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«Meirelles Barreto de Moraes das Casas do Pinheiro de Cête e do Outeiro de Mouriz» Ensaio publicado na revista «Raízes e Memórias», órgão oficial da Associação Portuguesa de Genealogia, nº 14, Outubro de 1998 (corrigido e largamente aditado) Introdução Este pequeno estudo genealógico sobre uma família da nobreza rural do termo do Porto, inicia-se com um fidalgo minhoto que se estabeleceu em Cête na segunda metade do séc. XVI, numa casa que ainda não foi destruída e hoje se mantém com caseiros, mais ou menos com a arquitectura de então, de que se destaca a bela varanda colunada que dá para o pátio interior. Seu bisneto sucessor, Bento Barreto de Moraes, vem a casar com Brites de Meirelles Freire, cuja ascendência foi tratada, no artigo «O Descobridor do Congo e o apelido Cão»(1), pelo Prof. Doutor Luiz de Mello Vaz de São-Payo, que aí me manda actualizar a respectiva descendência... O que eu fiz na medida dos possíveis, resultando assim este pequeno estudo, para o qual tive a desinteressada ajuda do meu Amigo José Leão. Como análise do conteúdo substantivo desta série genealógica, é de realçar a inicial ligação à administração local, sobretudo militar. Depois, no século XVIII, a quase inevitável ligação desta família duriense à produção e exportação de vinho do Porto. E, a partir de meados do século XIX, o retorno à administração pública local, desta feita sobretudo civil, a par das profissões liberais de formação universitária. Ao longo de todo este período é grande a ligação à Igreja, sobretudo às ordens de S. Bento e Stº Eloi. O uso de Dona para as senhoras desta família só começa, nos paroquiais, a partir dos finais do séc. XVII. Finalmente, de registar a quase inexistência de títulos nobiliárquicos nesta família, mesmo no liberalismo, e da grande independência e autonomia que manteve em relação ao favor do Príncipe e às benesses do Terreiro do Paço...
§ único I FRANCISCO DE MORAES COGOMINHO(2), cavaleiro fidalgo da Casa Real(3), foi o 1º senhor da casa e quinta do Pinheiro(4), bem assim como provavelmente da quinta da Covilhã(5), esta no lugar de Além (Cête), e de muitas outras propriedades em Cête e Mouriz, que lhe vieram pelo casamento. Viveu na primeira destas casas, sita no lugar do Pinheiro, em Cête (então freguesia e hoje lugar da freguesia Mouriz, concelho de Paredes, distrito do Porto), onde se tratou à lei da nobreza, com criados e escravos, como se documenta nos respectivos assentos paroquiais. Faleceu com mais de 80 anos de idade a 13.10.1616, ib, com testamento, sendo sepultado no mosteiro de Cête com um ofício de 21 clérigos. Tinha nascido cerca de 1537 em Mesão Frio (Régua), ou na vila ou no seu termo, que então incluiua a freguesia de Sedielos, onde seu filho se documenta. Era irmão de Fernão Gomes de Moraes (6), escudeiro fidalgo da Casa do infante D. Luiz e depois da Casa Real (1556), fidalgo de cota de armas (22.4.1558), com carta de brasão para Moraes e Cogominho(7), etc., sendo ambos filhos(8) de Diogo Gomes de Moraes, também fidalgo da Casa Real, morador em Mesão Frio, e netos paternos do licenciado Fernão Gomes, corregedor de Trás-os-Montes, ouvidor do Mestrado de Cristo, etc., e de sua mulher Isabel de Moraes Cogominho. O licenciado Fernão Gomes já tinha falecido a 25.8.1516, data em que D. Manuel I deu a Isabel de Moraes, mulher que foi de Fernão Gomes, ouvidor do Mestrado de Cristo, uma tença de 6.000 reais, pelos serviços de seu falecido marido (CMI, 24, 107). A 19.3.1513 o mesmo rei privilegiou o licenciado Fernão Gomes, ouvidor do Mestrado de Cristo, escusando do pagamento de peitas, etc., todos seus amos e caseiros que tiverem suas casas encabeçadas (CMI, 11, 79 e 79v). E a 18. 5. 1515 confirmou à vila de Miranda do Douro os mandados dos corregedores Fernão da Fonseca e licenciado Fernão Gomes, para que os procuradores da terra fossem eleitos de entre homens que andassem na Câmara, de modo a que os juízes e vereadores com facilidade acordassem com eles o que fosse proveitoso para o lugar (CMI, 11, 95v). Tendo em conta a cronologia envolvente, este Dr. Fernão Gomes deve ter falecido pouco depois de casar, ainda relativamente novo. E pode perfeitamente ter sido natural de Mesão Frio ou Sedielos. Os seus cargos levaram-no à corte, nomeadamente a Santarém, onde certamente vivia a mulher. Até porque parece ser o bacharel Fernão Gomes, escudeiro da Casa d'el rei, que a 3.1.1505 foi nomeado juiz de fora de Beja, com 20.000 reais de mantimento, sendo 10.000 pela fazenda real e 10.000 pelas rendas do concelho (CMI, 23, 47 e 47v). O casamento com Isabel de Morais Cogominho, certamente em Santarém, deve ter-se realizado cerca de 1509. Isabel de Moraes Cogominho era irmã de Cristóvão de Moraes Cogominho, ambos filhos de João de Moraes (9), cavaleiro fidalgo da Casa Real, almoxarife das rendas de Santarém, etc., e de sua mulher Isabel Mendes Cogominho, certamente filha de Gonçalo Mendes Cogominho, morgado da Torre de Coelheiros, falecido em 1482. A 29.7.1452 D. Afonso V confirmou o privilégio a Gonçalo Mendes Cogominho, morador na cidade de Évora, coutando-lhe a sua quintã dos Coelheiros e herdade de Vale de Rico Homem e outras herdades do termo da cidade de Évora, da forma que o fizeram os monarcas seus antecessores (insertas cartas de D. Duarte de 21.4.1434 e de D.Afonso V de 16.3.1450). E em Março de 1482 D. João II confirmou a Nuno Fernandes Cogominho o couto da sua quintã de Coelheiros como tinha seu pai Gonçalo Mendes Cogominho. Francisco de Moraes Cogominho casou cerca de 1574 na igreja do mosteiro de Cête(10) com MARIA BARRETO, que terá nascido cerca de 1558 na cidade do Porto e já era falecida em 1586(11), muito herdada em Cête e Mouriz, que era irmã de João Monteiro Barreto e ambos filhos de António Monteiro, cidadão do Porto, juiz e recebedor das sisas de Aguiar de Sousa (hoje Paredes), etc., e de sua mulher Inez Barreto. Julgo ser este António Monteiro meio-irmão(12) de Álvaro Monteiro, fidalgo da Casa Real e de Cota de Armas (1543), cidadão e tabelião do Porto (1571), escrivão da Câmara (r. de 1576), etc., senhor da casa da Quintela, em Vila Nova (Arouca), portanto ambos filhos de outro Álvaro Monteiro, senhor da dita casa de Quintela, em Tarouca, cidadão e tabelião do Porto, cavaleiro fidalgo da Casa dos duques de Viseu (pais de D. Manuel I), etc., e de sua 2ª mulher Filipa de Almeida (filha de Rui Lopes de Almeida, alcaide-mor de Freixo de Numão); e neta paterna de Gonçalo Monteiro, cavaleiro fidalgo da Casa dos duques de Viseu, tabelião de Tarouca, etc., falecido depois de 12.2.1500 na quinta da Quintela, no lugar de Vila Nova (Tarouca), e de sua mulher Isabel Rodrigues de Vasconcellos, senhora da dita quinta da Quintela, sendo ela filha herdeira de Rui Gonçalves de Sequeira e de sua mulher Inez de Vasconcellos, filha de Luiz Vaz Cardoso, senhor da honra e quintã de Cardoso em S. Martinho de Mouros, e de sua mulher Leonor de Vasconcellos. Aquele Rui Gonçalves de Sequeira deve ser o Rui Gonçalves, escudeiro, morador em Tarouca, que a 13.9.1453 D. Afonso V nomeou para o cargo de juíz das sisas desse lugar e seu termo, em substituição de Rui Vasques, que morrera. E o Rui Gonçalves, vassalo, morador em Tarouca, a quem a 14.3.1466 D. Afonso V concedeu carta de privilégio para todos os seus mordomos e apaniguados na comarca da Beira. Inez Barreto(13), que ficou acima casada com António Monteiro, cidadão do Porto, e que terá nascido nesta cidade cerca de 1535, julgo ser a filha mais nova e tardia(14) dos treze filhos(15) de Fernão Nunes Barreto, cavaleiro fidalgo, cidadão do Porto, 4º senhor de juro e herdade de Gafanhão (Castro Daire), Freiriz (Vila Verde) e Penagate (Amares) com todos os seus padroados (24.9.1528), senhor da quinta de S. João da Madeira, etc., e de sua mulher Isabel Ferraz, nascida no Porto cerca de 1500, filha de Afonso Rodrigues Leborão, cidadão do Porto, e de sua mulher Beatriz Ferraz, filha esta de Afonso Ferraz(16), almoxarife de Aveiro e cidadão do Porto, cidade esta onde se documenta a viver com sua mulher em 1486 e onde foi senhor da casa dita dos Ferraz na rua das Flores, fidalgo da Casa do príncipe D. João (futuro D. João II) e seu tesoureiro, senhor morgado de Paço Covo (S. Cristóvão de Refojos) e dos padroados de S. Cristóvão de Refojos (Stº Tirso), Stª Marinha de Penamaior (Paços de Ferreira) e S. Tiago de Lustosa (Lousada), etc., e de sua mulher Isabel Fernandes Andorinha. Aquele Fernão Nunes Barreto era filho de João Nunes Cardoso de Gouvea e de sua 1ª mulher Leonor Gomes Barreto, fal. a 17.3.1498 em Aveiro. João Nunes Cardoso de Gouvea viveu em Aveiro, foi cavaleiro da Ordem de Cristo e senhor dos coutos de Freiriz, Penegate e Gafanhão, cujos direitos comprou a 1.10.1496 ao conde de Penela e teve deles doação real de juro e herdade a 24.12.1505. Fez testamento a 1.12.1498, sendo «morador em Aveiro e escudeiro fidalgo da Casa de S. Magestade», testamento este confirmado a 16.11.1510 «nas moradas do muito honrado João Nunes de Gafanhão, cavaleiro da Casa de El-rei nosso Senhor ... estando ele ai presente logo por ele foi dito que tinha feito testamento a 1 de dezembro de 1498». Era filho de Fernão Nunes Cardoso (17), cavaleiro fidalgo, senhor da torre do Quintal, onde viveu, e das honras do Telhado, de Real, Molelos, Botulho, Nandufe, Castanheira, Stª Ovaia, Casais de Vila Verde, etc.., e de sua 1ª mulher e prima Catarina Pires do Quintal. Leonor Gomes Barreto, que ficou acima, era filha de Nuno Gil Barreto(18), de sua mulher Beatriz Gomes de Quadros. Filhos: 1(II) Diogo Gomes de Moraes, que segue. 2(II) Francisco, crismado a 7.1.1587 no mosteiro de Cête, s.m.n. 3(II) Inez Barreto, que vivia solteira na casa do Pinheiro quando em 1611 é madrinha de baptismo de sua sobrinha Jerónima. 4(II) Maria Barreto de Moraes, que n. na casa do Pinheiro cerca de 1578 e deve ter herdado de seus pais a quinta da Covilhã, onde provavelmente viveu e onde uma sua filha aparece mais tarde a viver. Casou a 11.6.1600, ib, com Vicente Carneiro Borges, irmão do padre Gaspar Beleago, ambos filhos de Pedro Borges Carneiro e de sua mulher Guiomar da Cunha, moradores na sua quinta do Real, prazo que o mosteiro de Paço de Souza lhes confirmou em 3ª vida em 1608; neto paternos de Manuel de Carvalho e de sua mulher D. Maria Carneiro, 2ª senhora do prazo da quinta do Real, em que sucedeu a seu pai Diogo Alvares Beleago, a quem o mosteiro de Paço de Souza emprazou a quinta do Real em 1530. Aquela Guiomar da Cunha era irmã do padre Jerónimo da Cunha, abade do mosteiro de Cête, onde fal. a 29.6.1671, e de Pedro da Cunha, senhor da quinta de Subcarreira, em Ermegilde (Paço de Souza), que fez justificação da sua nobreza a 8.2.1617, no tabelião Manuel Pereira Barbosa, todos filhos de Pedro da Cunha e netos paternos do padre Jerónimo de Ozorio, fidalgo da casa do cardeal-rei D. Henrique, que foi abade de S. Martinho de Lagares. Filhos: 1.4(III) Padre Bento Carneiro de Moraes, reitor de S. Martinho de Parada de Todea, n. a 3.9.1608 em Cête e foi crismado a 24.10.1621 no mosteiro de Cête com suas irmãs Escolástica e Maria. 2.4(III) Francisco, n. a 21.11.1609, ib, e fal. menino. 3.4(III) Sebastiana, n. a 21.8.1611, ib, e fal. menina. 4.4(III) Guiomar, n. a 15.3.1612, ib, e fal. menina. 5.4(III) Escolástica de Moraes Barreto, crismada a 24.10.1621, ib, com seu irmãos Bento e Maria. Sucedeu a sua tia paterna Isabel Borges da Cunha no prazo da quinta do Real, em Paço de Souza. Casou a 11.11.1644, ib, pelo dito seu irmão, com João Ribeiro Cabral, que sucedeu no prazo da quinta do Real por escritura de 1.4.1662. Filho: 1.4.3(IV) Bento Cabral de Moraes, 7º senhor do prazo da quinta do Real, por escritura de 19.11.1674 no tabelião Manuel de Souza. Casou com Maria de Andrade e foram pais de Alexandre Ribeiro Cabral, sucessor na quinta do Real (29.11.1705), que deixou sucessora (testamento de 3.6.1762 no tabelião António Machado de Miranda) sua filha D. Tereza de Moraes Barreto, que c.c. (escritura de dote 24.2.1766 no tabelião Agostinho Manuel da França) João Barbosa da Silva Leão, da freguesia de Parada, s.m.n. Do antedito Alexandre Ribeiro Cabral parece irmã a D. Escolástica de Moraes Barreto que casou com David de Castro Salgado, de Stª Senhorinha de Cabeceiras de Basto, sendo pais do Padre Simão Caetano de Moraes Barreto, vigário colado da freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo de Carijós, comarca do Rio das Mortes, Mariana, natural de São Faustino de Vizela, Guimarães, e falecido na sua vigararia em 1775, e de D. Gertrudes Teresa de Vilas Boas Cabral, casada com o capitão Felix António de Moraes Barreto, certamente seu primo, de que estava viúva quando em 1776 requereu a herança de seu antedito irmão (Feitos Findos, Fundo Geral, letra S, mç. 209). Aquele capitão Felix António de Moraes Barreto teve a 5.4.1753 carta de propriedade de ofício (Registo Geral de Mercês de D. José I, 5, 452). 6.4(III) Maria Barreto de Moraes, n. a 25.11.1615, ib, tendo por madrinha de baptismo sua tia Escolástica Brandão e crismada a 24.10.1621 com seu irmãos. Sucedeu na quinta da Covilhã, onde viveu e fal. a 1.8.1699. Casou a 29.11.1651 com Manuel Lopes de Sousa, n. em S. Pedro de Ferreira, que viveu com sua mulher na quinta da Covilhã, onde fal. a 11.4.1703, filho de Simão de Souza, tesoureiro de S. Pedro de Ferreira. Filho: 1.4.3(IV) Diogo Lopes Barreto de Moraes, que sucedeu como 4º senhor da quinta da Covilhã, onde n. a 10.11.1652 e fal. a 1.9.1720. Casou cerca de 1688 com Maria Barbosa de Andrade, n. em Barreiros (Paço de Sousa), senhora da quinta do Covo, em Mouriz, filha de Pedro Barbosa e de sua mulher Ângela Rodrigues. Filhos: 1.1.4.3(V) Hipólito Barreto de Moraes, sargento-mor da Ordenança de Aguiar de Sousa, fidalgo de Cota de Armas, com carta de brasão para Moraes, Barreto, Barbosa e Andrade, que sucedeu como senhor da quinta do Covo. N. a 13.8.1689 na quinta da Covilhã e casou com Ana Maria Coelho Ferraz, filha de Pedro Coelho e de sua mulher e prima Maria Coelho Ferraz. Filha: 1.1.1.4.3(VI) D. Maria Eusébia Barreto de Moraes, que sucedeu como senhora da quinta do Covo, onde casou comBernardo José de Mattos de Sottomayor e Noronha(23), fidalgo cavaleiro da Casa Real, senhor da quinta do Paço, em S. João de Eiriz (Paços de Ferreira), filho de Baltazar de Mattos de Sottomayor e Noronha, fidalgo da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo, senhor da dita quinta, capitão-mor de Ferreira e Refoios, etc., e de sua mulher D. Asensia Maria de Sá Falcão Aranha. C.g. 2.1.4.3(V) Padre José Lopes Barreto de Moraes, que viveu na quinta da Covilhã 3.1.4.3(V) D. Maria Barreto de Moraes, fal. solt. 4.1.4.3(V) D. Clara Maria Barreto de Moraes, que sucedeu a seus irmãos padres como 5ª senhora da quinta da Covilhã, onde nasceu. Casou cerca de 1720 com o Cap. Manuel Vieira Borges, n. em S. Vicente de Irivo (Penafiel), filho de António Vieira e sua mulher Susana Borges. Filho: 1.4.1.4.3(VI) Manuel Estêvão Barreto de Moraes e Andrade Vieira de Barbosa, sargento-mor da Ordenança de Aguiar de Souza, fidalgo de cota de armas, que sucedeu como 6º senhor da quinta da Covilhã, onde n. a 26.12.1721. Casou a 4.11.1748, ib, comD. Florência Ventura de Faria Leite de Bragança(25), filha de Hipólito de Meirelles Afonso Fayão, fidalgo cavaleiro da Casa Real, senhor da casa da Nogueira, ib, e de sua mulher D. Margarida de Faria Leite. C.g. 5.1.4.3(V) Padre Jacinto Lopes Barreto de Moraes, que viveu na quinta da Covilhã. 6.1.4.3(V) Padre Dr. Henrique Lopes Barreto de Moraes, abade de Mouriz. 5(II) Jerónima de Moraes, que n. na casa do Pinheiro cerca de 1578 e viveu na quinta da Lage ou Lágea, em Parada de Todeia, sendo ela e seu marido «de nobre sangue e cidadãos da cidade do Porto». Casou em 1605 com Gaspar Barbosa de Leão(19), senhor da dita quinta, onde fal. em 1607, filho de António de Leão da Fonseca, senhor da dita quinta, e de sua mulher Cecília Fernandes; neto paterno de Gaspar Barbosa, notáro apostólico, e de sua mulher Beatriz de Leão, senhora da dita quinta da Lage ou Lágea. Esta Beatriz, que nasceu entre 1467 e 1470, era filha de Pedro de Leão, senhor da quinta do Beco, em S. Miguel de Rans (Penafiel), e de sua mulher Beatriz da Fonseca (cuja ascendência refiro em Paiva Brandão), senhora do prazo da dita quinta da Lágea, que a 11.6.1505 compraram a quintã do paço de Pombal, em Vila Boa de Quires, por 50.000 reais, a Vasco Martins de Portocarreiro e sua mulher Catarina da Cunha, com a condição de a venderem pelo mesmo preço a qualquer descendente dos vendedores que o quisesse comprar, o que fez dois meses depois D. Guiomar da Cunha, neta dos vendedores, como refiro em «Os Portocarreiro ou Portocarrero. Estudo complementar». Filho: 1.5(III) Capitão Francisco Barbosa de Moraes, que sucedeu como senhor da quinta da Lage, onde n. a 29.5.1607 e fal. a 10.3.1692, tendo casado a 24.1.1622 com Ana da Fonseca, senhora do casal das Quintãs e outros, em S. Vicente do Pinheiro, c.g. nos morgados da Quintã.(20). II DIOGO GOMES DE MORAES COGOMINHO (26), fidalgo cavaleiro da Casa Real, sucedeu como 2º senhor da casa e quinta do Pinheiro e varias outras propriedades de seus pais. Nasceu cerca 1575, foi crismado a 7.1.1587 e faleceu velho a 15.8.1652, sendo sepultado no mosteiro de Cête. Na habilitação para o Stº Ofício (1701) de seu neto, várias testemunhas documentam a sua Nobreza, como é o caso do padre Jordão da Cunha, morador na quinta da Quebrada, em Mouriz, de 66 anos, que diz ter ainda conhecido bem Diogo de Moraes e sua mulher, sendo «pessoas mtº nobres, e elle grande cavaleiro, que viverao de suas fazendas». Viveu algum tempo em Sedielos (Régua), onde teve a quinta de Sermanha e onde lhe nasceram pelo menos dois filhos e a mulher morreu. Casou cerca de 1610, certamente em Paço de Sousa(27), teria ele já 35 anos e ela apenas cerca de 18 anos de idade, com ESCOLÁSTICA BRANDÃO, nascida cerca de 1592 em Paço de Sousa, conforme garantem as citadas testemunhas, e falecida a 27.7.1632 em Sedielos, com testamento, deixando nos bens da alma dez missas de nove lições, das quais uma cantada. Era, tudo o indica, filha de Francisco Brandão Borges, morador em Paço de Sousa, que teve carta de armas a 26.4.1584 para Brandão e Borges, com um cardo de prata florido de verde por diferença, filho de Pedro Brandão Borges e neto de Pedro Brandão e sua mulher Maria Borges. Este Pedro Brandão foi senhor das quintas da Quebrada de Valbom e de Borbeches, ambas em Paço de Souza, prazos que o mosteiro lhe confirmou em 3ª vida respectivamente em 1570 e 1568, e casou com Catarina Lopes. Sua mães, Maria Borges, e sua avó Aldonça Borges, tiveram respectivamente a 2ª (1552) e 1ª vida (1514) nos ditos prazos. Diogo Brandão(28), deve ser o que foi filho e sucessor de outro Diogo Brandão(29), comendatário de Guilhabreu na Ordem de Cristo, senhor da quinta de Avintes, etc., e de sua mulher D. Mécia de Faria, filha do comendatário de Cête Simão de Faria. Filhos: 1(III) Jerónima de Moraes Cogominho, n. a 11.9.1611 na casa do Pinheiro. Foi crismada em Paço de Souza a 24.10.1621 com seus irmãos Diogo e Maria. Em 1631 foi madrinha em Sedielos e herdou aí, com sua irmã Maria, a quinta de Sermanha, que passaria à descendência de sua irmã Sebastiana. Fal. depois de 1690 (o seu óbito não aparece até este ano, sendo que o livro seguinte está muito danificado) e seguramente depois de 1680. C. a 28.6.1653, ib, por procuração passada a seu cunhado Nicolau de Freitas, tinha já 42 anos de idade, c. Manuel Pereira (Alcoforado), fal a 14.9.1680, ib, com ofício de 22 padres no dia e mês do falecimento e com testamento, ficando herdeira a mulher. Era filho de Gaspar Pereira (Alcoforado), fal. a 23.5.1654, ib, e sua mulher Maria de Freitas, b. a 21.3.1609 e fal. a 27.4.1656, ib. S.g. 2(III) Padre Diogo Gomes de Moraes, reitor de S. Paio (Penafiel), n. a 15.4.1613 em Sedielos (Régua) e foi bat. a 22, sendo padrinhos Francisco de Almeida (Carvalhais) e Leonor Camelo, mulher de António Guedes (Pereira Alcoforado). Foi crismado em Paço de Souza a 24.10.1621 com suas irmãs Maria e Jerónima. 3(III) Escolástica Brandão, n. a 7.3.1615 e bat. a 7 em Sedielos (Régua), sendo padrinhos Gonçalo Pereira (Alcoforado), da casa da Portela, ib, e Maria, filha de Francisco Cardoso, de Sermanha, ib. Fal. a 18.4.1675 na casa do Pinheiro, sendo sepultada no mosteiro de Cête, no túmulo de seu pai. 4(III) Maria Barreto de Moraes, n. cerca de 1617, sendo crismada a 24.10.1621 com seus irmãos Diogo e Jerónima. Viveu em Sedielos, onde herdou, com sua irmã Jerónima, a quinta de Sermanha, e onde fal. a 12.12.1671. C. a 9.5.1641 no mosteiro de Cête c. Nicolau de Freitas, fal. a 10.1.1686, ib, ficando seu herdeiro o sobrinho o Padre Manuel de Azevedo. S.g. 5(III) Sebastiana de Moraes Barreto, que segue. III SEBASTIANA DE MORAES BARRETO, que sucedeu com sua irmã Escolástica da casa e quinta do Pinheiro, onde viveu. Foi baptizada a 28.1.1625 no mosteiro de Cête pelo seu vigário Frei Manuel de S. Nicolau, sendo padrinhos seu primo Francisco Barbosa de Moraes e sua tia Maria Barreto. Faleceu com apenas 50 anos de idade a 18.4.1675, no mesmo dia em que faleceu sua irmã, sem testamento, sendo sepultada no mosteiro de Cête com um ofício de dez padres. Ela e seu marido foram «pessoas mui nobres e principais desta freguesia, que viveram de suas fazendas», como se documenta no citado processo de familiar do Stº Ofº de seu filho. Casou a 2.2.1660 no mosteiro de Cête, tinha ela já 35 anos de idade e ele apenas 28 anos incompletos, com DOMINGOS FERREIRA DA FONSECA(30), capitão de Cête na Ordenança de Aguiar de Sousa(31), onde foi várias vezes juiz ordinário e vereador do Senado da Câmara. Nasceu a 25.4.1632 na quinta do Prazo do Outeiro, em Cête, e viveu casado na casa do Pinheiro, tendo falecido antes de 1701. Era filho de Santos Ferreira da Fonseca(32), também capitão de Cête na Ordenança de Aguiar de Sousa, senhor da dita quinta do Prazo do Outeiro, onde nasceu a 12.11.1589, vindo a falecer a 26.11.1664 na casa do Pinheiro, e senhor do casal de Cella, ib, que o mosteiro de Paço de Souza lhe emprazou(33) a 10.11.1634, etc., e de sua mulher (casados a 29.10.1629 em Mouriz) Águeda Antónia Teixeira, nascida na casa do Bairro, em Mouriz, e falecida a 23.9.1682 na casa do Pinheiro (irmã do alferes João Teixeira, senhor da casa do Bairro, em Mouriz, referido no nº V); neto paterno de Joana da Fonseca(34), senhora da dita quinta do Prazo, e de seu marido Santos Ferreira o Velho(35), também capitão de Cête na Ordenança de Aguiar de Sousa (era-o em 1608), nascido cerca de 1555 em Paços de Ferreira e falecido a 18.5.1616(36) em Cête, que tudo indica era tio do capitão-mor de Paços de Ferreira Baltazar Ferreira e, portanto, irmão de Baltazar Fernandes Ferreira, que faleceu a 29.3.1617 na sua casa da Quintã de Paços de Ferreira e que na justificação de nobreza de um seu neto se diz descender dos senhores de Ferreira. Estes Santos Ferreira e Baltazar Fernandes Ferreira deviam ser filhos de outro Baltazar Ferreira(37) e sua mulher Catarina Vieira, que em 1541 eram senhores dos prazos do Outeiro de Miram e do Carvalho, foreiros à Mitra do Porto, ambos na freguesia de Santa Cruz e sub-emprazados a caseiros. E todos estes eram certamente descendentes de Estêvão Ferreira, documentado em Cête em 1368, como filho de Martim Ferreira, cavaleiro de Vila Verde, e sua mulher Ouroana Martins, que instituíram capela no mosteiro de Cête. Filho: 1(IV) Bento Barreto de Moraes, que segue. IV BENTO BARRETO DE MORAES(38), que sucedeu como 4º senhor da casa e quinta do Pinheiro e demais propriedades de seus pais e tios. Foi baptizado a 9.1.1661 no mosteiro de Cête, tendo por padrinho seu primo o padre Inácio Barbosa de Moraes, e faleceu a 9.8.1729, ib, com 68 anos de idade, deixando testamento e sendo sepultado na igreja do mosteiro de Cête, no seu jazigo «por cima das grades», com três ofícios de 20 padres cada um e a obrigação de lhe rezarem pela alma 100 missas «de tostão cada uma». Várias vezes juiz ordinário do concelho de Aguiar de Souza e vereador do Senado da Câmara, foi familiar do Stº. Ofº. (5.5.1701), em cujo processo(40) de habilitação as testemunhas dizem dele que «he homé nobre, e dos principaes da terra», acrescentado que «he pessoa de boa vida e costumes, juizo e capacidade pera delle se poderem fiar negocios de muito segredo, e importancia como os do Stº Ofº, e conhece delle que todos os que lhe forem incarregados dará boa conta e satisfação, porquanto tem sido juiz do concelho nesta Terra, e serviu com grd. inteireza e satisfação, e que sabe bem ler e escrever e vive mtº limpa e abastadamente de suas quintas». Casou em finais de 1684, em paróquia ainda indeterminada(41), tinha ele 23 anos e ela 25 anos de idade, com BEATRIZ DE MEIRELLES FREIRE(42), nascida a 2.9.1659 na quinta de Rio de Moinhos, em S. João de Covas (Lousada), e falecida a 8.5.1737 na casa do Pinheiro, com 78 anos de idade, após quatro meses de doença, sendo sepultada junto a seu marido, com três ofícios de 20 padres cada um. Era filha de Domingos de Meirelles Freire, capitão da Ordenança de S. João de Covas, senhor da dita quinta de Rio de Moinhos, onde faleceu a 20.5.1675, etc., e de sua 2ª mulher (casados a 12.6.1651 em S. Pedro de Raimonda) Leonor Neto (de Sottomayor) (43), falecida a 20.5.1675 na quinta de Rio de Moinhos; neta paterna de Domingos Gaspar Moreira(44), senhor da casa da Louzã, no lugar da Granja, freguesia da Gândara (hoje Gandra), concelho de Paredes (então Aguiar de Sousa), e de sua mulher Águeda Freire de Meirelles, senhora da dita quinta de Rio de Moinhos, onde nasceu cerca de 1557 e onde ambos viveram(45); neta materna de João Neto (de Sottomayor), senhor da quinta da Igreja, em S. Pedro de Reimonda (Paços de Ferreira), que a tradição genealógica diz descendente de um fidalgo galego, e de sua mulher Senhorinha Vaz, «pessoas honradas que viviam de suas fazendas». Filhos: 1(V) D.Sebastiana Teresa de Meirelles Barreto de Moraes, que segue. 2(V) Frei Doutor Bento Barreto de Moraes, cónego regrante de S. João Evangelista, no mosteiro de Stº Eloi do Porto, onde vivia em 1721 com o nome de Frei Bento da Nactividade, sendo «famoso Pregador». N. a 22.10.1690 na casa do Pinheiro, tendo por padrinho de baptismo seu tio materno o Cap. Domingos de Meirelles Freire. 3(V) Frei Caetano de Moraes Barreto, também cónego regrante de Stº Eloi, bat. a 6.4.1694, ib, tendo por padrinhos seus primos o Doutor António Pinheiro da Silva e Escolástica de Moraes Barreto, moça solt., filha do Cap. Jerónimo Rodrigues Borralho e de sua mulher Isabel de Moraes Barreto, moradores em Paço de Sousa. V D. SEBASTIANA TERESA DE MORAES BARRETO(46), que sucedeu como 5ª senhora da casa e quinta do Pinheiro e demais propriedades de seus pais e tios. Foi baptizada a 2.9.1685 no mosteiro de Cête, tendo por padrinho seu primo Diogo Lopes Barreto de Moraes, já referido no nº 1.2(IV), e faleceu a 14.3.1748, ib, com 62 anos de idade, sendo sepultada na igreja do mosteiro de Cête no seu jazigo «por cima das grades», com três ofícios de 30 padres cada um. Deve também ter herdado de sua tia-avó Jerónima de Moraes Cogominho a quinta de Sermanha, em Sedielos. Casou a 30.12.1700 na igreja do mosteiro de Cête, tinha ela apenas 15 anos de idade e ele 17 anos, com seu primo FRANCISCO DA ROCHA ARANHA(47), que «sendo estudante de Filosofia se casou por amores»(48), e que veio a suceder a seu sogro e primo como capitão de Cête na Ordenança de Aguiar de Souza, nascido em 1683 e falecido a 24.4.1761, com 77 anos de idade, na casa do Pinheiro, onde viveu com sua mulher, com testamento feito no tabelião de Baltar Agostinho Manuel de F., sendo sepultado junto a sua mulher com três ofícios de 30 padres cada um. Era filho sucessor do Dr. João da Rocha Teixeira, cavaleiro da Ordem de Cristo, licenciado em Leis pela Universidade de Coimbra e habilitado ao serviço de Sua Majestade (9.7.1666), juiz de fora em Vila Nova de Cerveira (3.7.1667), Coimbra e Estremoz, corregedor de Castelo Branco, onde faleceu nomeado corregedor, inquiridor e distribuidor do juízo da Índia e Mina (9.9.1683), senhor da casa de Vilela, em Stª Mª Madalena (Paredes, então Aguiar de Sousa), etc., e de sua mulher D. Tereza de Brito Aranha, natural da cidade do Porto (Padrão - Vitória), e irmã do abade de Canelas (Maia) padre António de Brito Ferreira Aranha; neto paterno de João Teixeira(49), alferes da Ordenança de Mouriz, senhor da casa do Bairro, ib, etc., e de sua mulher (casados a 1.1.1635 em Stª Mª Madalena de Paredes) D. Isabel da Rocha Moreira, filha de António da Rocha, senhor da dita casa de Vilela, e de sua mulher (casados a 29.2.1594 em Castelões de Cepeda) Isabel Gaspar Moreira(50), filha de Gervásio Gaspar Moreira (irmão de Domingos Gaspar Moreira, referido no nº IV) e de sua mulher Isabel Pires, senhora da casa da Ponte de Cepêda (Paredes). A 25.10.1686 os filhos do Dr. João da Rocha Teixeira tiveram mercê de D. Pedro II (RGM, 3, 95v) para receberam os 30.000 reais efectivos da tença da Ordem de Cristo de seu pai, além de 15.000 para sua filha D. Isabel Filhos: 1(VI) D. Francisca Caetana Maria, freira no convento de S. Bento de Avé Maria, no Porto, onde ainda vivia em 1799. N. a 20.9.1708 na casa do Pinheiro e foi bat. a 29 no mosteiro de Cête, tendo por padrinhos sua avó Brites de Meirelles Freire e seu primo o morgado de Louredo José Monteiro Moreira. 2(VI) Frei Doutor João de S. Teotónio Barreto de Moraes, cónego regrante de S. João Envangelista, n. a 19.9.1710 na casa do Pinheiro, tento como padrinho de bat. o padre Luiz de Carvalho de Meirelles, abade de Cête, e sua avó materna Beatriz de Meirelles Freire. 3(VI) Padre António de Brito Ferreira Aranha, reitor de S. Cristóvão do Muro (Penafiel), onde sucedeu a seu tio-avô paterno. 4(VI) Bernardo de Meirelles Freire Barreto de Moraes, que segue. 5(VI) Luiz da Rocha Barreto de Moraes, n. a 8.2.1719 na casa do Pinheiro, tendo por padrinhos de bat. seus tios paternos Frei Luiz de S. Bernardo, cónego secular de S. João Evangelista, e D. Joana Tereza dos Anjos, freira no convento da Monchique, no Porto. Fal. solt., ib. 6(VI) D. Teresa Maria de Brito, freira no convento de Vairão, onde ainda vivia em 1799. N. a 23.4.1721 na casa do Pinheiro, tendo por padrinhos de bat. seu avô materno Bento Barreto de Moraes e sua tia paterna D. Francisca Clara. 7(VI) D. Helena Joana, n. a 12.4.1724, ib, e bat. a 19, tendo por padrinhos seus primos-direitos Braz de Souza Delgado e D. Joana Isabel de Souza Aranha, freira no convento de S. Bento de Avé Maria, no Porto. 8(VI) D. Margarida Tereza, n. a 11.10.1726 na casa do Pinheiro, tendo por padrinhos de bat. seu tio materno o cónego Dr. Bento Barreto de Moraes e sua prima-direita D. Margarida Tereza de Souza Delgado. Fal. criança. 9(VI) D. Margarida, n. a 25.10.1727 na casa do Pinheiro, tendo por padrinhos de bat. Hipólito de Meirelles Afonso Fayão, fidalgo da Casa Real, referido no nº 1.4.1.2(VI), e sua prima D. Clara Maria Barreto de Moraes, referida no nº 4.1.2(V). VI BERNARDO DE MEIRELLES FREIRE BARRETO DE MORAES(51), que sucedeu como 6º senhor da casa e quinta do Pinheiro, onde nasceu a 29.4.1716, sendo baptizado a 6 de Maio no mosteiro de Cête, tendo por padrinhos seus tios paternos o padre Bernardo de Meirelles Freire e D. Isabel Dorothea Aranha casada com o Dr. João de Souza Delgado, cavaleiro da Ordem de Cristo, vereador do Senado da Câmara do Porto, etc. Sucedeu também na quinta de Sermanha(52), em Sedielos (Régua), onde foi grande produtor e exportador de Vinho do Porto e faleceu a 5.7.1786, com 70 anos de idade, sem testamento, indo a sepultar no dia 7 na igreja matriz, vestindo o hábito de S. Francisco. Casou a 22.6.1768 em Vila Marim(53) (Mesão Frio), tinha ele já 52 anos e ela só 23 anos de idade, com D. CLEMÊNCIA ÁGUEDA PEREIRA DA FONSECA E MENEZES, babtizada a 26.6.1737, ib, que herdou a dita quinta de Sermanha e seus foros, onde viveu e faleceu viúva a 2.2.1816, com 79 anos de idade, sendo sepultada com seu marido na igreja matriz. Deixou testamento, no qual diz que teve cinco filhos adultos, que nomeia, dos quais diz que já faleceram Francisco Xavier, D. Maria e D.Ana, e onde deixa herdeiros os netos, filhos daquela D. Maria, referida abaixo, dos quais nomeia no terço D. Margarida e D. Maria, com a obrigação de mandarem rezar 40 missas por sua alma, de seu marido e de seu irmão António José, para além de outras missas que deixa por obrigação a seus filhos Bernardo e D. Tereza. Mais declara que tinha feito uma escritura de dote de todos os seus «bens de Prazo» de Sermanha para o casamento de sua filha D. Maria. D. Clemência Águeda era filha do Cap. Domingos Lourenço Pereira, senhor da quinta de Vila Cova, em Vila Marim (Mesão Frio), capitão da Ordenança de Mesão Frio, etc., e de sua mulher (casados a 12.7.1724, ib) D. Sebastiana Luiza Angélica da Fonseca e Menezes, bat. a 25.2.1700 em Vila Marim, senhora dos ditos prazos de Sermanha, em Sedielos, onde faleceu viúva, com 81 anos de idade, a 1.3.1781, deixando herdeira esta sua filha. D. Sebastiana era filha do Capitão Domingos Pereira da Fonseca, morador em Vila Marim, e de sua mulher (casados a 14.11.1697, em Vila Marim) Maria da Fonseca, bat. a 9.2.1672, ib, e fal. antes de 1724, herdeira dos ditos prazos de Sermanha, sendo esta filha de Domingos da Fonseca, b. a 21.9.1644 em Sedielos, e de sua mulher (casados a 21.9.1662 em Vila Marim) Maria Domingas Teixeira. Este Domingos da Fonseca era, nomeadamente, irmão de João Pinto Guedes, fal. em São Paulo com testamento de 22.3.1661, de Francisco Pinto Guedes Alcoforado, capitão no Brasil, bat. a 1.3.1631 em Sedielos, e de Manuel Pinto Guedes, bat. a 3.2.1636 em Sedielos, que também foi para o Brasil. Todos filhos de João Pereira da Fonseca Ozorio, b. a 12.3.1604 em Stº André de Medim e fal. a 14.7.1659 em Sermanha, e de sua mulher (casados a 6.2.1626, ib) Catarina Guedes Alcoforado, crismada em Sedielos a 28.10.1620, senhora dos ditos prazos de Sermanha, onde fal. a 30.8.1662.(55) Filhos: 1(VII) José, que fal. a 11.12.1777, na quinta de Sermanha, tendo de 8 para 9 anos de idade. Terá assim nascido nos inícios de 1769, mas o seu registo de baptismo não aparece em Sedielos nem ele é naturalmente referido no testamento de sua mãe. 2(VII) D. Maria Isabel de Menezes e Meirelles Barreto de Moraes, que segue. 3(VII) Francisco Xavier de Meirelles e Menezes, que n. em 1772 e viveu na quinta de Sermanha, onde fal solteiro a 11.8.1799, com 27 anos de idade, sendo sepultado com seu pai na igreja matriz, vestindo o hábito de S. Francisco. Fez testamento, no qual deixa a obrigação de 200 missas e três ofícios cantados no dia do seu falecimento e nomeia sua irmã D. Maria Isabel herdeira de todos os seus bens livres e prazos. Deixa ainda a 12 pobres do lugar de Sermanha um cruzado para cada um. 4(VII) D. Ana, n. a 8.2.1775, ib, tendo por padrinhos de baptismo o Cap. Manuel Cardoso e sua mulher D. Theodósia, moradores em Vila Marim. Fal. solteira na quinta de Sermanha, com 25 anos de idade, a 24.3.1799, sendo sepultada na igreja matriz. 5(VII) D. Tereza Maria de Meirelles, que também aparece como D. Maria Tereza de Moraes e Meirelles, n. a 10.5.1777, ib, tendo por padrinhos de baptismo Francisco de Almeida Carvalhaes e sua tia paterna D. Tereza Maria de Brito. Terá herdado a casa do Pinheiro, pois aí viveu casada e aí fal. com 90 anos, a 1.10.1867, sendo sepultada dentro da matriz e deixando herdeiros seus dois filhos. Casou com José Joaquim Ferreira Coelho, professor, fal. a 27 de Novembro do mesmo ano, n. em 1785 em S. Miguel de Baltar, filho de Custódio Ferreira e sua mulher Maria Coelho. Seu filho fal solteiro e sua filha, D. Maria José de Moraes e Meirelles, viveu na casa do Pinheiro, onde fal. a 16.2.1883, que terá deixado a seu marido Lino Ferreira da Costa, de quem não teve filhos. Este voltou a casar e teve um filho, que terá herdado a casa do Pinheiro, que assim saiu da família. 6(VII) Bernardo António de Meirelles Barreto de Moraes(56), n. a 10.8.1779, ib, tendo por padrinhos de baptismo a avó materna e o tio materno António José da Fonseca e Menezes. Viveu solteiro na casa de Sermenha, onde faleceu a 19.11.1821, com 42 anos de idade, deixando «disposições verbais», segundo as quais nomeava herdeiro universal seu sobrinho José António, com a obrigação de lhe rezarem as missas de corpo presente e mais 20 missas de 120 reis cada uma. 7(VII) D. Antónia, n. a 17.2.1781, tendo por padrinhos de baptismo sua irmã D. Maria e seu tio materno António José da Fonseca e Menezes. Fal. dois anos depois, a 1.10.1783, ib VII D. MARIA ISABEL DE MENEZES MEIRELLES BARRETO DE MORAES(57), que sucedeu na quinta de Sermanha a seu irmão Francisco Xavier e levou em dote os «bens de prazo» de Sermanha, como ficou dito. Viveu na dita casa de Sermanha, onde nasceu a 23.10.1770, tendo por padrinhos de baptismo seu tio paterno o cónego Doutor João de S. Teotónio Barreto de Moraes e a tia materna D. Isabel Rosa da Fonseca e Menezes, e veio a falecer, já viúva, com apenas 44 anos de idade e sem testamento, a 21.1.1815, sendo sepultada no dia 23 na igreja matriz, com uma missa cantada de 26 padres. Casou a 25.7.1796 na capela de Stº António da quinta de Sermanha, tinha ela 26 anos e ele apenas 21 anos, tendo por padrinho seu tio materno o capitão-mor José Roiz Carneiro Borges(58) com JOSÉ ANTÓNIO VIDAL DA CUNHA REIS (59), nascido em 1775 em Vila Nova de Gaia e falecido «de um tiro»(60) em Sedielos, a 1.3.1803, sem testamento, sendo sepultado na igreja matriz. Foi produtor e exportador de vinho do Porto e era filho de João António Vidal, senhor da casa de Cima do Muro, em S. Nicolau, na cidade do Porto, grande exportador de vinho do Porto, etc., e de sua mulher Clara Maria de Jesus da Cunha Reis; neto paterno de Domingos Vidal e de sua mulher Isabel Duarte, moradores em Nozedo (Braga); neto materno de Rosa Maria de Jesus e de seu marido Fernando da Cunha Reis, também exportador de vinho do Porto, cidade onde vivia na dita casa de Cima do Muro, em S. Nicolau, e que era tio de António José da Cunha Reis da Mota Godinho, igualmente grande produtor e exportador de vinho do Porto, fidalgo de Cota de Armas (C. de 6.12.1815 para Cunha, Mota e Godinho), senhor da quinta da Vacaria, na Régua, etc. Filhos: 1(VIII) D. Maria Isabel, n. a 14.6.1798 na quinta de Sermanha, onde fal. dois anos depois, a 3.9.1800, sendo sepultada na igreja matriz. Foram seus padrinhos de baptismo o tio Francisco Xavier e a avó D.Clemência Águeda. 2(VIII) D. Margarida Cândida de Meirelles Vidal Barreto, n. a 3.1.1800, ib, tendo por padrinhos de baptismo o avô João António Vidal e D.Ana Joaquina de Souza, da casa do Lameiro, e fal. a 12.7.1867, ib. C. contra a vontade da família, a 7.5.1835, ib., c. Francisco Pinto de Mesquita, n. em 1796 e fal. com 86 anos de idade a 27.3.1883, ib, já viúvo. Era irmão do cura de Sedielos o padre António Pinto de Mesquita, fal. com 25 anos de idade a 7.7.1838, ib, ambos filhos de José Pinto de Mesquita e de sua mulher Ana Pinto de Carvalho; neto paterno de António Pinto de Mesquita e de sua mulher Maria Guedes, moradores em Sermanha; e neto materno de Manuel da Silva e de sua mulher Ana Pinto de Carvalho, moradores em Portela (Mondim). Filhas: 1.2(IX) Maria, n. a 21.4.1836, em Sedielos, tendo por padrinhos de baptismo os tio paternos José Pinto de Carvalho e Maria Rita, moradores em Alvações do Corgo. Deve ser a Maria Pinto de Meirelles c.c. Manuel de Freitas e Silva, senhor da quinta do Outeiro do Carvalho, em Sedielos, onde fal. a 24.5.1891 com 80 anos de idade. Destes foram filhos José Pinto de Freitas e Meirelles, fal. a 10.2.1908 na dita quinta do Outeiro, com 55 anos de idade, deixando filhos e viúva sua mulher Maria Emília; António Pinto de Freitas e Meirelles, morador no lugar de Sernanha, que de sua mulher D. Maria da Conceição teve pelo menos uma filha, Margarida, fal. com 8 dias de idade a 19.12.1886, ib.; e Manuel de Freitas e Meirelles que a 18.7.1887, ib, c.c. D. Maria Dias da Costa. 2.2(IX) Ana, n. a 23.3.1838, ib, tendo por padrinhos de baptismo os tios paternos Manuel Pinto de Mesquita e Maria da Piedade. S.m.n. Parece ser a D. Ana Augusta de Meireles que c.c. Inácio de Almeida de Meirelles, proprietário em S. Miguel de Lobrigos, dos quais foi filha uma D. Maria da Conceição de Meirelles, também aí proprietária, que c.c. Salvador Pinto Mourão (filho de Joaquim Pinto Coutinho e de sua mulher D. Tereza de Jesus Pinto Mourão, proprietários em Sedielos), casal que viveu em Sedielos e aí lhe nascem vários filhos entre 1875 e 1880. 3(VIII) José António de Meirelles Vidal Barreto de Moraes, que segue. 4(VIII) D. Maria Benedita de Meirelles, n. a 21.6.1802, ib, tendo por padrinhos de baptismo Raimundo José de Carvalho e D. Maria Madalena de Carvalho, por procuração do Cap. Manuel António de Carvalho, todos de Oliveira (Mesão Frio). Viveu na casa de Sermanha, onde fal. solteira, com 84 anos de idade, a 24.5.1889, sendo sepultada no adro da igreja matriz e deixando herdeira sua sobrinha D. Margarida Máxima. VIII
JOSÉ ANTÓNIO DE MEIRELLES VIDAL BARRETO DE MORAES,
que ficou Filhos: 1(IX) José António de Meirelles Vidal Pinto Brandão, que sucedeu na quinta de Sermanha, onde n. a 12.8.1823, tendo por padrinhos de baptismo Frei José Maria de Nª Sª do Vale, monge beneditino, e o padre Francisco Pinto Brandão, seu tio materno, e fal. a 10.4.1876, ib, sem testamento (deixando vivo um filho, que foi seu herdeiro), sendo sepultado no adro da igreja matriz. C. a 31.12.1851, ib, c. D. Ana da Conceição Ferreira Borges, irmã do abade de Sedielos José Ferreira Borges, ambos filhos de José Ferreira Borges de Almeida e de sua mulher Ana Luiza Corrêa, moradores em Cidadelha (Peso da Régua); netos paternos de outro José Ferreira Borges de Almeida e de sua mulher Tereza Maria; e netos maternos de Francisco Teixeira Carneiro, n. em Fontelas, e de sua mulher Luiza Corrêa, n. em Oliveira (Mesão Frio). Filhos: 1.1(X) António Joaquim de Meirelles Ferreira Borges, n. a 25.11.1852, na quinta de Sermanha, de que foi co-herdeiro, tendo por padrinhos de baptismo José Monteiro Soares, morador em Soalhães, por procuração passada ao tio paterno António Joaquim, e D. Maria Brandão, também moradora em Soalhães, por procuração passada à avó paterna D. Joana Emília. Depois de casado foi viver (pelo menos desde 1904) para Alvações do Corgo, em Santa Marta de Penaguião, onde c.c. D. Maria da Conceição Dias Teixeira, filha de João Dias Teixeira e de sua mulher Delfina Augusta da Conceição, aí proprietários. Destes foi filha, pelo menos, uma Ana, n. em Sedielos a 3.10.1888, s.m.n. 2.1(X) Manuel Maria, n. a 25.9.1855, ib., tendo por padrinhos de baptismo o padre José Ferreira Borges e Tereza da Conceição Ferreira Borges, tios maternos. Fal. solt. antes de seu pai. 2(IX) António Joaquim de Meirelles Pinto Brandão, n. a 15.12.1824, ib, tendo por padrinhos de baptismo seus tio maternos D.Florisbela e o padre António Joaquim Pinto Brandão, e fal. solteiro na quinta de Sermanha a 5.6.1876, com 50 anos de idade, sem testamento, sendo sepultado no adro da igreja matriz. 3(IX) D. Maria Isabel de Meirelles Pinto Brandão, n. a 27.2.1826, ib, tendo por padrinhos de baptismo os tios maternos D. Custódia Cândida e o brigadeiro Bernardo Coelho Pinto Brandão, representados por seu irmão o padre Francisco Pinto Brandão e por D.Maria Banedita, tia paterna da baptizada. Viveu solteira na quinta de Sermanha, onde fal. a 18.8.1867, sendo sepultada na igreja matriz e deixando herdeira sua irmã D. Margarida Máxima. 4(IX) D. Margarida Cândida, n. a 13.11.1827, ib, tendo por padrinhos de baptismo seu tio materno o padre Francisco Pinto Brandão e a tia paterna D. Margarida Cândida, por procuração do padre Bernardo Coelho de Souza. Fal. criança. 5(IX) Francisco Xavier, n. a 26.11.1829, tendo por padrinhos de baptismos José Monteiro Soares e sua mulher D. Maria de Jesus, moradores em Soalhães. Fal. criança. 6(IX) D. Margarida Máxima de Meirelles Vidal Pinto Brandão, que segue. 7(IX) D. Felicidade de S. José de Meirelles, que terá nascido cerca de 1837 (não encontrei o registo em Sedielos), pois tinha 50 anos a 24.1.1887, data em que casou em Sedielos com António Vieira, de 23 anos de idade, filho natural de Joaquim Vieira. S.g. 8(IX) D. Joaquina de Meirelles, n. a 10.3.1839, ib, sendo padrinhos de baptismo os tios maternos D. Joaquina e o padre António Joaquim Pinto Brandão, moradores em Paredes. Foi co-herdeira da quinta de Sermanha, onde viveu casada com Manuel Rodrigues, filho natural duma Maria Luiza. Tiveram vários filhos e netos, todos lavradores pobres em Sedielos. IX
D. MARGARIDA MÁXIMA DE
MEIRELLES VIDAL PINTO BRANDÃO, Filhos: 1(X) Padre Dr. Bernardo de Meirelles Pinto Brandão, bacharel formado em Teologia pela Universidade de Coimbra (1885), ordenado sacerdote em 1880, foi abade de S. Romão de Mouriz (de 2.2.1882 a 1.1.1894) e de Castelões de Cepeda (de 19.4.1895 a 4.10.1897). Sucedeu como 9º senhor da casa do Outeiro, onde n. a 6.1.1855, tendo por padrinho de bat. seu tio-avô o brigadeiro Bernardo Pinto Brandão e sua avó D. Joana Emília Pinto Brandão, e como 8º senhor da quinta de Vales, por compra a seu irmão José. Viveu na casa do Outeiro, onde fal. a 27.3.1922, deixando herdeira da casa do Outeiro sua irmã D. Margarida Adelaide. A quinta de Vales deixara-a ainda em vida ("venda" de 12.2.1917) a seu irmão Francisco. 2(X) Eng. João Rodrigues Pinto Brandão, licenciado em Engenharia Civil pela Academia Politécnica do Porto (30.7.1880), engenheiro-chefe das Obras Públicas do distrito do Porto (28.6.1902), tendo nesta qualidade dirigido as obras da barra e porto de Aveiro (de 2.8.1902 a 15.11.1906), chefe da 2ª Circunscrição (Beira) dos Serviços Técnicos da Indústria (17.7.1907) e director das Obras Públicas do distrito de Castelo Branco (21.8.1911). N. na casa do Outeiro a 7.1.1856 (tendo por padrinhos de bat. seus tios maternos António Joaquim de Meirelles Pinto Brandão e D. Maria Isabel de Meirelles Pinto Brandão) veio a fal. a 16.7.1917. C. na casa do Crasto, em Besteiros, c. D. Lavínia Lobo. Tiveram quatro filhos, entre eles D. Maria Camila Lobo Pinto Brandão, fal. a 1.11.1967, c.c. José da Rocha de Bragança Ribeiro, fal. a 4.6.1977, c.g. 3(X) Dr. José Rodrigues Moreira, licenciado em Medicina pela Universidade de Coimbra (1887), médico de Partido (27.6.1914) e delegado de Saúde do concelho de Paredes. Viveu na casa do Outeiro, onde n. a 22.1.1857, tendo por padrinhos de bat. seu avô paterno João Rodrigues Moreira e sua avó materna D. Joana Emília Pinto Brandão. Fal. solt. a 15.7.1918, ib. Sucedeu a seu pai como 7º senhor da quinta de Vales, que aumentou com a compra de várias terras e cujos prazos remiu a 7.5.1905. Sendo solteiro, vendeu a quinta a seu irmão mais velho, com reserva de usufruto. Teve de Rodesinda Rosa de Souza, moça solteira nascida em 1879 em Besteiros (Paredes) e fal. a 20.4.1917 em Stª Mª Madalena, ib. Filho: 1.3(X) (N) Frei Dom Gabriel de Sousa, Dom abade de Cingeverga (2.1.1949), autor de vasta bibliografia(69), etc. N. a 17.3.1912 em Besteiros e fal. a 23.1.1997 no mosteiro de S. Bento da Vitória, no Porto, indo a sepultar a Cingeverga. 4(X) Agostinho, n. a 15.3.1858 e fal. a 28.10 do mesmo ano. 5(X) Ten.-Cor. Dr. Agostinho Rodrigues Pinto Brandão, tenente-coronel médico e celebrado poeta e escritor, esteve em África com Mouzinho da Silveira na célebre Campanha do Gungunhana. Foi cavaleiro da Ordem de Avis e da Torre e Espada. Viveu na casa do Outeiro, onde fal. solt. a 28.3.1934 e onde tinha n. a 11.3.1859, tendo por padrinhos de bat. seus primos Agostinho Barbosa de Leão, senhor da casa de Cima, na Várzea (Cête), e D. Maria Emília Pinto Brandão. 6(X) D. Maria Emília Pinto Brandão, que n. a 20.11.1860. C.c. Ramiro Pereira do Lago, senhor da quinta do Souto, em Guilhufe (Penafiel), c.g. 7(X) D. Sofia, que n. a 18.10.1861, sendo b. a 14.11 na capela da casa do Outeiro, tendo por padrinhos de bat. seus tios António Joaquim de Meirelles Pinto Brandão e D.Maria Isabel de Meirelles Pinto Brandão. Fal. criança. 8(X) António Rodrigues Pinto Brandão, n. a 10.11.1862, ib, e fal. a 5.1.1951 na casa do Outeiro. 9(X)
D. Margarida Adelaide Rodrigues Moreira de Meirelles Pinto Brandão,
que foi a principal(70) herdeira da casa do Outeiro
Filhos: 1.9(XI)
Dr. João Augusto de Souza Machado, 2.9(XI) D. Camila Vitória de Souza Machado, n. a 1.11.1894 na casa da Quebrada e aí fal. solt. a 26.12.1942. 3.9(XI) D. Maria Sofia de Souza Machado, n. a 17.9.1895, ib, que sucedeu como 11ª senhora da casa do Outeiro, onde fal. C. a 11.6.1926 c. Henrique Nogueira Cabral, n. 22.6.1891 e fal. a 25.11.1958, filho de Joaquim de Souza Cabral, senhor da casa do Pinheiro, em Campêlo (Baião), e de sua mulher D. Cândida Nogueira de Araújo e Vasconcellos, das casas de Arrabalde (Vilares) e Paço (Gestaçô), em Baião. C.g.(74) 4.9(XI) D. Maria Augusta de Souza Machado, n. a 27.9.1899, ib, onde fal. solt. 5.9(XI) D. Maria Idalina de Souza Machado, n. 17.2.1900, ib, fal. a 1.2.1943 e c. a 3.5.1924 c. o Cor. Manuel Martins dos Reis, comendador da Ordem de Aviz, administrador do concelho de Paredes, coronel de Infantaria e elemento activo na revolução do 28 de Maio, etc, filho de António Martins dos Reis e de sua mulher D. Felicidades das Dores Nobre. C.g.(75) 6.9(XI) Dr. António Augusto de Souza Machado, licenciado em Direito pela UC, advogado, n. a 15.4.1903, ib, fal. a 30.3.1965 e c. a 10.9.1934 c. D. Sara Ângela de Sena Cabral Ferreira, n. a 5.5.1900 e fal. a 30.8.1977, filha de Fausto Ferreira de Meireles e de sua mulher D. Sara de Sena Cabral. C.g.(76) 10(X)
Dr. Francisco Manuel Rodrigues Pinto Brandão,
Filhos: 1.10(XI) Adão António Pinto Brandão, n. a 22.8.1895 em Penafiel. Sucedeu como 10. senhor da casa de Vales e em parte da sua grande quinta, que vendeu (1966) a seu sobrinho Eurico, abaixo. Foi viver para o Brasil, onde foi conhecido desportista, nomeadamente ligado ao clube "Vasco da Gama", e onde fal. e c. a 22.9.1927 c. D. Rosa Fernandes Portela. Tiveram duas filhas c.c.g.no Brasil. 2.10(XI) D. Maria da Graça Gonçalves Pinto Brandão, n. a 21.6.1898 em Penafiel e fal. em Lisboa a 18.2.1976. C. c. o capitão Ambrósio Afonso do Loureiro. Tiveram um filho e uma filha, ambos c.c.g. 3.10(XI) D. Rosalina Gonçalves Brandão, n. a 23.1.1900, ib, e fal. a 27.4.1971. C. a 11.2.1920 c. o Capitão José Rodrigues dos Santos. Tiveram oito filhos (dos quais um morreu de tenra idade) e treze netos, entre os quais o conhecido jornalista da RTP José Rodrigues dos Santos. 4.10(XI) José Rodrigues Pinto Brandão, n. a 18.4.1902 e fal. novo e solt. 5.10(XI) D. Margarida Máxima de Meirelles Vidal Pinto Brandão, n. a 4.4.1904, ib, e fal. a 12.7.1980. C. a 17.9.1922, ib, c. o Coronel Eurico da Silva Ataíde Malafaia, oficial de Infantaria, n. a 5.4.1899 e fal. a 15.12.1971, em Lisboa. Filho: 1.5.10(XII) Eng. Eurico Brandão de Ataíde Malafaia, licenciado em Engenharia Têxtil, n. a 15.12.1924 em Lisboa. É actualmente o 11º senhor da casa de Vales e de parte da antiga quinta, que comprou em 1966 a seu tio Adão, como ficou dito acima. C. a 24.1.1951, ib, c. D. Maria Teresa Gonçalves Barbieri Cardoso, filha do general Avelino Barbieri Cardoso e de sua mulher D. Gracinda Gonçalves. C.g. 6.10(XI) António Rodrigues Pinto Brandão, n. a 24.3.1906 e fal. a 3.9.1980 no Porto. Sucedeu em parte da quinta de Vales, comprou às irmãs outra parte e com tudo isto constituiu a quinta da Lage, que corresponde a cerca de metade da quinta de Vales. C.c. com D. Balbina Ferreira Lopes, fal a 1.11.1993, ib. S.g. 7.10(XI) D. Maria da Paz Gonçalves Pinto Brandão, n. a 29.1.1912, foi com seu irmão para o Rio de Janeiro (Brasil), onde fal. viúva a 1.8.1993. C. a 19.12.1938, ib, c. Paulo Rodrigues Ferraz. Tiveram oito filhos, cinco dos quais c.c.g. 11(X) Eng. Alípio Rodrigues Pinto Brandão, n. a 13.9.1871 na casa do Outeiro, licenciado em Engenharia pela Academia Politécnica do Porto, foi director das Finanças de Paredes. C.c. D. Otília de Barros. 12(X) D. Sofia Adelaide Rodrigues Pinto Brandão, que n. a 2.8.1872 na casa do Outeiro, de que foi co-herdeira e onde fal. solt., a 16.4.1954, deixando sua herdeira a sobrinha e afilhada D. Sofia de Souza Machado, referida atrás. notas 1. Nº X-6 do § 36, pág. 145 da revista «Raízes e Memórias» nº 10. 2. Normalmente aparece nos paroquiais apenas Francisco de Moraes, mas surge como Francisco de Moraes Cogominho pelo menos no registo de casamento de sua filha Maria, em 1600. 3. Vem como fidalgo da Casa Real e morador na sua quinta do Pinheiro em Felgueiras Gaio (Costados IV, arv. 165 vº e 166, e Barbosas, § 219, nº 22), no Nobiliário dos Moreira, manuscrito existente na Biblioteca de Penafiel, e nos «Carvalhos de Basto», Vol. I, pag. 470. Não encontrei o respectivo registo do foro. 4. Na casa do Pinheiro ainda existia em 1960, já apeada, uma muito antiga pedra de armas de Moraes e Cogominho, vendida depois a um antiquário. 5. Esta quinta tinha um portão armoriado com um brasão de Moraes e Barreto, vendido cerca de 1970 e transplantado para uma quinta no Monte da Assunção, em Santo Tirso, onde hoje se encontra. 6. Em 1556 D. João III aforou a Fernão Gomes de Morães umas casas na Calcetaria de Lisboa (CJIII, 53, 187). Segundo as genealogias, c.c. D. Catarina de Andrade Guedes, e foram pais de Francisco de Moraes Cogominho, fidalgo da Casa Real, c.c. D. Catarina Cardoso Cabral, herdeira do morgadio de Stª Catarina de Estremoz, c.g. nesta casa. 7. «Brasões Inéditos», de Souza Machado, nº 165, pag. 55. 8. «Nobiliário de Famílias de Portugal», de Felgueiras Gaio, Costados, 65 e 65vº, pag.s 113 e 114. 9. A 12.2.1471 D. Afonso V nomeou João de Moraes, cavaleiro da sua Casa, para o cargo de almoxarife de todas as rendas do almoxarifado de Santarém, bem como da sisa e dizima dos panos de Castela, em substituição de Vasco Fernandes, que morrera. Era filho de Nuno de Moraes, escudeiro, fidalgo da Casa do duque de Bragança, juiz de Vila Viçosa (1479), etc. A 22.2.1464 D. Afonso V concedeu carta de privilégio a Nuno de Moraes, escudeiro, fidalgo da Casa do duque de Bragança, para todos os seus caseiros, lavradores, encabeçados, mordomos, amos e apaniguados, para as comarcas e correições de Entre-o-Tejo-e-Odiana e Entre-o-Douro-e-Minho. E a 2.2.1480 o mesmo rei privilegiou Nuno de Moraes, escudeiro, juiz, criado que foi do duque de Bragança, a seu pedido, concedendo-lhe licença para tomar posse de uma herdade que comprara no termo de Vila Viçosa, quando foi juiz em 1479, bem como lhe relevou qualquer pena por ter comprado a dita herdade sem licença régia. Este Nuno era irmão de João Afonso de Moraes, escudeiro do infante D. Pedro, com quem esteve na batalha de Alfarrobeira, e vedor da fazenda do duque de Bragança D. Fernando, sendo ambos filhos de Fernão Nunes de Moraes, escudeiro. A 28.3.1468 D. Afonso V perdoou os quatro anos de degredo a Fernão Nunes, escudeiro, filho de Nuno Fernandes de Moraes, morador em Montemor-o-Novo, a que fora condenado para a cidade de Ceuta, acusado de ter tentado matar Gomes Anes Freire e de ter morto João Gomes, alcaide, tendo pago 8.000 reais de prata para a Arca da Piedade. Fernão Nunes de Mores era portanto filho de Nuno Fernandes de Moraes, vassalo de D. Pedro I, cavaleiro de D. João I, e de sua mulher Margarida Anes (Marinho). A 22.8.1385 D. João I confirmou a «nuno frrz de moraães, caualyro morador em montemoor o nouo», a doação que lhe fizera D. Constança, mãe de Gonçalo Rodrigues de Souza, de todos os bens móveis e de raiz qur possuia em Portugal. E no mesmo dia o rei fez-lhe mercê das rendas das casas que possuia nesta vila, e que a 21.4.1386 lhe tansformou em tença. A 31.3.1450 D. Afonso V confirma o privilégio a Gomes Martins Lobo, morador em Montemor-o-Novo, coutando-lhe aí as herdades que foram de Nuno Fernandes de Moraes, cavaleiro. A 6.1.1451 o mesmo rei coutou a João da Veiga e a sua mulher Isabel Marinho, moradores em Montemor-o-Novo, todas as herdades que possuem no dito lugar, da mesma forma que foram ao tempo de Nuno Fernandes de Moraes, cavaleiro, e a sua mulher, Margarida Anes, já falecidos, que as ditas herdades possuíram. Nuno Fernandes de Moraes foi legitimado por carta real de 1.1.1367, passada em Montemor, como Nuno Fernandes, vassalo, filho de Fernando Afonso, cavaleiro da Ordem de Santiago e comendador da Represa, e Maria Gonçalves, mulher solteira. Seu pai é o comendador Fernando Afonso de Moraes que mandou fazer o claustro de S. Francisco de Évora em 1366, como diz o respectivo letreiro. Gaio dá-o como filho do comendador-mor da Ordem de Santiago Rodrigo Afonso Pimentel, a quem D. Pedro I coutou a sua quinta de Agoa de Banhos, no termo de Elvas (CPI, 1, 38). o que é muito de duvidar, desde logo pela cronologia. Muito mais provavelmente é seu irmão, portanto filho de João Afonso Pimentel, acaide-mor de Bragança (1357), e de sua mulher Constança Rodrigues de Moraes, nascida cerca de 1314. 10. Os paroquiais de Cête começam em 1586. 11. Já falecida no casamento de sua filha Maria em 1600, deve ter morrido antes de 1586, data em que começam os paroquiais de Cête, uma vez que a partir desta data não aparece o respectivo óbito. 12. Este Álvaro Monteiro era filho de outro Álvaro Monteiro e de sua 2ª mulher Isabel Moutinho. Do 1º casamento com Filipa de Almeida foi também filha Catarina de Almeida, n. em Vila Nova (Arouca) e fal. a 21.7.1575 em Castro Daire, que c.c. André Vieira, do Porto, F.C.R. que esteve em Arzila, c.g. nomeadamente na casa da Trofa (6º senhor) 13. Felgueiras Gaio (Costados IV, arv. 165vº e 166, e Barbosas, § 219, nº 22) chama-lhe Inez Barreto. O Nobiliário dos Moreira e os «Carvalhos de Basto» (Vol. I, pag. 470) chamam-lhe Helena de Barros. Não tendo encontrado documento que tirasse a dúvida, inclino-me mais para Inez Barreto, não só pelo apelido mas também porque uma sua neta também se chama Inez Barreto, não havendo nenhuma Helena. 14. Felgueiras Gaio chama-lhe Ignasia, s.m.n. 15. Entre os quais se contam o padre jesuíta Dr. João Nunes Barreto, o primogénito, que foi patriarca da Etiópia (24.5.1555), n. no Porto em 1517 e fal. em Goa a 22.12.1562; o também padre jesuíta Doutor Belchior Nunes Barreto, provincial da Índia (1553), n. no Porto em 1520 e fal. em Goa a 10.8.1571; Gonçalo Nunes Barreto, que sucedeu e que a 20.4.1544 tirou carta de armas (um escudo esquartelado de Cardoso e Barreto), onde é referido como cavaleiro fidalgo da Casa Real e morador no Porto, mas que não deixou geração, e ainda o governador do Porto Gaspar Nunes Barreto, que sucedeu ao irmão e que em 1542 vivia na cidade do Porto, quando a Mitra lhe emprazou várias casas na Rua das Flores (Vide «O Censual da Mitra do Porto», de Cândido Augusto Dias dos Santos). 16. A 6.5.1463 D. Afonso V doou para sempre a Afonso Ferraz, escudeiro do príncipe D. João, os bens que Pero Fernandes Trovisco, morador em Miranda do Douro, comprara sem autorização régia a Rodrigo Esteves, morador nesse lugar, quando exercia o cargo de juiz temporal. A 2.3.1469 o mesmo rei doou a Afonso Ferraz, escudeiro e criado do príncipe D. João, almoxarife da vila de Aveiro, enquanto sua mercê for, as marinhas, casas e ortas régias, que estão na dita vila, assim como tiveram os outros almoxarifes antes dele, mediante determinadas condições. A 1.5.1472 privilegiou Saull, judeu, mercador, morador em Antiro, a pedido de Afonso Ferraz, cavaleiro da Casa do príncipe, isentando-os do pagamento de diversos impostos e encargos da comuna dos judeu, bem como do direito de pousada, sob pena de pagar 2.000 reais brancos para os Cativos a quem não o cumprir. A 6.3.1473 doou a Afonso Ferraz, cavaleiro da Casa do princípe, almoxarife do almoxarifado de Aveiro, enquanto sua mercê for, uma tença anual de 2.000 reais brancos, a partir de Janeiro de 1473. A 10.7.1475 nomeou João Afonso, sobrinho de Afonso Ferraz, cavaleiro, para o cargo de escrivão da sisa do sal e das taracenas da cidade do Porto, em substituição de Garcia Rodrigues, que morrera. A 6.4.1476, em Toro, privilegiou Afonso Ferraz, cavaleiro da Casa do príncipe D. João, almoxarife da vila de Aveiro, concedendo-lhe licença para que por sua morte seu filho Jorge Ferraz fique a exercer o ofício de almoxarife da dita vila. Na mesma data doou a Afonso Ferraz, cavaleiro da Casa do príncipe D. João, almoxarife de Aveiro, enquanto sua mercê for, uma tença anual de 2.000 reais, a partir de 1 de Janeiro de 1476. A 26.4.1484 D. João II confirmou Afonso Ferraz como almoxarife de Aveiro. A 15.9.1486, sendo referido como cavaleiro da Casa de D. Afonso V, vivia com sua mulher Isabel Fernandes no Porto quando comprou, por 300 cruzados de ouro, 90 dobras de banda e 2.700 reais de prata, a quintã e honra de Barbosa, em S. Miguel da Rãs, a Fernão de Souza, senhor de Gouveia de Riba Tâmega. Em 1503 esta honra já aparece na posse de D. Joana de Castro, filha do dito Fernão de Souza, pelo que esta compra não teve efeito duradoiro ou então foi de novo comprada. A 3.6.1488 D. João II aforou a Afonso Ferraz um pardieiro com forno em Aveiro. E a 15.7.1490 aforou a Afonso Ferraz uma horta e marinha na mesma vila. Afonso Ferraz era irmão mais novo de Pedro Ferraz, chantre da Sé do Porto (que deixou um filho, Gonçalo Gomes Ferraz, com geração) e de Isabel Ferraz, abadessa de Stª Clara do Porto, todos filhos de Gonçalo Gomes Ferraz, escrivão da Câmara do Porto (1424), senhor da casa de Paço Covo e dos padroados de S. Cristóvão de Refoios, S. Tiago de Lustosa e Stª Marinha de Estromil, etc. Gonçalo Gomes Ferraz era filho natural, legitimado por carta real de 2.1.1401, de Gonçalo Fernandes Ferraz e Leonor Gonçalves, sendo este Gonçalo Fernandes irmão de D. Berengela Fernandes Ferraz, abadessa de Vila do Conde (que a 26.11.1406 teve licença para emprazar a quarta parte de uma quinta, na freguesia de Reguenga, da qual cobrava os frutos a seu sobrinho Gonçalo Gomes Ferraz) e de Vasco Fernandes Ferraz, vereador do Senado da Câmara do Porto em 1380, procurador desta cidade às Cortes de 1385 e senhor da casa de Paço Covo e dos padroados de S. Cristóvão de Refoios, S. Tiago de Lustosa e Stª Marinha de Estromil, tendo-lhe dado D. Fernando I provisão destes padroados da família em 1376, e que faleceu sem geração, sucedendo-lhe o antedito sobrinho. 17. Filho de Nuno Fernandes de Gouveia, senhor da quinta do Telhado e da torre de Quintal, em Besteiros, e de sua mulher Aldonça Vaz Cardoso. 18. Neto paterno de Gonçalo Nunes Barreto, senhor de juro e herdade de Cernache (10.2.1372), alcaide-mor de Montemor-o-Velho (2.7.1357), etc. 19. Vide Felgueiras Gaio, Barbosas, § 219, nº 22, e «Fonsecas Coutinhos de Fonte Arcada», 1983, na introdução de Luiz de Mello Vaz de São-Payo. 20. «Carvalhos de Basto», Vol. I, da pag. 155 à 163. 21. Certamente dos Beleago do Porto, provavelmente filho de Gonçalo Carneiro Baldaya, cidadão do Porto, e de sua mulher Guiomar Dias Beleago, que a 2.7.1553 instituíram morgadio com capela na igreja de S. Francisco, sendo esta irmã de Gaspar Beleago, escrivão da Alfândega da Porto, e do célebre humanista Doutor Belchior Beleago, lente da Universidade de Coimbra, cónego da Sé de Lisboa, deão da Sé da Guarda, desembargador do Paço e bispo de Fez, fal. a 19.10.1569. Vide «O Tripeiro», Série Nova, Novembro de 1983, pag. 290, e «Patriciado urbano quinhentista: as famílias dominantes do Porto (1500-1580)», de Pedro de Brito. 22. Vide «Portocarreros do Palácio da Bandeirinha», Porto 1997, obra do autor. 23. Vide Felgueiras Gaio, Ferreiras, § 70, nº 5. 24. Pais de José de Matos Viegas de Sottomayor e Noronha Barreto de Moraes, n. em Eiriz (Paços de Ferreira), que tirou OM em Braga com IG de 2.9.1777, e de seu irmão Baltazar Luiz de Matos. 25. Vide Felgueiras Gaio, Farias, § 87, nº 14. 26. É dito Diogo Gomes de Moraes quando, ainda «moço solteiro», é padrinho de baptismo em Cête em 1606. Depois aparece quase sempre apenas como Diogo de Moraes, nome com que assina, como testemunha, duas notas de 1616 (ADP -Notarial de Paredes, Serie 1, Livro 1, pag.26 e 33). Mas também aparece como Diogo de Moraes Cogominho. 27. Os paroquiais de Paço de Souza só começam em 1642. 28. Vide «Patriciado urbano quinhentista: as famílias dominantes do Porto (1500-1580)», de Pedro de Brito. 29. Filho de Fernão Brandão, comendador de Guilhabreu da Ordem de Cristo, camareiro do infante Dom Fernando, embaixador a Castela, etc., e de sua mulher Isabel de Pina, filha do celebrado cronista Rui de Pina; neto paterno de João Brandão, contador do Porto, e de sua 2ª mulher Beatriz Pereira. 30. Aparece muitas vezes em documentos oficiais apenas como Domingos Ferreira ou Domingos da Fonseca, mas é como Domingos Ferreira da Fonseca que consta no registo do seu casamento. Apesar de ser o filho mais velho (tinha um irmão primogénito Santos, n. a 10.11.1630 mas fal. solt. a 12.3.1652), foi seu cunhado Luiz Barbosa, senhor da casa da Gaia, em Cête, que sucedeu na quinta do Prazo do Outeiro (1628, no Tab. de Paredes Roque Coelho). 31. O antiquíssimo concelho e julgado de Aguiar de Sousa foi substituído a 15.2.1837 pelo de Paredes, até então uma sua freguesia. 32. Irmão mais novo do Lic. Simeão Ferreira, crismado a 8.11.1590 no Mosteiro de Cête, que também exerceu o cargo de capitão de Cête na Ordenança de Aguiar de Sousa, que ocupava em 1632. 33. Este prazo tinha sido comprado por seu pai Santos Ferreira, o Velho, ao Lic. Tomaz de Britto. 34. Irmã de Isabel da Fonseca c.c. Alexandre da Rocha, moradores na sua quinta das Talhadas, em Cête, que foram pais do Simeão da Fonseca, n. a 31.10.1593, ib. Isabel e Joana da Fonseca deviam ser filhas de Salvador da Fonseca, senhor dos prazos de Paços e da Costa, e de sua mulher Isabel de Araújo, e netas paternas de Pedro de Leão, senhor da quinta do Beco, em S. Miguel de Rans (Penafiel), e de sua mulher Beatriz da Fonseca, senhora do prazo da Lagea, em Parada de Todeia, foreira a Paço de Sousa. Esta Beatriz era filha de Álvaro da Fonseca, escudeiro do arcebispo de Braga e escrivão dos feitos do mar e dos reguengos do Porto, e de sua mulher Catarina Pires, senhora do dito prazo da Lagea, e neta paterna de Vasco da Fonseca, juiz dos Órfãos de Lamego (1437 e 1447), e de sua mulher Catarina Gonçalves. Este Vasco era filho de Gonçalo da Fonseca e de sua mulher D. Betança, descendente dos imperadores de Niceia. Vide «Fonsecas Coutinhos de Fonte Arcada», na introdução de Luiz de Mello Vaz de São-Payo. 35. Santos Ferreira e sua mulher fazem uma venda a 6.8.1607 no Tab. de Paredes Roque Coelho. 36. Seus filhos, o Capitão Santos Ferreira, o Licenciado Simeão Ferreira (c.c. Antónia Barbosa) e Paulo Ferreira, fazem escritura de partilha de bens em 1616 (ADP -Notarial de Paredes, Série 1, Livro 1, pag. 4). 37. Deste Baltazar Ferreira pode também ser bisneto o Cap. Paulo Ferreira, senhor da quinta do Paço de Ferreira, em S. João de Eiriz (Paços de Ferreira). Felgueiras Gaio começa os Ferreiras de Paço de Ferreira (§70) com os pais deste Cap. Paulo Ferreira (Pedro Ferreira ou Pedro Afonso e sua mulher Catarina Ferreira), sem lhes indicar a filiação. 38. Nome que o próprio assina e com que aparece muitas vezes nos paroquiais, embora também aí surja como Bento de Moraes Barreto, Bento de Moraes ou Bento Barreto e mesmo Bento Barreto de Moraes Cogominho, como aparece no assento de casamento do neto Bernardo. 39. A 15.9.1684, ainda solteiro ou já recém-casado, ainda seu pai era vivo, aparece a viver na quinta do Verdeal (propriedade muito próxima da quinta do Pinheiro), quando é testemunha e assina, numa nota de Leonor de Meirelles, moradora em Cête, viúva de Manuel Garcez de Carvalho. 40. ANTT - Familiares do Santo Ofício, Letra B. 41. Embora não haja dúvidas quanto a este casamento, atestado em muitos outros documentos, o respectivo assento paroquial não aparece nem em S. João de Covas nem em Cête. O que não quer dizer que se não tivessem casado numa destas paróquias, nomeadamente em S. João de Covas, onde ela vivia, pois infelizmente não é raro os abades esquecerem-se de registar os assentos, pelo menos a avaliar pelos que aparecem fora de ordem, confessando aí o sacerdote ter-se esquecido de os assentar na devida altura... Esta Beatriz era irmã inteira do Cap. Domingos de Meirelles Freire, sucessor na quinta de Rio de Moinhos, c.g. nos Mello Cabral Vaz Guedes Bacelar, viscondes de Vila Garcia. Vide «Fonsecas Coutinhos de Fonte Arcada», Braga 1983, de Elísio de Meirelles Ferreira de Sousa e Maurício Antonino Fernandes. 42. Referida no Nº X-6 do § 36 (pag. 145) do trabalho do Prof. Doutor Luiz de Mello Vaz de São-Payo intitulado «O Descobridor do Congo e o apelido Cão», publicado no nº 10 da revista «Raízes e Memórias», onde vai a sua ascendência. Era irmã do Padre Doutor Amaro de Meirelles, cónego (1635) e tesoureiro-mor da Sé do Porto. 43. Aparecendo nos paroquiais apenas como Neto, vêm nas genealogias, nomeadamente em Felgueiras Gaio, como Neto de Sottomayor. 44. Irmão do Padre Dr. Amaro Moreira, que se licenciou na Universidade de Coimbra, serviu depois no Desembargo do Paço e foi ouvidor da Casa de Cantanhede e tutor do conde Dom Pedro de Menezes. Recebendo a 17.2.1595 ordens de subdiácono em Coimbra, foi apresentado por aquele conde como abade de S. Vicente de Ermelo (hoje Mondim de Basto), tendo mandado fazer à sua custa a Misericórdia de Penafiel, em cuja capela-mor instituiu morgadio e se mandou sepultar por testamento de 11.1.1646, vinculando ao morgadio a sua casa de Marnel, em Bitarães. Eram ambos filhos de Beatriz Duarte, herdeira da dita casa da Louzã, e de seu marido Gaspar Gonçalves Moreira, nascido cerca de 1520 no lugar de Moreira, na mesma freguesia da Gândara, onde ambos faleceram, ele a 2.2.1588 e ela a 16.10.1590. Na mesma época vivia aí um Jerónimo Gonçalves Moreira (pai de um Gaspar Jerónimo Moreira casado em 1587), provavelmente um filho não referido nas genealogias ou até um seu irmão mais novo. O patronímico Gonçalves indicia um pai ou avô Gonçalo, mas não Gonçalo Rodriges Moreira de que fala Felgueiras Gaio, cuja filha Maria Gonçalves Moreira teria casado com um Afonso Furtado, casal que viveu no séc. XIV. O curioso é que nesta época e concelho vivia um Afonso Furtado, pai do João Furtado referido na nota 67), sendo tradição muito antiga nesta família a ascendência Furtado (de Mendonça), nome e armas que alguns ramos usaram. Seja como for, o casal Gaspar Gonçalves Moreira e Beatriz Duarte, casados em meados de Quinhentos, é tronco de uma notável descendência de Moreira, família dominante que se espalhou por toda a região e de quem descendem muitas das principais casas nobres dos concelhos de Paredes, Penafiel e Lousada. Alguns de seus descendentes tiraram carta de armas de Moreira: em campo vermelho, nove escudetes de prata, cada um carregado de uma cruz florida, de verde. 45. Viviam na sua quinta de Rio de Moinhos a 12.9.1616, data em que seu filho o Cap. Domingos de Meirelles Freire faz escritura antenupcial para casar com sua 1ª mulher, Cecília de Abreu, filha de C... Ribeiro e de sua mulher Inez Pereira, já falecidos e moradores que foram em Stª Cruz de Riba Tâmega. De Domingos Gaspar Moreira e sua mulher Águeda Freire de Meirelles foi ainda filha Ana Moreira, nascida na quinta de Rio de Moinhos, que casou com Gonçalo Barbosa, senhor da quinta da Aveleda, em Penafiel. Deste foram filhos o Padre Dr. Marcos de Meirelles Freire, nascido na dita quinta da Aveleda, que instituiu em morgadio, sendo abade de S. Mamede de Guisande (Feira) e comissário do Stº Ofº (29.5.1674), e sua irmã D. Maria de Meirelles Freire, que sucedeu no morgadio da quinta da Aveleda e casou com Miguel Moreira da Silva, natural de Parada de Todeia. Destes foi filha D.Mariana de Meirelles Freire, sucessora no morgadio da quinta da Aveleda, que casou com Manuel Guedes da Fonseca, natural de Gradiz, que jaz na Misericórdia de Penafiel com o seguinte letreiro: «Aqui jaz Manuel Guedes, genro de Miguel Moreira, o qual Miguel Moreira era parente do fundador da mesma Misericórdia do Ab.e de Ermello Amaro Moreira que tinha duas sepulturas na dita Igreja». Quem era seguramente sobrinha do dito abade Amaro Moreira era D. Maria de Meirelles Freire, mulher de Miguel Moreira, embora este também pudesse ser seu primo. De D. Maria de Meirelles Freire e seu marido Manuel Guedes foi filho Gonçalo de Meirelles Guedes, morgado da quinta da Aveleda, onde nasceu, cavaleiro fidalgo da Casa Real e familiar do Stº Ofº (19.11.1739), c.g. nesta quinta, hoje um símbolo do Vinho Verde. 46. Felgueiras Gaio (Moreiras, § 33, nº 6) chama-lhe D. Sebastiana Tereza de Moraes e o Nobiliário dos Moreira di-la Dona Sebastiana Tereza de Moraes Barreto, nomes com que também aparece nos paroquiais. Mas também surge, nos mais tardios, como D. Sebastiana de Meirelles. 47. Irmão de: 1) Doutor Frei Luiz de S. Bernardo, cónego de S. João Evangelista, lente de Artes e Moral no mosteiro de Stº Eloi de Lamego, mestre jubilado em Teologia no mosteiro de Vilar de Frades, reitor do mosteiro de Stº Eloi do Porto, presidente do Capítulo Geral e do mosteiro de S. Bento de Xabreagas e definidor da sua ordem, etc.; 2) Padre João da Rocha Teixeira, jesuíta que serviu em Roma; 3) Padre Bernardo de Meirelles Freire, jesuíta, visitador espiritual e temporal da Companhia de Jesus na comarca da Feira, abade de Stª Eulália de Constance (Penafiel), etc; 4) Frei António de Stª Tereza, cónego de S. João Evangelista, reitor das igrejas de Celeiros (Vila Real) e de S. Cristóvão de Muro (Penafiel); 5) D. Isabel Dorothea Aranha c.c. o Dr. João de Souza Delgado, cavaleiro da Ordem de Cristo, vereador do Senado da Câmara do Porto, alferes do Castelo de S. João da Foz e tenente do Castelo de Leça da Palmeira, etc., provavelmente primo-direito de Manuel de Souza Delgado, 4º senhor da casa do Outeiro de Mouriz, referido no nº VIII - vide nota nº 55. 48. Vide Nobiliário dos Moreiras, manuscrito da Biblioteca de Penafiel. 49. Irmão de Águeda Antónia Teixeira c. a 29.10.1629 em Mouriz c. o Cap. Santos Ferreira da Fonseca, referidos no nº III, ambos filho João Teixeira e de sua mulher Catarina Gonçalves, senhora da casa do Bairro, em Mouriz, irmã do Padre Gaspar Gonçalves, que julgo filhos de Gaspar de Barros, fal. viúvo na casa do Bairro a 7.6.1611. Aquele João Teixeira, julgo filho de Henrique Teixeira, senhor da quinta do Paço, em Urrô (Cête), onde fal. antes de 1596, e de sua mulher Genebra Soares. 50. Irmã de Frei Ildefonso de S. Bernardo, que era abade de Arnoia em 1605. 51. É evidente que este se chamou como seu tio paterno e padrinho o Padre Bernardo de Meirelles Freire, nome porque, de resto, era vulgarmente conhecido. O curioso é que, embora sua avó materna fosse Meirelles Freire, o tio paterno que lhe deu o nome era de um ramo de Moreira sem qualquer ascendência Meirelles... 52. Nos assentos paroquiais aparece ora quinta de Sermanha ora casa de Sermanha. Sermanha é um lugar da freguesia de Stª Mª de Sedielos que tomou o nome do afluente do Douro, o rio Sermanha ou Sarmenha, que ali passa. Sedielos é terra antiquíssima, que outrora albergou o Castelo de Penaguião e foi centro da terra do mesmo nome. Apesar de pertencer hoje ao concelho de Peso da Régua, fica bem mais próxima de Mesão Frio, encravada nas faldas sul da serra do Marão. 53. Casou por procuração passada a Roque Monteiro de Almeida Carvalhais, sendo no assento erradamente chamado Bernardo de Meirelles Pereira. Foram testemunhas o Padre Rodrigo José de Figueiredo e Francisco Henrique Monteiro de Azevedo, cavaleiro da Ordem de Cristo e fidalgo da Casa Real. 55. Não se entende, portanto, donde aparece o nome Menezes. Talvez venha por osmose com uma senhora que aparece como prima de D. Sebastiana Luiza Angélica da Fonseca e Menezes, chamada D. Sebastiana Maria de Sottomayor e Menezes, que faleceu com 80 anos de idade a 28.7.1788, na casa de Matos, em Sedielos, já viúva de Francisco Xavier de Ledesma e Vasconcellos, senhor da dita casa. Esta D. Sebastiana é dada como filha de Marcos Malheiro Pereira, fidalgo da Casa Real, morgado de Covas, etc., e de sua mulher D. Sebastiana de Menezes, filha esta de Rui Pereira de Sottomayor, fidalgo da Casa Real., senhor da Barbeita, e de sua mulher D. Maria de Menezes. Mas não se vê que ligação pode haver entre D. Sebastiana e sua alegada prima homónima. Quanto ao bisavô desta D. Sebastiana, João Pereira da Fonseca Ozorio, era filho de Manuel Pereira, crismado a 20.10.1592 em S. João de Lobrigos, e de sua mulher (casados a 4.4.1601 em S. João de Lobrigos) Leonor de Ozorio, crismada a 20.10.1592 em S. João de Lobrigos e fal. a 27.9.1607 em S. Miguel de Lobrigos; neto paterno de Paulo Pereira, fal. a 16.7.1605 em S. Miguel de Lobrigos, e de sua mulher Isabel de Banhos, fal. a 14.1.1588, ib; neto materno de Domingos da Fonseca, fal. a 10.6.1590, ib, e de sua mulher Ana de Ozorio, fal. a 19.11.1630, ib. Este Domingos da Fonseca era filho de João da Fonseca e sua mulher Isabel de Mansilha. Ana de Ozorio era filha de António de Ozorio, fal. antes de 1585, e de sua mulher Aldonça de Proença. fal. a 5.6.1607, em S. Pedro de Loureiro, sendo irmã de uma Ana Pinto aí fal. solteira a 27.2.1591. Catarina Guedes Alcoforado, que ficou acima como mulher de João Pereira da Fonseca Ozorio, era filha de Francisco Pinto, senhor da dita quinta de Sermanha, onde fal. a 25.3.1644, e de sua mulher (casados a 8.1.1596, ib) Andreza Nunes, fal. a 13.8.1634, ib; e neta paterna de Francisco Pinto, n. cerca de 1530, e de sua mulher Catarina Guedes Alcoforado, que tudo indica era irmã de Gonçalo Vaz Guedes, n. cerca de 1530, que fal. a 28.10.1596 em Cimo de Vila, em Sedielos, com cerca de 66 anos de idade. Tirou carta de armas para Guedes a 3.4.1563, vivendo então em Mesão Frio (o que pode ser uma designação genérica), onde diz apenas ser filho do licenciado Francisco Vaz Guedes. Sucedeu na quinta de Cima de Vila ou da Torre, em Sedielos, onde viveu e se documenta que faleceu. Eram portanto ambos filhos de Francisco Vaz Guedes n. cerca de 1502, licenciado, como se diz na carta de armas do filho, acrescentando que era pessoa nobre, de limpo sangue, e descendente por linha legítima da geração dos Guedes. Dizem as genealogias que era filho de Pedro Vaz Guedes, o que não parece nada, sendo certamente neto paterno do 1º morgado de Stª Comba de Lobrigos Gonçalo Vaz Guedes, meirinho da correição da comarca de Trás-os-Montes (25.6.1451), e de sua mulher Helena Rodrigues Alcoforado, com quem casou cerca de 1465, e certamente filho mais novo do sucessor Francisco Vaz Alcoforado ou Vaz Guedes. Gaio diz que Francisco Vaz Guedes foi senhor da quinta de Cima de Vila, na freguesia de Sedielos, que era anexa à apresentação das igrejas de S. Miguel e S. João de Lobrigos. Por uma referência paroquial relativa a seu neto Manuel , casa ou quinta da Torre seria o nome desta propriedade em Cimo de Vila de Sedielos. Diz também Gaio que Francisco Vaz Guedes casou com Joana de Mello, filha de João Pinto de Almeida e sua mulher Francisca de Mello. Alão confunde (se bem que sem certeza, pois diz «que dizem») este Francisco Vaz Guedes com o Francisco seu pai, a quem dá a mulher que Gaio dá a este Francisco Vaz Guedes. E, na verdade, pode haver aqui um desdobramento, na medida em que a mulher do Francisco Vaz, pai, seria, segundo Gaio, Joana Pinto da Fonseca, e a mulher deste Francisco Vaz, filho, seria Joana de Melo, filha de João Pinto de Almeida. Mas também pode tratar-se de uma mera coincidência. 56. Deste deve ser filha natural uma Margarida Pereira de Meirelles, proprietária no lugar de Sermanha, onde fal. a 30.12.1886, com mais de 70 anos de idade, já viúva de Manuel Pinto Borges, referindo o óbito que se ignorava o nome de seus pais e terra de nascimento. Esta Margarida deixou pelo duas filhas, s.m.n. 57. Aparece normalmente nos registos paroquiais apenas ora como D. Maria Isabel de Menezes ora como D. Maria Isabel de Meirelles. 58. Casado com uma irmã da mãe da noiva, D. Clemência, e pai do Cap. Manuel Joaquim, referido na nota seguinte. 59. Irmão de D. Ana Clara Maria de Jesus Vidal da Cunha Reis, já então casada com o Cap. Manuel Joaquim Pereira Carneiro Borges, senhor da quinta de Stª Cruz, em Sedielos, c.g. Deve ter sido através desta sua irmã e cunhado (sobrinho de D.Clemência) que José António Vidal, como era normalmente chamado, conheceu a sua futura mulher. 60. O registo do óbito só diz que morreu de um tiro, sem mais explicar. Este facto pode no entanto estar relacionado com o nascimento, nos finais desse ano, de um António Joaquim Vidal, que morava junto à ponte de Sermanha quando fal. a 4.1.1876, com 72 anos de idade, deixando filhos e viúva Josefa de Mansilha. 61. Também aparece como D. Joana Emília Coelho de Souza Pinto Brandão ou apenas como D. Joana Emília Pinto Brandão. 61b Fal. a 17.1.1864 em Castelões de Cepeda (Paredes). Foi casado com D. Maria Angélica Monteiro Barreto, fal. a 19.9.1867, ib, de quem não teve filhos. Mas deixou um filho natural. 62. Irmão dos Padres Doutores Theodósio, Ricardo e Agostinho Pinto Brandão, todos filhos de Manuel Barbosa, das casas de Cima (onde n. a 18.9.1667 e fal. a 24.7.1723), da Nogueira e do Pisão, todas em Cête, e de sua mulher (c. a 10.1.1701) D. Maria Emília Pinto Brandão, senhora da casa da Quintã, onde n. a 1.3.1676 e fal. a 1.10.1753, que era filha sucessora do capitão-mor de Paços de Ferreira Baltazar Ferreira Pinto Brandão e de sua mulher (c. a 11.4.1673) Maria Duarte Neto (do Vale); neta paterna do capitão-mor de Paços de Ferreira Pedro Ferreira Pinto e de sua mulher (c. a 9.1.1634) Francisca Brandão, n. em 1612 na casa de Ledarça, em Stª Eulália de Sabrosa (filha legitimada do Padre Agostinho Brandão, senhor da casa de Ledarça, e de Catarina Rangel, fal. solt. em 1646); bisneta e sucessora do capitão-mor de Paços de Ferreira Baltazar Ferreira, n. a 9.10.1588, ib, e de sua mulher Maria Pinto, n. a 6.11.1588, ib; 3ª neta de outro Baltazar Ferreira, já referido no nº III. Aquele Cap. Baltazar Ferreira Pinto Brandão era irmão de Manuel Pinto Brandão, abade de Vila Chã e comissário do Stº Ofº, e de Maria Pinto Brandão casada com João Duarte Neto (irmão de sua cunhada Maria Duarte Neto, acima, ambos filhos de João Duarte e sua mulher Ana Neto do Vale, de Santiago de Carvalhosa), sendo estes pais do Padre Dr. Agostinho Duarte Brandão Pinto, beneficiado na igreja de Stº Estêvão de Vila Chã e notário do Stº Ofº (29.8.1699). 63. Sobrinha de Agostinho Rebello Pereira, fidalgo cavaleiro da Casa Real, senhor da casa da Fonte, em Urrô (Cête). 64. Filha de Custódio Nunes Coelho Furtado, tabelião de Aguiar de Souza, alferes da Ordenança de Cête e aí senhor da quinta de Além, etc., e de sua mulher (c. a 10.2.1719, em Cête) D. Maria Alvares Teixeira (filha legitimada do Cap. Manuel Alvares de Souza, morador em S. Tiago de Carvalhosa, e de Margarida de Oliveira, moradora em Cête); neta de João Coelho Furtado, senhor da quinta do Coelho, em Cête, onde fal. a 3.1.1727 com 80 anos de idade, e de sua mulher (c. a 25.11.1684 em Cête) Isabel Nunes; bisneta de Julião Furtado (irmão de Marta Furtado, referida na nota 67) e de sua mulher (c. a 22.1.1641, ib) Maria Coelho de Meirelles, n. a 28.9.1614 em Cête, sendo esta filha de Manuel Coelho de Beça (possivelmente irmão ou tio de Sebastião Coelho de Beça, senhor da quinta da Costa, em Mouriz, que instituiu a capela de Nª Sª da Vitória na cidade do Porto) e de sua mulher Maria Coelho de Meirelles, filha de João Coelho de Meirelles, senhor da dita quinta do Coelho, em Cête, irmão de Roque Coelho, tabelião e escrivão de Mouriz. Julgo estes também irmãos do Dr. Jerónimo de Meirelles, médico que viveu e casou em Guimarães, sendo todos filhos do Dr. Roque Coelho, médico que viveu em Cête, onde terá dado o nome à quinta do Coelho, e que era senhor e natural da quinta do Ribeiro, em Pombeiro, e de sua mulher Maria Barbosa de Meirelles, filha do Cap. Pedro de Robles, morador em Mouriz, capitão da Honra de Louredo, etc,. e de sua mulher Jerónima Barbosa de Meirelles, filha esta de Jerónimo de Meirelles, cavaleiro fidalgo da Casa Real, capitão-mor de Arrifana de Sousa (hoje Penafiel), etc., e de sua mulher Águeda Barbosa Cabral, filha de Gregório Barbosa, cavaleiro fidalgo da Casa Real e cavaleiro da Ordem de Cristo, que esteve no cerco de Azamor (1513), filho dos senhores da honra de Barbosa, em Rans (Penafiel), e de sua mulher Catarina Dias Cabral, senhora da casa de Campelo (Baião), progenitores dos Barbosa Cabral desta casa. Vide Felgueiras Gaio, Barbosas, §11, nº 23, e §46, nº 25. 65. Indo viver com sua irmã e cunhado para a casa do Outeiro, mandou realizar grandes obras de ampliação e renovação nesta casa, com o que perdeu muito da sua traça primitiva. 66. Filho de João de Souza Delgado e de sua mulher Maria de Castro, que em 1699 moravam em Santa Maria do Freixo (Marco de Canavezes). Este João devia ser irmão de um Francisco de Souza Delgado que com sua mulher Maria Nogueira Barbosa vivia em Stª Mª Madalena em 1685, tendo também residência na cidade do Porto (provavelmente pais do Dr. João de Souza Delgado, referido na nota 45). Porventura ambos filhos de um Manuel de Souza Delgado que fal a 14.9.1639 em Stª Mª do Freixo, deixando viúva Mariana Pacheco. E netos de um Agostinho de Souza que em 1611 vivia no Outeiro d'Além, em Mouriz. 67. Que também aparece como Joana Ferreira, fal. a 28.12.1698, em Mouriz, filha de Domingos Ferreira, senhor da dita casa da Lama, e de sua mulher (c. a 11.6.1645, ib) Marta Furtado; neta paterna de Manuel João e de sua mulher Isabel Dias Ferreira (irmã de Domingos Ferreira, n. a 17.2.1588 em Mouriz, ambos filhos de Diogo Ferreira, senhor da quinta da Bouça, ib, que julgo irmão do Santos Ferreira e do Baltazar Ferreira já referidos, e de sua mulher Madalena Gonçalves); neta materna de João Furtado (filho de Frutuoso Fernandes Ferreira, fal. na sua quinta da Quebrada, em Mouriz, a 7.1.1588, e de sua mulher Maria João, filha de João Furtado - filho de Afonso Furtado, vide na nota 44 ) e de sua mulher, c. a 8.5.1612, ib, Isabel Diogo, filha de Diogo Afonso e sua mulher Maria Gonçalves. 68. Embora ao longo das gerações a quinta de Vales tenha sido engrandecida por várias compras e novos prazos, o seu núcleo inicial data de 1574, conforme atesta inscrição em pedra na parte velha da casa, que foi renovada em 1771, conforme outra inscrição idêntica. E sabe-se que os trisavós deste Dr. António Rodrigues Moreira, que foram Simão Ferreira da Silva e sua mulher Águeda Rodrigues, nascidos no 3º quartel do séc. XVII, tinham em 2ª vida os prazos iniciais, foreiro ao mosteiro de Paço de Souza, certamente já renovados nos pais de um deles. 69. Vide «Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira», vol 29, pag.790. 70. A casa do Outeiro ficou para si, seu irmão Bernardo (de que foi herdeira) e sua irmã D. Sofia, que fal. solt. deixando herdeira uma filha desta D. Margarida. 71. Vide «Carvalhos de Basto», Vol. V, pag. 259 = CASA DA QUEBRADA, em Mouriz (Paredes). Este Souza Machado são uma família originária do Marco de Canavezes, sendo o 1º que usou este nome composto Manuel de Souza Machado, nascido em 1734 em Stº Isidoro (Marco de Canavezes), neto paterno de António Teixeira, de S. Lourenço do Douro, e de sua mulher Maria de Souza, de Salvador do Monte (Amarante), o qual Manuel de Souza Machado por sua mãe descendia de uns Machado de Stª Eulália de Constance, que aí começam no início do séc. XVII com Pedro Machado, filho ilegítimo de Francisco Machado de Sampayo, de Amarante, e de Isabel, moça solteira de Constance.
72. Vide «Descendências e Origens», por Luiz Bernardo de Vasconcellos Carneiro Pinto, publicadas nesta revista (Raízes e Memórias), «Casas da Roupeira e das Quartas», a publicar brevemente pelo autor, e «Casa de Rande», em preparação. 73.
74. Vide «Carvalhos de Basto», Vol. 5, pag. 267. 75. Vide «Carvalhos de Basto», Vol. 5, pag. 265. 76. Vide «Carvalhos de Basto», Vol. 5, pag. 260. |
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