidalgo da Casa Real (2.9.1749), e de seu irmão Manuel Álvares de Castro e Araújo, bat. a 2.5.1692, ib, que esteve no Brasil, onde enriqueceu, sargento-mor do Porto (12.2.1736), cavaleiro da Ordem de Cristo (5.9.1743), cavaleiro fidalgo da Casa Real (10.4.1743), familiar do Stº Ofº (18.3.1737) e fidalgo de cota de armas, para Casto (16.2.1736), senhor da casa armoriada na rua Chã, no Porto, com geração nos barões de Lages. Aquela Maria Martins de Castro era dos mesmos, pois era filha de Manuel Martins de França e de sua mulher (casado a 27.7.1755 em Gondomar) Helena de Castro, sendo esta filha de Bartolomeu João de Castro e de sua mulher e prima Maria João de Castro. Este Bartolomeu era filho de Bartolomeu João e sua mulher Isabel João de Castro, sendo esta irmã de Manuel da Costa e Castro, abade de S. Pedro de Cova, e de Catarina Jorge de Castro, mãe do dito sargento-mor Manuel Álvares de Castro e Araújo.

[57] Nascida em 1810 em S. Cosme e fal. a 5.6.1896, Valbom, sendo sepultada jazigo de família. Era Filha de João Álvares Pinto e Souza Lopes, senhor do prazo da quinta de Carregaes, em S. Cosme, onde viveu e faleceu velho depois de 10.6.1862, e de sua mulher Catarina Martins Cardoso; neta paterna de Francisco Álvares Pinto e Souza e sua mulher Rosa Maria de Jesus Lopes; bisneta de Luiz Álvares Pinto e Souza e sua mulher Ana Maria de Jesus Ramos de Aguiar; trineta de Manuel Álvares Pinto e sua mulher Mariana Francisca de Souza.

 
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